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domingo, 21 de março de 2021

Liga NOS 2020-2021: 24ºJornada: Segunda Final Contra Adversário Direto Perdida Mais Atitude até ao Final do Campeonato!

BOAVISTA FC-0
SC FARENSE-1

24ºJornada Época 2020-2021

21 de Março de 2021 - 17h30
Estádio do Bessa Século XXI
Árbitro :Hugo Miguel(A.F.Lisboa)

GR:Léo Jardim GR:Beto
DD:Reggie Cannon(Jorge Benguché 64') DD:Tomás Tavares
DC:Cristián Castro DC:César Martins
DC:Adil Rami DC:Eduardo Mancha
DE:Ricardo Mangas DE:Abner Felipe
MC:Javi Garcia MC:Jonatan Lucca
MC:Yanis Hamache(Show INT) MC:Ryan Gauld(Fabrício Isidro 93')
MC:Paulinho MC:Amine Oudrhiri
PL:Angel Gomes MC:Pedro Henrique
PL:Alberth Elis PL:Biel Aouacheria(Djalma Campos 72')
PL:Gustavo Sauer(Nathan Santos 64') PL:Licá(Brian Mansilla 83')
 
Treinador:Jesualdo Ferreira             Treinador:Jorge Costa
 
 Cartões Amarelos:Ryan Gauld 75',Paulinho 87' e Jorge Benguché 88'

Golos:Licá 25'.

Todos os anos a luta pela manutenção na Liga NOS tem jogos que são essenciais e esta partida entre o Boavista e o Farense era um deles. São estes jogos entre os adversários diretos que muitas vezes dão aquelas vantagens essenciais no fim, seja em pontos ou em confrontos diretos. Por isso, quando os algarvios ouviram o apito final e viram carimbada a vitória, ficaram com várias certezas.  A primeira dela é que, não só fugiram do último lugar, como fugiram mesmo aos três lugares vermelhos da Liga NOS. Depois também ficaram a saber que ganharam três pontos ao Boavista e ainda ficaram com vantagem no confronto direto e, por final, ficaram com uma das melhores exibições da temporada. Já o Boavista voltou a uma posição que já ocupou durante largas jornadas e, quando pareciam que tinham dado um salto qualitativo, voltaram a ter um exibição pobre, com destaque para a primeira parte.

Leo Jardim adiou o inevitável

Certamente que nem Jorge Costa imaginava uma entrada em jogo tão forte perante um rival direto. A equipa algarvia pegou no jogo de uma forma que pareceu que tinha sido combinada pelos dois conjuntos. E fê-lo com base em várias oportunidades, sendo que a mais clara foi a grande penalidade sofrida e falhada por Ryan Gauld.  Nesses primeiros 15 minutos valeu ao Boavista Leo Jardim. É que, para além de uma defesa monumental no penálti, o guarda-redes do Boavista ainda teve mais duas boas defesas que seguraram o nulo naquela fase.  Curiosamente, quando o Boavista já estava a equilibrar o jogo, aos 25 minutos, surgiu o 0x1. Uma jogada que começa em Beto (estreia pelo Farense), conta com uma boa arrancada de Tomás Tavares e termina com um cruzamento de Bilel que terminou nos pés de Licá. O internacional português rematou colocado e desta vez Leo Jardim nada conseguiu fazer.  O golo trouxe justiça ao marcador, mas trouxe também uma ligeira reação do Boavista. O problema é que essa reação foi mesmo ligeira para a equipa de Jesualdo Ferreira. Muito amarrada e sem conseguir colocar em jogo Angel Gomes, os axadrezados limitaram-se a ter alguma bola e a tentar lançar Elis em bolas longas.

O equilíbrio das forças

O segundo tempo trouxe mais equilíbrio e, sem grande surpresa, trouxe um melhor Boavista. Logo a abrir ameaçou e ainda viu Beto negar o empate com uma grande defesa, na ressaca a um livre.  O bom da segunda parte em relação à primeira, que teve um claro dominador, é que o segundo tempo teve as duas equipas mais equiparadas e se o Boavista teve oportunidades para marcar, também o Farense teve. Aliás, a oportunidade da equipa de Jorge Costa foi mesmo algo incrível, com Gauld a acertar na barra e Licá no poste... Com uma diferença de apenas um golo, os últimos minutos só podiam ser de «forcing» da equipa da casa. Jesualdo Ferreira abriu a frente de ataque com quatro jogadores e carregou num Farense que apesar de recuar as linhas, não desfez o 4x2x3x1. Apesar disso tudo, o melhor que os axadrezados conseguiram fazer foi colocar algumas bolas na área, sem criar perigo. Até acabou por ser a equipa visitante a criar os lances de perigo, com Jardim a negar o 0x2 por duas vezes. O Farense subiu este domingo três posições na tabela e mostrou que tem argumentos mais do que válidos para ficar na primeira liga. O Boavista também os tem, mas não os mostrou.

sábado, 13 de março de 2021

Liga NOS 2020-2021: 23ºJornada: Jogo Condicionado Pela Expulsão Muito Cedo

SL BENFICA-2

BOAVISTA FC-0

23ºJornada Época 2020-2021

13 de Março de 2021 - 18h
Estádio da Luz em Lisboa
Árbitro :Manuel Mota(A.F.Braga)


GR:Helton Leite GR:Léo Jardim
DD:Diogo Gonçalves DD:Reggie Cannon
 DC:Lucas Veríssimo DC:Chidozie Awaziew
DC:Nicolás Otamendi(C) DC:Cristian Devenish
DE:Alex Grimaldo DE:Ricardo Mangas
MC:Julian Weigl(Pizzi 56') MC:Javi Garcia(C)(Yanis Hamache 69')
MC:Adel Taarabt(Gabriel 55') MC:Sebastian Perez(Jackson Porozo 54')
MC:Pedrinho(Everton Cebolinha 66') MC:Gustavo Sauer(Show 54')
EE:Rafa Silva(Chiquinho 83') PL:Angel Gomes(Jorge Benguché 76')
PL:Haris Seferovic PL:Alberth Elis(Tiago Morais 77')
ED:Luca Waldschmidt(Darwin Núñez 56') PL:Paulinho

Treinador:Jorge Jesus   Treinador:Jesualdo Ferreira

Cartões Amarelos:Julian Weigl 29' e Adel Taarabt 39' 

Cartões Vermelhos:Chidozie Awaziew 8'.

Golos:Haris Seferovic 42' e 52'.



Foi assim que foi servida a vingança do Benfica frente ao Boavista, que permitiu aos encarnados somar o quarto triunfo consecutivo e atingir a segunda melhor fase da temporada. Uma expulsão logo a abrir hipotecou as chances de uma pantera que não foi capaz de incomodar Helton Leite e a sociedade Seferovic e Diogo Gonçalves trataram do resto, com o suíço a bisar pelo segundo jogo consecutivo.

Erro a abrir, golo a fechar

Uma das principais dúvidas para o jogo era se Jesualdo iria ou não repetir o esquema de três centrais que usou diante de Sporting e FC Porto. Voltou a repetir a receita, com Javi García a juntar-se ao eixo central, mas nem houve tempo para perceber se podia ou não funcionar. Isto porque, já depois de uma primeira ameaça de Elis, Chidozie derrubou Luca Waldschmidt à entrada da grande área e acabou expulso.

Apesar da expulsão, os axadrezados tentaram manter-se o mais fiéis possível à estratégia inicial – passaram a uma linha de quatro, com Mangas e Cannon agora mais fixos -, mas o Benfica foi-se superiorizando com naturalidade. As oportunidades também começaram a surgir, principalmente através de cruzamentos, mas, apesar do domínio, Léo Jardim ia chegando para as encomendas. O Benfica estava completamente instalado no meio-campo contrário e parecia ter a paciência necessária para encontrar uma brecha na defesa remendada dos axadrezados, que estavam completamente limitados ao contragolpe, mas, mesmo nas poucas vezes em que conseguiram sair, esbarravam em Otamendi e nas limitações técnicas de Elis. A paciência e a insistência deram frutos, já perto do intervalo. Primeiro Taarabt ainda viu um belo golo ser anulado por falta sobre Gustavo Sauer, mas, pouco depois, Seferovic marcou mesmo, num lance de insistência, com Diogo Gonçalves a surgir em velocidade pela direita e a assistir o suíço para o primeiro da partida.

Mais do mesmo

A segunda parte começou como terminou a primeira. Com o Benfica totalmente instalado no meio-campo axadrezado e com Seferovic a marcar, assistido por Diogo Gonçalves. A sociedade que começou no Jamor voltou a fazer estragos, com mais um belo cruzamento do extremo adaptado a lateral, um dos que mais se destacou após a expulsão.

A partida era de sentido único e assim continuou, com o Boavista totalmente incapaz de sair com perigo e encostado à sua grande área. O cenário ficou ainda mais complicado com as substituições – Jesualdo refrescou a defesa, mas Jesus lançou Everton, Darwin e Pizzi, que entraram bem – e os encarnados chegaram mesmo ao terceiro, novamente por Seferovic, mas o lance seria anulado por posição irregular. Os últimos minutos foram um misto de insistência por parte de elementos como Darwin, que procurava o golo no regresso à competição, e o conformismo de outros, que tinham plena noção de que o triunfo já não fugia. Não fugiu mesmo, tendo até pecado por curto e são já quatro em quatro para o Benfica, que atravessa o melhor período desde do início da temporada e cumpriu o plano antes da sempre difícil visita a Braga.


sábado, 6 de março de 2021

Liga NOS 2020-2021: 22ºJornada: Primeira Final Contra Adversário Direto Ganha é Continuar Assim até ao Final do Campeonato!

BOAVISTA FC-3 
FC FAMALICÃO-0

22ºJornada Época 2020-2021

6 de Março de 2021 - 20h30
Estádio do Bessa Século XXI
Árbitro :André Narciso(A.F.Setúbal)

GR:Léo Jardim GR:Luiz Júnior 
DD:Reggie Cannon DC:Srdan Babic
DC:Cristián Castro DC:Riccieli(Diogo Figueiras INT)
DC:Chidozie Awaziew DC:Diogo Queirós
DE:Ricardo Mangas MC:Rúben Vinagre(Fernando Valenzuela 82')
MC:Javi Garcia MC:Manuel Ugarte
MC:Nuno Santos(Yanis Hamache 76') MC:Andrija Lukovic(Anderson Silva 63')
MC:Paulinho MC:Pepê Rodrigues
PL:Angel Gomes(Sebastián Perez 90') PL:Gil Dias
PL:Alberth Elis(Jorge Benguché 90') PL:Alexandre Guedes(Calvin Verdonk 83')
PL:Gustavo Sauer(Show 70') PL:Heriberto Tavares(Bozhidar Kraev 63')
 
Treinador:Jesualdo Ferreira             Treinador:Jorge Silas
 
 Cartões Amarelos:Pepê Rodrigues 30' Gil Dias 68',Reggie Cannon 93' e Show 95'.

Cartões Vermelhos:Manuel Ugarte 75'.

Golos:Ricardo Mangas 17',Paulinho 65' e Sebastián Perez 91'.


A noite foi de confronto entre «vizinhos» na parte baixa da classificação e o Boavista acabou agarrado à botija de oxigénio que permite respirar melhor na luta pela salvação. Um triunfo por 3x0 sobre o FC Famalicão, num jogo em que as duas equipas provaram ter mais qualidade do que a situação aflitiva que vivem.

Receio? A fuga é para a frente

No lançamento do encontro, Silas tinha refutado a ideia de um jogo mais especulativo; e estava certo. Indiferentes ao sufoco classificativo, Boavista e Famalicão «atiraram-se» ao jogo com a coragem de quem precisa mais dos três pontos do que da «segurança» do nulo. A consequência foi um espetáculo com qualidade entre duas equipas que a têm, mas que nem sempre a evidenciam. Entrou (bem) melhor o conjunto axadrezado, que só não ficou com a vantagem no marcador do seu lado logo no minuto inaugural porque o tiro de Angel Gomes foi colocado demais; a bola bateu no poste direito da baliza de Luiz Júnior e fez depois aquela travessia angustiante junto à linha de golo, sem entrar. Era o tónico para 45 minutos prazerosos, do ponto de vista do espectador. Enquanto o Boavista parecia mais homogéneo, a equipa de Silas apoiava-se sobretudo na qualidade individual. Gil Dias foi um dos casos, com um remate forte à malha lateral (6'). Respondeu a pantera, com Elis a usar a visão de jogo para encontrar Nuno Santos em posição frontal; o remate do médio boavisteiro encontrou Luiz Júnior como obstáculo.

Mangas ganhou-lhe o gosto

Mais Boavista no jogo, um dado coroado com o golo logo a seguir. Canto batido, Chidozie ganha o primeiro duelo pelo o ar e Ricardo Mangas foi quem tirou o proveito, ao segundo poste, desviando também com a cabeça. Depois de ter marcado em Guimarães, o lateral voltou a ser eficaz neste tipo de lance. E justo, porque os do Bessa eram por esta altura a melhor equipa em campo.  Exigia-se resposta por parte do Fama. E foi dada por Rúben Vinagre, que apesar de ter estado na origem do golo axadrezado (perdeu a bola que lançou o ataque rápido) se afirmou como a unidade em destaque nos visitantes. À meia hora de jogo teve no pé a bola do empate, mas o remate bem gizado teve a mesma pontaria que a tentativa de Angel Gomes no primeiro minuto: bola no ferro. Intenso e com vários momentos de qualidade técnica. Ainda antes do descanso, nova aproximação «venenoso» do Boavista, com Ricardo Mangas a sacar um daqueles cruzamentos à flor da relva que tiram a bola a qualquer defesa; mas Luiz Júnior teve comprimento suficiente nos dedos para atrapalhar a ação de Elis, que acabou por não conseguir a emenda feliz. 

Mais Fama, menos proveito

O jogo nunca desiludiu. É esse o marco maior do duelo do Bessa. O Famalicão fez pela vida, e muito, mas a falta de rotinas ofensivas - e de confiança - voltou a atraiçoar o conjunto de Silas. Guedes acertou na trave aos 50 minutos (mas estaria em posição irregular) e Kraev chegou um segundo atrasado para ser feliz (64'); o castigo foi duro, no minuto seguinte.  Paulinho. Palavra para ele, o melhor da noite sem contestação. Primeiro em zonas mais centrais, a meio da segunda parte na direita no reformulado 4x4x2 do Boavista. E como quem chama a si a coroa do jogo, arrancou imparável e deixou para trás quem tentou pará-lo; fuzilou, depois, sem piedade para Luiz Júnior. A boa noite coletiva da pantera premiada pelo talento do brasileiro. Com o 2x0, o fim de história podia começar a escrever-se com letras de convicção. E quando Ugarte foi expulso, aos 75 minutos, por uma entrada duríssima sobre Nuno Santos, até o mais resistente dos adeptos famalicenses percebeu que a busca por pontos não seria bem conseguida na cidade do Porto. O 3x0, apontado por Sebástian Pérez (que tinha acabado de entrar), só confirmou o cenário.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

Liga NOS 2020-2021: 21ºJornada: Jogo Esforçado, Não Chega Temos de Fazer Mais


VSC GUIMARÃES-2 

BOAVISTA FC-1

21ºJornada Época 2020-2021

26 de Fevereiro de 2021 - 20h30
Estádio Dom Afonso Henriques em Guimarães
Árbitro :Fábio Veríssimo(A.F.Leiria)



GR:Bruno Varela GR:Léo Jardim
DD:Zié Quattara DD:Cristian Devenish
 DC:Abdul Mumin DC:Chidozie Awaziew
DC:Jorge Fernandes DC:Adil Rami
DE:Gideon Mensah DE:Ricardo Mangas
MC:Pepelu  MC:Javi Garcia
MC:André André(Miguel Luís 90') MC:Nuno Santos(Yanis Hamache 64')
MC:André Almeida MC:Gustavo Sauer(Show 64')
EE:Rochinha(Mikel Agu 83') MC:Paulinho(Yusupha Nije 73')
ED:Marcus Edwards(Rúben Lameiras 73') PL:Alberth Elis
PL:Óscar Estupiñán(Noah Holm 90') PL:Angel Gomes(Sebastián Pérez 81')

Treinador:João Henriques    Treinador:Jesualdo Ferreira

Cartões Amarelos:André André 57',Ricardo Mangas 61',Angel Gomes 80',Pepelu 83',Sebastián Pérez 85' e Cristián Devenish 96'.

Golos:Ricardo Mangas 17',Rochinha 39' e André André(g.p) 63'.


O Vitória SC venceu o Boavista por 2x1 e regressou aos triunfos cinco jogos depois. A formação minhota esteve a perder, mas fez uma das melhores exibições da temporada e conseguiu operar a reviravolta com uma grande penalidade. Os adeptos teriam sido a pitada de sal que faltou a este Vitória x Boavista. Houve golos, bom futebol e incerteza no resultado até ao final. Os vitorianos apresentaram-se com um jogo mais apoiado, rendilhado, a construir desde baixo. Os axadrezados foram mais diretos, até porque o golo cedo fez com os minhotos dessem mais espaço para jogar nas costas na defesa. O Vitória até começou mais dinâmico, com a bola a circular bem entre os setores, e pressionante. Foi aproveitando algumas falhas do Boavista, na primeira fase de construção, para assustar Léo Jardim. Os minhotos pareciam ter o jogo controlado, mas as panteras mostraram as garras com velocidade. Mangas, o trunfo escondido O Boavista percebeu que não podia construir como gosta e passou a usar as saídas rápidas para surpreender a defesa subida do Vitória. A primeira ameaça da equipa de Jesualdo Ferreira até apareceu, de forma inesperada, criada por Chidozie. O central nigeriano saiu em grande velocidade e deu a Angel Gomes a oportunidade de criar um lance de perigo, mas Sauer decidiu mal e rematou ao lado.

Os axadrezados ameaçaram na primeira e marcaram na segunda. Na cobrança de uma bola parada, a equipa da cidade do Porto abriu o marcador por Mangas. Angel Gomes bateu um pontapé de canto, Estupiñán fez um corte defeituoso e Mangas, na pequena área, finalizou com toda a assertividade. O golo fez com o Boavista ficasse mais solto na partida e a saber como ocupar na perfeição os terrenos de jogo. As peças do xadrez tiveram na profundidade a melhor forma de ferir o Vitória. Elis foi a figura principal desse perigo. Numa das ocasiões até marcou, mas por 53 centímetros foi apanhado em fora-de-jogo.

Uma armada a conquistar

O jogo ia assistindo a momentos de grande perigo. As duas equipas não se ensaiaram muito para colocar os guarda-redes à prova. A perder o Vitória começou a colocar Léo Jardim em ação. O guarda-redes axadrezado mostrou os créditos, pela primeira vez, com uma defesa à guarda-redes de andebol, após um remate de Estupiñán. A equipa de João Henriques nunca mudou a forma de jogar e manteve sempre o critério nas decisões, embora que por vezes com os processos demasiado lentos. Rochinha e Edwards eram os mais criativos e também os que maior rapidez imprimiam para virar o resultado.

Foi, por isso, sem surpresa que Rochinha conseguiu fazer o empate. O extremo, a jogar no lado oposto, puxou a bola para o pé natural e com um remate cruzado fez o empate para os vitorianos.

O amasso do Vitória segurado por um Jardim

A formação de Guimarães veio para a segunda parte com vontade de resolver cedo, mas também pronta para continuar com uma das melhores exibições da temporada. Os comandados de João Henriques chegaram primeiro às bolas, pressionaram com mais rigor o Boavista, adivinharam as ideias das panteras e os axadrezados tiveram muitas dificuldades em sair da zona defensiva. Foi com o maior erro do Boavista que o Vitória SC conseguiu chegar ao empate. Mangas, que fez uma primeira parte de grande nível, cometeu grande penalidade e André André fez a reviravolta no marcador. O golo teve o efeito adverso nas equipas: O Boavista ficou perdido e o Vitória super ligado no ataque. Aí valeu aos homens de Jesualdo Ferreira a eficácia de Léo Jardim, pois o guarda-redes do Boavista defendeu vários remates de golo a Estupiñán e a Rúben Lameiras.

O esforço do Boavista, em busca do empate, apareceu nos minutos finais e Javi Garcia até cabeceou ao poste, mas os vitorianos não deixaram fugir o triunfo. Os minhotos colocam ponto final numa série de resultados menos positivos - cinco - já o Boavista voltou às derrotas.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Liga NOS 2020-2021: 20ºJornada: Vitória Importantíssima

                                                      

BOAVISTA FC-1

MOREIRENSE FC-0

20ºJornada Época 2020-2021

19 de Fevereiro de 2021 - 20h30
Estádio do Bessa Século XXI
Árbitro :Artur Soares Dias(A.F.Porto)

GR:Léo Jardim GR:Mateus Pasinato 
DD:Reggie Cannon(Jackson Porozo 63') DC:Nahuel Ferraresi
DC:Cristián Castro DC:Lazar Rósic
DC:Chidozie Awaziew DC:Abdoulaye Ba(Derik Lacerda 75')
DE:Ricardo Mangas ED:Anthony D'Alberto
MC:Javi Garcia MC:Fábio Pacheco
MC:Nuno Santos(Sebástian Perez 82') MC:Filipe Soares(David Simão 60')
MC:Paulinho ED:Abdu Conté
PL:Angel Gomes PL:Yan Matheus(Rafael Martins 60')
PL:Alberth Elis PL:Walterson Silva
PL:Gustavo Sauer(Yusupha Nije 79') PL:Lucas Silva(André Luís 82')
 
Treinador:Jesualdo Ferreira             Treinador:Vasco Seabra
 
 Cartões Amarelos:Gustavo Sauer 54',Léo Jardim 73',David Simão 74',Nuno Santos 80' e Anthony D'Alberto 88'.
 
Golos: Angel Gomes 52'.

Em noite de regresso de Vasco Seabra ao Bessa, pouco mais de dois meses depois da saída, foi o Boavista que deixou em casa os três pontos e assim conseguiu afastar-se à condição da zona de descida, somando o triunfo que tinha faltado nas três jornadas anteriores.

equipa de Jesualdo Ferreira foi a que mais perigo criou neste duelo de xadrez e garantiu um triunfo com um grande momento de Angel Gomes, que converteu um livre direto no segundo tempo e assim regressou aos golos 13 jornadas depois. O Moreirense vê terminar uma série de resultados positivos mas mantém-se numa zona bem tranquila da tabela, ainda que estando agora sujeito a uma ultrapassagem do Santa Clara nesta jornada.

Mais preto e branco a abrir

Os boavisteiros vinham do empate a duas bolas no Dragão, então com uma primeira parte exemplar, e foram a equipa mais perigosa também neste primeiro tempo, embora desta vez contra uma equipa mais retraída na defesa e, também por consequência disso, mais capaz de limitar a linha ofensiva com Elis na dianteira.

A equipa da casa rapidamente se mostrou como a mais rematadora, acumulando também uma série de pontapés de canto, embora o Moreirense se fosse aguentando bem com o repetido trio de centrais. Talvez a melhor ocasião de um primeiro tempo com poucas oportunidades claras tenha sido um momento em que Elis ficou isolado, picou a bola e não teve sucesso. Nasceu ainda dos pés de Angel Gomes (que grande passe) um eventual cabeceamento ao lado do avançado hondurenho. Também ao lado cabeceou Mangas, lateral-esquerdo que subia nos pontapés de canto. O Moreirense procurava envolver muito os laterais nos ataques, mas tanto Abdu Conté como D'Alberto não conseguiam a melhor definição no momento de procurar um dos três avançados brasileiros e assim se iam perdendo potenciais lances de perigo em ataque mais direto. Um remate sem pontaria de Fábio Pacheco foi dos poucos momentos em que os cónegos avisaram Léo Jardim.

Livre bom à Bessa

Sentia-se que o Boavista era a equipa que mais urgência tinha em somar três pontos, os axadrezados procuraram manter a tendência ofensiva e Angel Gomes conquistou um livre às portas da grande área ainda nos primeiros do segundo tempo. O próprio camisola 10 assumiu as despesas e colocou a bola tão perfeita que só mesmo com asas Pasinato lá poderia chegar.

O jovem luso-inglês quase somou ainda uma assistência pouco depois - Elis falhou uma ótima oportunidade - e Vasco Seabra reagiu com um homem mais fixo para o ataque, lançando Rafael Martins por troca com Yan Matheus e ainda trocando Filipe Soares por David Simão. Chegou a parecer que a substituição tinha tido impacto direto no resultado... mas um golo de Rafael Martins aos 69' acabou por ser anulado por posição irregular de Walterson, que não tocando na bola fez-se ao lance e, entendeu o árbitro, acabou por ter influência. O Boavista podia ter muito bem acabado com a discussão num pontapé de canto em que Javi García acertou no poste e Chidozie não conseguiu a emenda na cara do golo, o Moreirense ainda foi o mais para a frente que conseguiu na tentativa de salvar um ponto. Depois de ter resistido à ameaça de Yusupha num chapéu de longa distância, Mateus Pasinato chegou a subir à grande área adversária numa bola parada em que houve remate de Fábio Pacheco ao lado e Derik Lacerda chegou a ter o golo nos pés, perdendo o duelo com Léo Jardim. Embora perigosos nesses últimos minutos, os cónegos foram curtos demais no ataque durante o restante encontro e o Boavista aproveitou, também muito graças ao talento de Angel Gomes.

sábado, 13 de fevereiro de 2021

Liga NOS 2020-2021: 19ºJornada: Mais Um Ponto na Caminhada, Queremos Esta Raça e Querer no Resto do Campeonato

 

FC PORTO-2

BOAVISTA FC-2

19ºJornada Época 2020-2021

13 de Fevereiro de 2021 - 20h30
Estádio do Dragão
Árbitro :Manuel Mota(A.F.Braga)


GR:Agustín Marchesín GR:Léo Jardim
DD:Wilson Manafá(Francisco Conceição 77') DD:Reggie Cannon
 DC:Pepe DC:Cristián Devenish
DC:Diogo Leite(Zaidu Sanusi INT) DC:Adil Rami(Jesús Gomez 61')
DE:Malang Sarr DC:Jackson Porozo
MC:Sérgio Oliveira  DE:Ricardo Mangas
MC:João Mário(Otávio INT) MC:Nuno Santos
ED:Jesús Corona MC:Paulinho(Sebastián Perez 84')
EE:Fábio Vieira(Marko Grujic INT) MC:Gustavo Sauer(Show 58')
PL:Mehdi Taremi PL:Alberth Elis(Jorge Benguché 83')
PL:Moussa Marega(Evanilson 71') PL:Angel Gomes(Yanis Hamache 84')

Treinador:Sérgio Conceição    Treinador:Jesualdo Ferreira

Cartões Amarelos:Paulinho 18',João Mário 29',Léo Jardim 85',Evanilson 94',Sebastián Perez 97' e Adil Rami 97'.

Golos:Jackson Porozo 8',Alberth Elis 45',Mehdi Taremi 54' e Sérgio Oliveira 82'(g.p).


Um dérbi portuense alucinante. Depois de 45 minutos de avanço para o Boavista, que esteve a vencer por duas bolas a zero, o FC Porto conseguiu recuperar para 2x2 no segundo tempo e ainda teve um penálti falhado e um golo anulado mesmo no final, depois de uma segunda parte em tudo diferente da primeira. No fim, o quarto empate seguido para o FC Porto. Um jogo com seis portugueses no onze inicial dos portistas - os três mais jovens sairiam ao intervalo - foi também noite de estreia para Francisco Conceição ao serviço da equipa principal. O prodigioso extremo fez muito pela possível cambalhota, teve ainda um belíssimo momento com o pai e treinador, mas o golo de Evanilson que ambos festejavam foi invalidado. Jackson Porozo e Elis tinham dado a vantagem boavisteira, Taremi e Sérgio Oliveira fizeram os golos válidos dos portistas, tendo o médio ainda falhado o segundo penálti. E assim, quem mais sorri são os felinos... tanto panteras como leões, já que o Sporting pode ficar com dez pontos de vantagem.

45 minutos de xadrez...

Da primeira parte desde dérbi portuense resulta uma sinopse simples: 45 minutos para esquecer do ponto de vista do FC Porto, absolutamente exemplares do ponto de vista boavisteiro. Com cinco na linha defensiva, os axadrezados faziam do jogo de posse em largura do FC Porto absolutamente inócuo (e lento, tão lento), mas o mérito das panteras ia muito além do processo defensivo: com a bola, fosse em transição ou de forma um pouco mais apoiada, a equipa de Jesualdo Ferreira explorava na perfeição os espaços concedidos, em particular num meio-campo com Fábio Vieira e Sérgio Oliveira sem capacidade para tapar caminhos (e muito cedo começaram a aquecer três médios).

Com três homens no meio-campo, bem alargados e apoiados pelo falso avançado Angel Gomes, os boavisteiros tinham Alberth Elis solto na frente para atacar a profundidade e o hondurenho foi sempre o jogador mais perigoso de toda a primeira parte, com três ocasiões de golo claríssimas na cara de Marchesín. A primeira foi logo no arranque, com Marchesín a segurar o nulo que pouco duraria. Bastaram mais seis minutos, o Boavista teve direito a um pontapé de canto (erradamente, note-se) e aproveitou na perfeição, com Jackson Porozo a antecipar-se a Diogo Leite e a fazer um grande cabeceamento para golo. Deste Jackson o Dragão não estava a gostar... ...como não estava a gostar mesmo nada de Elis. Em lances de ataque rápido, o hondurenho era ameaça constante. Marchesín teve de ser de novo uma muralha para evitar o golo aos 31', mas nada pôde fazer já perto do intervalo quando um lance pela esquerda resultou em cruzamento rasteiro para as costas da defesa portista e Elis apareceu mesmo para consumar o 0x2. Na ameaça anterior tinha sido Cannon a lançar (muito bem) o avançado, dessa vez foi Mangas e também os laterais boavisteiros mostravam ter assimilado por inteiro o plano.

Tudo ótimo para os boavisteiros, cuja estratégia funcionava na perfeição, tudo por fazer para os portistas para que o primeiro lugar não ficasse ainda mais longe. Sérgio Conceição apressou-se a rumar ao balneário, ainda antes do apito, pronto para dar um sermão e, quase obrigatoriamente, passar uma mensagem à equipa por via de substituições. ...

e 45 de fogo do dragão

Foram três de uma vez. O treinador portista retirou os três vencedores da Youth League que estavam no onze - Diogo Leite, Fábio Vieira e João Mário -, trouxe a maior maturidade de Zaidu, Grujic e Otávio, quando tão importante como estancar o meio-campo era juntar a intensidade ofensiva que faltava (e de que maneira) à equipa portista.

Tudo mudou, e tinha que mudar, e o FC Porto foi muito mais o campeão que conhecemos a partir dessas alterações. Construiu de formas diferentes, muito mais intenso, juntando ao ataque em largura as tentativas de penetrar pelo centro. A pressão acumulava-se muito sobre a defesa boavisteira, que acabaria por quebrar, ainda que sem a reviravolta completa. Aos 54' o FC Porto conseguiu reduzir, com origem num lançamento longo e com Taremi mais uma vez a mostrar a excelente forma que atravessa, ainda que o remate tenha sofrido desvio rumo à baliza de Léo Jardim. Por outro lado, Marega ia passando mais uma vez muito ao lado do jogo e seria substituído com naturalidade por Evanilson. Para o último quarto de hora, que foi de loucos, entrou o estreante Francisco Conceição.

Foi nessa reta final que o FC Porto, que entrava para os últimos minutos em desvantagem, ainda foi a tempo de ter duas oportunidades para o xeque-mate. Sérgio Oliveira converteu na perfeição um penálti para empatar a partida, mas falhou o segundo - conquistado por Francisco Conceição -, acertando em cheio no poste. E mesmo no fim... um golo anulado a Evanilson devido a um toque com a mão do brasileiro no lance do golo. E o tal momento que filho e pai partilharam e que, afinal, não contou para o resultado.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Liga NOS 2020-2021: 18ºJornada: Derrota Demasiado Penalizadora

BOAVISTA FC-0 

CD NACIONAL-1

18ºJornada Época 2020-2021

9 de Fevereiro de 2021 - 19h
Estádio do Bessa Século XXI
Árbitro :Fábio Melo(A.F.Porto)


GR:Léo Jardim GR:Riccardo Piscitelli
DD:Cristián Devenish(Jorge Benguché 65') DD:Kalindi Souza
DC:Adil Rami DC:Pedrão
DC:Chidozie Awaziew DC:Rui Correia
DE:Ricardo Mangas DE:João Vigário
MC:Javi Garcia MC:Larry Azouni(Ibrahim Alhassan 89')
MC:Nuno Santos MC:Nuno Borges
MC:Paulinho MC:Francisco Ramos(Júlio Cesár 90')
PL:Yusupha Nije(Yanis Hamache 82') MC:Vincent Thill(João Camacho 63')
PL:Alberth Elis PL:Bryan Róchez(Pedro Mendes 63')
PL:Gustavo Sauer EE:Kenji Gorré(Marco Matias 80')

Treinador:Jesualdo Ferreira             Treinador:Luís Freire

 Cartões Amarelos:Pedrão 35',Kenji Gorré 71',Javi Garcia 73' e 74',Larry Azouni 79' e Ricardo Piscitelli 91'.

Cartões Vermelhos: Javi Garcia 74'.

Golos: Nuno Santos 43'(p.b.).


Poucos jogos custaram e vão custar mais perder ao Boavista que a derrota contra o Nacional, no Estádio do Bessa. Um jogo que os axadrezados atacaram, tiveram livres, cantos oportunidades, uma bola no ferro e perderam...com um autogolo. Pode e vai queixar-se da sorte a equipa da casa, mas o que é certo é que os axadrezados somaram mais um derrota (a 3ª seguida em casa) e vão passar mais uma jornada nos lugares vermelhos da Liga NOS. Por seu lado, o Nacional teve a «sorte do jogo» e está cada vez mais confortável na 1ª metade da tabela.

Atacar e sofrer no final

Sem Angel Gomes a jogar entrelinhas, o Boavista apostou mais num jogo pelos flancos e até o fez bem. Especialmente pelo lado esquerdo, a equipa portuense foi criando vários lances de dois contra um e, dessa forma, foi criando o seu jogo ofensivo de fora para dentro. Para além disso, o controlo axadrezado também veio de um meio-campo muito coeso, que amarrou o Nacional. Ora, a equipa de Luís Freire era então a jogar mais no contra-ataque e no jogo longo e rápido. Isso não é novidade, nem é algo que os insulares não façam por vezes. A grande diferença deste jogo para outros semelhantes, é que desta vez não houve praticamente um lance de aproveitamento da velocidade do ataque. O colete de forças era tal, que até nos pontapés de baliza o Nacional era obrigado a bater longo, na esperança de uma segunda bola. Portanto, o Boavista controlava. Não tinha oportunidades claras, mas a bola andava perto da área do adversário e sentia-se no estádio que o golo podia estar para a aparecer...e apareceu. Esse golo até foi marcado por um jogador do Boavista, mas na baliza errada. No único lance de perigo da equipa do Nacional, já perto do intervalo, um livre lateral acabou desviado para a própria baliza por Nuno Santos.

Mais do mesmo

segunda parte foi mais do mesmo. Boavista a carregar e o Nacional a defender e sem conseguir sair. As amarras do Boavista eram tais que a equipa forasteira, a certa altura, preferiu abdicar da velocidade e lançar Pedro Mendes para  luta pelo ar. A grande diferença da 1ª para a 2ª parte foi mesmo a capacidade do Boavista em criar mais perigo. Javi García esteve em destaque ao acertar no poste um remate de fora da área, mas também existiram dois ou três lances em que uma melhor definição podia ter valido o empate à equipa da casa. Quando o Boavista se preparava para o ataque final à baliza de Riccardo, veio um dos lances mais marcantes do jogo. O experiente Javi Garcia envolveu-se em troca de empurrões com Kalindi e acabou expulso, sem grande sentido, mas também de forma algo exagerada. Essa situação acabou por retirar capacidade ao último esforço na procura do empate. O Boavista pode queixar-se da «sorte do jogo» e da injustiça que é perder este jogo, mas é mais uma derrota numa época que era de promessa e se está a tornar de muitas dificuldades.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Liga NOS 2020-2021: 17ºJornada: Derrota Imerecida

 BOAVISTA FC-1
GIL VICENTE FC-2
17ºJornada Época 2020-2021
5 de Fevereiro de 2021 - 21h
Estádio do Bessa Século XXI
Árbitro :Hélder Malheiro(A.F.Lisboa)


GR:Léo Jardim GR:Denis
DD:Reggie Cannon(Nathan Santos 67') DD:Paulinho(Rodrigão 89')
DC:Adil Rami DC:Rúben Fernandes
DC:Cristián Castro DC:Ygor Nogueira
DE:Ricardo Mangas DE:João Talocha
MC:Javi Garcia MC:João Afonso(Joel Pereira 89')
MC:Nuno Santos(Yanis Hamache 81') MC:Lucas Mineiro
MC:Angel Gomes MC:Pedrinho(Claude Gonçalves 75')
PL:Yusupha Nije(Jorge Benguché 75') ED::Kanya Fujimoto(Yves Baraye 75')
PL:Alberth Elis PL:Samuel Lino(Pedro Marques 79')
PL:Gustavo Sauer(Show 67') EE:Lourency Rodrigues

Treinador:Jesualdo Ferreira             Treinador:Ricardo Soares

Cartões Amarelos:Ygor Nogueira 32',Angel Gomes 68',João Afonso 70',Adil Rami 78' e Yves Baraye 91'.

Golos: Samuel Lino 24'(g.p),Paulinho 44'(p.b.) e Yves Baraye 85'.


O Gil Vicente entrou no Bessa como lanterna vermelha, mas acabou longe dos lugares de descida com uma vitória frente ao Boavista (1x2). Dos bancos saíram as decisões que acabaram por mexer no jogo, com Baraye, o herói gilista a responder a uma abordagem pouco feliz de Jesualdo Ferreira, responsável por decisões, no mínimo, questionáveis.

Muita intenção, pouco critério

O triunfo na última jornada deu algum ânimo a um Boavista que era o lanterna vermelha da Liga, não só porque resultou num salto para fora dos lugares de descida, mas sobretudo porque significou um regresso à coluna das vitórias, uma realidade que era já bem distante na equipa do Bessa. Jesualdo Ferreira contaria em repetir a fórmula de sucesso, mas os castigos de Chidozie e Paulinho obrigaram a mudanças.

Cannon, um dos regressos, voltou a ocupar a direita da defesa, que durante grande parte da temporada foi dele, mas não foi feliz. Ao minuto 21, o norte-americano derrubou Lourency na área e, na marcação da grande penalidade, Samuel Lino não desperdiçou. Antes disso, já o Gil Vicente tinha avisado que conseguia ser perigoso, mas com a posse de bola a pertencer ao adversário. A equipa de Ricardo Soares, que entrou para a partida como último classificado, tinha em Samuel Lino e Lourency dois homens de desequilíbrio e velocidade, que obrigavam a defesa axadrezada a redobrar a atenção. Com identidade, como tem vindo a mostrar, e com a ideia de jogar em apoio, o Boavista teve dificuldades em ultrapassar as linhas recuadas do Gil. Elis era o mais combativo e capaz de procurar receber de costas para queimar os setores do adversário, mas faltava melhor decisão. Quando as equipas já pensavam no intervalo, Sauer foi lançado em profundidade e ganhou bem a Talocha. O cruzamento era para Elis, mas Ygor atrapalhou-se a fazer o corte e acabou por desviar a bola contra Paulinho que nada pôde fazer se não desviá-la para a própria baliza. O golo acabou por beneficiar as panteras, que pouco criaram para serem felizes, mas que levavam uma igualdade para o segundo tempo.

No jogo de xadrez, ganhou Ricardo Soares

Se o objetivo era continuar com um Boavista mais controlador e um Gil Vicente mais atento ao erro, os dois técnicos acabaram por confirmar isso mesmo, com a ausência de mudanças para a segunda parte. A diferença foi que a pantera entrou bem mais atrevida do que na primeira parte e conseguiu criar um par de grandes oportunidades nos primeiros minutos.

Jesualdo Ferreira trocou duas peças numa altura em que a equipa vivia o melhor momento, retirando Cannon e Sauer - o médio até tinha sido o autor de um dos lances de perigo - e fazendo entrar Nathan e Show, um médio defensivo. A verdade é que a equipa acusou as mudanças e todo o ímpeto que vinha a construir desvaneceu. Ficava a ideia que uma abordagem demasiado precoce de tentar dar músculo à equipa, prejudicou a manobra ofensiva, sobretudo com a saída de um médio de características ofensivas. Ricardo Soares também mexeu, igualmente sem arriscar, e com a intenção de segurar um ponto que, apesar de tudo, seria positivo. Mas, se de um banco saíram mexidas pouco felizes, do outro lado saíram os salvadores. Baraye e Pedro Marques saltaram já nos minutos finais e foram decisivos aos 86 minutos, aproveitando uma falta de comunicação entre Devenish e Léo Jardim, que acabou nos pés do extremo, que atirou para o segundo golo gilista. Os axadrezados ainda reclamaram uma falta no lance, mas Hélder Malheiro acabou por validar o golo.  O Boavista ainda tentou no desespero, mas os gilistas fecharam os caminhos da baliza, não sem antes tremer no derradeiro lance da partida.