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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Vitória da Raça Axadrezada!

CD TONDELA -1 BOAVISTA FC -2
Liga Nós 19ºJornada
 25 De Janeiro de 2015 - 20h
 Estádio João Cardoso em Tondela
Árbitro :Tiago Antunes(A.F.Coimbra)

GR:Zubikarai GR:Mika
DD:Oto'o Zue  DD:Tiago Mesquita
 DC:Kaká DC:Phillipe Sampaio
DC:Tikito DC:Paulo Vinicius
DE:Nuno Santos(D.Menga 58') DE:Hackmann
MC:Bruno Monteiro  MC:Idrís Mandiang
MC:Lucas Souza(E.Moreno 63') MC:Reuben Gabriel
MC:Raphael Guzzo MC:Rúben Ribeiro
MC:Nathan Júnior MC:Luisinho(Afonso Figueiredo 45')
PL:Wagner(J.Murillo 75')  PL:Renato Santos(Anderson Carvalho 92')
PL:Romário Baldé  PL:I.Irriberi(José Manuel 69')
.
Treinador:Petit         Treinador:Erwin Sanchez


Cartões Amarelos:Reuben Gabriel 19',Tiago Mesquita 31',Reuben Gabriel 36',Hackmann 61',Afonso Figueiredo 61',Lucas Souza 61',Idrís Mandiang 63',Rúben Ribeiro 66',Mika 98' e José Manuel 98'.

Cartões Vermelhos: Reuben Gabriel 36'.

Golos: I.Irriberi 24',Nathan Júnior 32'(gp) e Idrís Mandiang 81'.






O Boavista venceu no terreno do Tondela (1-2), e deixou a lanterna-vermelha mais carregada em terras beirãs. 

A sete pontos do penúltimo, já só um milagre poderá salvar a equipa de Petit da descida. Os axadrezados até jogaram quase uma hora com menos um homem, mas parecerem sempre conseguir controlar as emoções e o jogo de forma mais eficaz do que o adversário. 

O cenário está cada vez mais cerrado para o Tondela. A permanência começa no escalão máximo do futebol começa a parecer um D. Sebastião que paira nas hostes tondelenses, mas em quem poucos conseguem acreditar verdadeiramente. O Boavista deu mais uma prova de vida, e mostra-se aí para o que resta do campeonato. 

RECORDE O FILME DO JOGO 

Eu acredito. Tu acreditas. Eles acreditam. Na semana em que se defrontavam as duas equipas que ocupam a cauda da tabela, ambas lançaram campanhas de crença. «Acredita Tondela», foi o mote lançado pelo clube nas redes sociais. Já os boavisteiros, numa iniciativa, aparentemente promovidas pelos seus adeptos, espalharam a mensagem «Eu Acredito». Tondela e Boavista sentiram necessidade de mostrar aos seus adeptos que ainda existe possibilidade de salvação. 

Durante o aquecimento de ambas as equipas, olhando e escutando o estádio João Cardoso, a crença axadrezada encheu o espaço que estava reservado aos seus adeptos, que não se cansaram de cantar e apoiar os convocados por Sánchez para esta importante partida de importância capital. 

Com apito inicial do árbitro, toda a atenção se centrou no jogo. E aí, começou ligeiramente melhor o Tondela, assumir as despesas da partida, como estava obrigado, não só por jogar em casa, mas pela desvantagem na tabela classificativa. O Boavista, para quem o empate até servia, como Sánchez assumira, resguardava-se mais, apostando no contra-ataque. 

Ainda assim, os primeiros minutos mostram duas equipas a estudar-se, e sem grande vontade de arriscar um milímetro que fosse. Essa situação durou os primeiros dez minutos, em que a bola andou sempre longe das balizas. 

Depois, sim, começou a haver mais iniciativa da equipa da casa. A um primeiro lance de Nuno Santos, respondeu o Boavista através de uma boa chegada de Renato Santos à área contrária, que culminou com um remate ao lado. 

DESTAQUES: Renato ilumina. Idris dá corpo à esperança 

Mas a primeira grande oportunidade, estava guardada para o minuto 17, quando Bruno Monteiro quase marcou, após uma jogada de Oto'o pela direita. Já dentro da área, o médio português esteve bem na receção orientada, ultrapassando um defesa contrário, mas depois não teve a frieza suficiente para desfeitear Mika, que saiu muito bem a fazer a mancha. 

Não marcou a equipa da casa, aproveitou o Boavista. Na sequência de um canto muito bem batido por Renato Santos, Iriberri, avançado argentino que Sánchez foi buscar ao campeonato boliviano, saltou mais alto que os defensores contrários, fazendo a bola entrar junto ao poste, sem hipóteses para o estreante Zuikarai. 

A resposta do Tondela não tardou. À passagem dos 29 minutos, Wagner entrou na área sob o lado esquerdo do ataque, sendo derrubado por Mesquita. O árbitro da partida hesitou, mas acabou por assinalar grande penalidade, dando a possibilidade a Nathan para empatar a partida. 

Gabriel ilumina o lanterna-vermelha? 
Se a partida já estava animada, aos 35 minutos ganhou mais um momento de interesse. Com cerca de uma hora para jogar, Reuben Gabriel, já amarelado, foi imprudente na abordagem a um lance com Lucas Souza, levando o árbitro a mostrar-lhe o cartão pela segunda vez. O Tondela estava por cima, e via-se em vantagem numérica, com muito tempo por jogar. 

Porém, o que restou do primeiro tempo mostrou muitas quezílias entre jogadores e muito pouco jogo. 

Na etapa complementar, Sánchez começou por mexer no tabuleiro dos axadrezados. Com menos um jogador, o técnico colocou Afonso Figueiredo no lado esquerdo da defesa, desviando Hackman para o miolo, na companhia a Idris. A mudança trouxe equilíbrio à equipa, que se montava para defender bem e espreitar qualquer oportunidade para sair. 

Ao Tondela é que o intervalo pareceu não ter feito bem. A equipa surgiu para 45 minutos de grande importância com muito poucas ideias, e sem conseguir desfazer a teia bem montada pelo adversário. 

Petit foi tentando mexer na partida, colocando homens na frente, mas mesmo a circulação da bola não fluía de forma a conseguir criar vantagem. 


Idris surge no nevoeiro 
Já depois de a partida ter estado interrompida por cinco minutos, o jogo voltou nos mesmos moldes. O Boavista mais expectante, e o Tondela a procurar o golo, mas com as ideias muito... nubladas. 

Até que, após mais um canto de Renato Santos, Idris eleva-se sobre a bruma e alumia o caminho da bola até ao fundo das redes de Zubikarai. Um castigo demasiado severo para o Tondela, mas justo perante jogo a que se assistia. 
  
Com o jogo a arrastar-se para o final sem que os tondelenses conseguissem reagir, o apito final, deixou os homens que viajaram do Bessa em êxtase com os seus adeptos, e os jogadores auri-verdes vergados a um destino teima em não lhes sorrir.  

Eu acredito. Nós acreditamos. Eles acreditam... menos.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Antevisão CD Tondela - Boavista FC


VAMOS INVADIR TONDELA!

RUMO A MANUTENÇÃO!

BILHETES: 10 EUROS


BOAVISTA QUE NOS UNE!
O Gabinete de Apoio aos Socios, criado no âmbito da Direcção recentemente empossada, após ser abordada por um conjunto vasto de associados, decidiu disponibilizar camionetas para os seus adeptos que pretendam acompanhar a equipa de futebol na deslocação que a mesma irá realizar no próximo dia 25 de Janeiro a Tondela às 20:00H.
As inscrições estão abertas a todos os associados com quotas em dia. Todos os interessados deverão dirigir-se à Secretaria do Boavista Futebol Clube, até sexta-feira, dia 22, às 18:00H
Para mais informações dirija-se à secretaria do Boavista Futebol Clube ou contacte pelo telefone: 226071024

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Sera este o momento da reviravolta ?

BOAVISTA FC - 4 V.SETÚBAL-0
Liga Nós 18ºJornada
18 de Janeiro de 2016 - 20 Horas
Estádio do Bessa Século XXI
Árbitro:Carlos Xistra(A.F.Castelo Branco)

GR:Mika     GR:Lukas Raeder
 DD:Tiago Mesquita   DD:Willian
 DC:Phillipe Sampaio DC:Fábio Pacheco
DC:Paulo Vínicius   DC:Frederico Venâncio
DE:Hackmann   DE:Nuno Pinto
MC:Idrís Mangiang MC:João Costa(Ruca 65')
MC:Rúben Ribeiro MC:Ricardo Dani
MC:Reuben Gabriel MC:André Horta(Paulo Tavares 73')
ED:Luisinho(Anderson Carvalho 72') ED:A.Issoko
EE:Renato Santos(Samú 87') EE:Vasco(Hassan 59')
PL:I.Irriberi(José Manuel 62') PL:André Claro

Treinador:Erwin Sanchez                Treinador:Quim Machado

Cartões Amarelos:Phillipe Sampaio 13',Hackmann 25',A.Issoko 37',Tiago Mesquita 38',Nunio Pinto 51',João Costa 63',Fábio Pacheco 70' e Ricardo Dani 79.

Golos: Renato Santos 3',Reuben Gabriel 52',José Manuel 65' e Paulo Vinicius 81'.







Quase quatro meses depois da última vitória para a Liga, o Boavista voltou a somar três pontos e aproximou-se da luta pela manutenção (apesar da linha de água estar ainda a quatro pontos…). 

Não foi uma simples vitória. Aquilo a que os 4 653 espetadores assistiram nesta noite no Estádio do Bessa pode muito bem ter sido um momento de viragem na época axadrezada. 

O Boavista, que não vencia desde 20 de setembro de 2015 (na longínqua 5.ª jornada diante da Académica, fora), parecia a tal outra equipa que Erwin Sánchez foi prometendo desde que chegou ao Bessa para assumir o lugar de treinador que era de Petit. 

E como mudou este Boavista! Já se pressentia a mudança de esquema e de filosofia de jogo há algumas jornadas, mas os resultados tardavam em aparecer.

Nesta nova versão de Sánchez a equipa joga mais junta, bola no pé e com um 4-2-3-1 que adianta no terreno e a torna bem mais capaz de criar oportunidades atrás de oportunidades. 

Esta noite o jogo foi sobretudo isto: um domínio incontestável dos axadrezados diante de um Vitória de Setúbal sem Quim Machado no banco, suspenso por dez dias, e já sem o goleador Suk em campo, transferido para o FC Porto (mas que esteve a assistir ao jogo no Bessa para apoiar os ex-companheiros de equipa). 

Os setubalenses estão na pior fase da época, numa sequência de três derrotas e um empate nas últimas quatro jornadas, e hoje não tiveram sequer oportunidade de aproveitar as fragilidades de uma equipa desesperada por vencer. 

Começou cedo o Boavista a mostrar ao que vinha. Num livre aos 3’ Renato Santos colocou a bola junto ao poste de Raeder. 1-0 e uma primeira parte inteira para acelerar. 

Com Rúben Ribeiro a trazer a capacidade técnica e visão de jogo capazes de fazerem a diferença no meio-campo-ofensivo e Iribarri a mostrar-se como uma referência de qualidade na área (algo que nem Uche Nwofor nem Uchebo pareciam ser) Sánchez encontrou dois reforços capazes de fazer a diferença. 

Também por influência deles, duas estreias na Liga, o Boavista dominou hoje o jogo de fio a pavio. E se, na primeira parte, Rúben, Renato, Iriberri e outros estiveram perto do golo, que do lado do Setúbal só esteve próximo por André Claro (aos 41’), foi no segundo tempo que a justiça no resultado veio sob a forma de goleada. 

Renato Santos voltou a ser decisivo. Aproveitou um livre perto da linha para pôr a bola na cabeça de Reuben Gabriel, que cabeceou para o golo, 52’, num lance em tudo semelhante àquele com que Vinícius sentenciaria o 4-0 final, aos 81’. 

Entre um golo e outro entrou Zé Manuel e fez o terceiro no primeiro lance em que tocou na bola, assistido por Rúben Ribeiro. 

Uma exibição de gala (a única do Boavista nesta época) e o Bessa em êxtase. O alívio pela primeira vitória tranquila da temporada deu lugar à euforia à medida que o placard ia aumentando. 

Na véspera do jogo, Sánchez havia prometido que esta «equipa vai dar muitas alegrias na segunda volta». A jogar assim, a promessa é para levar muito a sério.

Sánchez parece ter afinado a estratégia e afinal este Boavista pode jogar bonito e não está condenada a ser permanentemente uma equipa de futebol duro e feio. 

O longo jejum da pantera terminou aqui, com uma exibição insaciável e um adversário despedaçado como já há muito não se vira no Bessa. 

Se Sánchez a conseguiu o feito de a acordar com esta goleada ela é bem capaz de na segunda volta que agora começa trepar na classificação e entrar numa luta felina por estar entre a elite do futebol português; um território que é seu por direito.

sábado, 16 de janeiro de 2016

Mário Martinez é Pantera!

Mario Martinez assinou até final da época com mais uma de opção.
Martinez, é médio, espanhol de 30 anos. Jogador de enorme experiencia internacional, com passagens pelo Chipre, Azerbaijão, Colômbia e pela “La Liga” em Espanha. Chega ao Boavista vindo do Blooming da Bolívia, clube onde foi orientado por Erwin Sánchez.
Mário Martinez está “muito feliz por regressar à Europa e por representar um grande clube Português. É também uma enorme satisfação reencontrar o meu anterior treinador, Erwin Sánchez”


quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Taça de Portugal: Eliminados Injustamente

BOAVISTA FC - 0 FC PORTO-1
Taça de Portugal Placard
13 de Janeiro de 2016 - 20h30m
Estádio do Bessa Século XXI
Árbitro:Nuno Almeida(A.F.Algarve)

GR:Mika     GR:Helton
 DD:Tiago Mesquita   DD:Maxi Pereira
 DC:Phillipe Sampaio DC:Ivan Marcano
DC:Carlos Santos   DC:Bruno Martins Indi
DE:Hackmann   DE:Miguel Layún
MC:Idrís Mangiang(Douglas Abner 81') MC:Danilo Pereira
MC:Rúben Ribeiro MC:Héctor Herrera
MC:Anderson Carvalho(Michael Uchebo 74') MC:Evandro(Imbula 37')
MC:Reuben Gabriel ED:Varela
EE:Renato Santos EE:Yacine Brahimi(Rúben Neves 84')
PL:Uche Nwofor(José Manuel 64') PL:Vincent Aboubakar(André Silva 90')

Treinador:Erwin Sanchez                Treinador:Rui Barros

Cartões Amarelos:Danilo Pereira 64',Uche Nwofor 64',Ivan Marcano 65',Maxi Pereira 76' e Helton 77'.

Cartões Vermelhos:Imbula 68'.

Golos: Yacine Brahimi 26'.





Conflituoso, truculento, maravilhoso, até explodir nas luvas de Helton, no derradeiro minuto: senhoras e senhores, madames e cavalheiros, bem vindos a um extraordinário dérbi da cidade do Porto! 

Tudo decidido por um raio de luz de Yacine Brahimi, com um golo a meio do primeiro tempo, e por um penálti defendido pelo brasileiro de sorriso eterno. No último segundo! Martins Indi empurrou Douglas Abner, mas os 19 aninhos do avançado brasileiro tremeram no duelo com São Helton. 

Emoção é isto! 

FC Porto nas meias-finais da Taça de Portugal, sim, mas um Boavista a perder de queixo bem levantado e dignidade intacta. Qualquer semelhança entre esta pantera e a de domingo, doente e desdentada, é pura coincidência. 

Dúvida no ar até ao derradeiro pontapé, com o Boavista a carregar – durante toda a segunda parte – e o FC Porto a sofrer com a coragem dos campeões, mormente após a expulsão do infeliz Imbula, aos 67 minutos.   

O DÉRBI VISTO AO MINUTO A PARTIR DO BESSA 

Aos dragões valeu o milagre da simplificação, o rosário preferido de Rui Barros. Até ao intervalo, os bons sinais do dérbi anterior repetiram-se, com as ideias do treinador interino a privilegiarem uma máxima tantas vezes esquecida: a linha reta é a distância mais curta entre dois pontos. 

O que se viu, de facto, de diferente? Dois ou três exemplos só. Neste pós-Lopetegui, os médios que jogam à frente de Danilo (Evandro e Herrera) não recuam para pegar no jogo; o central que assume a primeira fase de construção evita o passe lateralizado e tem ordem para lançar longo; o fosso entre o outrora solitário e o resto da equipa é mais reduzido, pela aproximação de um dos extremos e, pelo menos, um dos médios. 

Está tudo resolvido? Naturalmente que não. Ser simples não significa ser bacoco, muito menos insensato. Significa, à partida, ser mais lúcido e genuíno na aproximação às raízes e ao fundamento do jogo: o golo. 
 
Os adeptos do FC Porto estão cansados de esperar pela excelência. Percebe-se isso. Seja como for, não há um antídoto para a cura imediata, após meses de angústia e quebra. 

Os dragões estão no caminho do reencontro e o rumo pode encontrar obstáculos e originar recaídas. No Bessa, a equipa revelou qualidade no primeiro tempo e caráter no segundo. Mas quase não chegava. 

O Boavista, insistimos, surpreendeu pela positiva. A introdução de Rúben Ribeiro (que bela estreia!) deu qualidade à equipa na posse de bola, elevando ao quadrado os níveis de confiança no processo ofensivo. 

Os axadrezados justificaram, aliás, o prolongamento, pela forma como castigaram o FC Porto na segunda parte. Depois de Aboubakar mandar uma bomba à barra e Imbula ser expulso, só deu Boavista. 

DESTAQUES DO JOGO: Helton e Rúben Ribeiro, senhores do dérbi 

A competência do FC Porto desvaneceu-se, algures entre a sensatez e o artístico. Não havia que inventar, apenas sofrer e segurar a qualificação, num dérbi onde a beligerância não podia faltar (quantas vezes o árbitro teve de controlar os jogadores?).     

Intensidade, paixão, bola constantemente nos flancos e o golo a rondar com interesse e galanteio a baliza de Helton. 

O melhor ficou para o fim. 

Uchebo, em cima do minuto 90, rematou para a baliza deserta, mas já em desequilíbrio; logo depois, Douglas Abner atirou de penálti para o voo perfeito de Helton, dragão dos pés à cabeça rapada. 

Isto é um dérbi, isto é um grande jogo de futebol.   

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

domingo, 10 de janeiro de 2016

Atitude Positiva Derrota Natural Por Números Exagerados

BOAVISTA FC - 0 FC PORTO-5
Primeira Liga 17ºJornada
10 de Janeiro de 2016 - 16h
Estádio do Bessa Século XXI
Árbitro:Fábio Veríssimo(A.F.Leiria)

GR:Gideão Castro     GR:Iker Casillas
 DD:Hackmann   DD:Maxi Pereira
 DC:Nuno Henrique(Anderson Correia 40')(José Manuel 73') DC:Ivan Marcano
DC:Carlos Santos   DC:Bruno Martins Indi
DE:Afonso Figueiredo   DE:Miguel Layún
MC:Idrís Mandiang MC:Danilo Pereira
MC:Bernardo Tengarrinha(Renato Santos 16') MC:Héctor Herrera(Imbula 82')
MC:Anderson Carvalho MC:André André(Evandro 71')
MC:André Bukia ED:Jesús Corona(Varela 78')
EE:Luisinho EE:Yacine Brahimi
PL:Michael Uchebo PL:Vincent Aboubakar

Treinador:Erwin Sanchez                Treinador:Rui Barros

Cartões Amarelos:Miguel Layún 18',Anderson Carvalho 24',Maxi Pereira 27',Iker Casillas 55',Vincent Aboubakar 51' e Jesús Corona 61'.

Golos: Héctor Herrera 12',Jesús Corona 62',Vincent Aboubakar 72' e 81' e Danilo Pereira 93'.





O FC Porto garantiu o resultado mais dilatado da época na casa do vizinho Boavista (0-5). Os dragões libertaram-se do xadrez de Lopetegui - como se fosse uma prisão para o seu talento - e jogaram damas, um jogo mais simples e direto, para atingir a goleada perante um adversário em quadro de crise profunda. 

Erwin Sánchez não tem feito melhor que Petit e o Boavista averbou a quarta derrota classificativa, terminando esta jornada a seis pontos da linha de água, face à vitória da Académica. Dias de tempestade no Bessa, onde vários jogadores sucumbiram a problemas físicos. Cenário intrigante. 

Rui Barros mantém o registo imaculado como treinador do FC Porto: quatro jogos, quatro vitórias, entre 2006 e 2016. Com Julen Lopetegui fora do caminho, a equipa surgiu mais solta, livre de uma ideia de jogo que tinha atingido o prazo de validade. Para além disso, é importante frisar, encontrou neste Boavista o adversário ideal para a reabilitação momentânea. 

O que mudou com Rui Barros? Nada em relação ao onze, que foi repetido em relação ao empate frente ao Rio Ave (1-1). A grande alteração incidiu sobre o processo de jogo, para além do efeito psicológico que a saída de Julen Lopetegui teve nos jogadores do FC Porto. 

Os dragões surgiram no Estádio do Bessa sem aquela inconsequente tendência para o controlo de bola em zonas defensivas, numa circulação que se assemelhava a perda de tempo, já que não provocava o desgaste previsto no adversário e tornava o futebol portista entediante. 

Esse carrossel de tração traseira era executado de forma sofrível por alguns elementos com outro tipo de caraterísticas. Hector Herrera será o exemplo mais evidente. 

A fuga de Herrera para a liberdade 

Herrera é jogador de espaços, de poucos toques na bola. Prefere aparecer entre linhas, apoiando-se na reconhecida capacidade física. Foi assim, aliás, que desbloqueou o dérbi da Invicta. 

Ao 12º minuto de jogo, Brahimi tocou para André André e este percebeu a movimentação do capitão do FC Porto. Herrera fugiu aos médios contrários, recebeu com o peito o belo passe nas costas de Carlos Santos e rematou em rotação, em esforço, para o poste mais distante. 

Foram instantes terríveis para o Boavista. Tengarinha tinha-se lesionado pouco antes e viria a sair em maca, tal como Henrique, já a caminho do intervalo. Na etapa complementar seria Anderson Correia a ceder fisicamente. Cenário preocupante na equipa do Bessa. 

Erwin Sánchez colocara os axadrezados num ambicioso 4x1x3x2 e correu mais riscos quando lançou Renato Santos, médio ofensivo, para o lugar de Tengarrinha. Petit era adepto da coesão defensiva, o seu sucessor defende o contrário. Numa equipa com as caraterísticas do Boavista não parece a melhor fórmula para o sucesso. 

Foi valendo Gideão para manter a diferença mínima no marcador. O guarda-redes brasileiro negou o golo de Brahimi (minuto 37) e Aboubakar (minuto 47), em situações de um-para-um. Pelo meio, o camaronês falhou outra oportunidade soberana. Manifesta falta de confiança. 

O FC Porto permitia assim que o Boavista continuasse a acreditar e por momentos surgiu a sensação de perigo nos pés de Anderson Correia. O esquerdino fugiu a Danilo Pereira e aproximou-se da área portista mas o médio, com um carrinho perigoso mas eficaz, resolveu a questão. 

Logo depois, Iker Casillas cometeu um erro ao sair da baliza, Luisinho foi mais rápido e o guarda-redes acabou por ver a cartolina amarela. 

Jesus Corona desenha o arco da goleada 

O segundo golo do FC Porto surgiu assim no melhor período do Boavista. O talento individual de Jesus Corona cavou definitivamente o fosso. Pela direita, o extremo passou entre Afonso Figueiredo e Idriss para rematar em arco e marcar um golaço. 

Rui Barros, bem mais sereno que Julen Lopetegui no banco, ia assistindo à crescente superioridade do FC Porto, que não adormeceu à sombra da vantagem. Ao minuto 72, Aboubakar deu um pontapé da crise de confiança após cruzamento de Miguel Layún. Forte influência mexicana no triunfo azul e branco. 

O Boavista terminaria o jogo com apenas dez elementos, já que Anderson Correia (elemento vindo do banco) lesionou-se no lance do 0-3, com as substituições esgotadas. Uchebo ainda reduziu mas estava em posição irregular. 

A goleada surgiu assim com naturalidade, perante um adversário cada vez mais inferiorizado fisicamente. 

Danilo Pereira – grande exibição do médio português – insistiu pelo flanco e cruzou de pé esquerdo para o bis de Aboubakar (a fome deu em fartura). E ser o próprio Danilo, no melhor golo da noite, a fixar o resultado final. Segunda assistência de Layún, desta vez num pontapé de canto, para o desvio de calcanhar do médio! 

O resultado mais folgado da época para o FC Porto em período de transição, antes do primeiro dia do resto da sua vida. Quarta-feira haverá novo dérbi no Bessa, para os quartos de final da Taça de Portugal.

sábado, 9 de janeiro de 2016

Iriberri assinou pelo Boavista

Iriberri chegou hoje de manhã ao Porto, realizou os exames médicos, e assinou ate ao final da época2015/2016 com mais uma epoca de opção.
Imanol Iriberri é avançado argentino, com vasto currículo na América Latina, com passagens pelo Aldosivi, da Argentina, Independiente FBC , pelo Tolina da Colômbia, Pelos Estudiantes de Mérida e Dep. La Guaira da Venezuela. Chega dos Boalivianos Jorge Wilstermann, para o Boavista.
Imanol Iriberri diz: “cumprir um sonho de jogar na Europa e promete empenho, dedicação e muita garra para jogar neste grande clube. Acrescenta: “Estar muito feliz por reencontrar Sánchez, desta feita como seu treinador”.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Rúben Ribeiro Assina Pelo Boavista Até ao Final da Época

Rúben Ribeiro assina pelo Boavista!
O centro campista de 28 anos, assinou um contrato válido até ao final da presente temporada, regressando ao clube onde se formou como atleta.
Rúben Ribeiro “Diz ser um enorme orgulho regressar a esta casa, que é sua casa e sempre foi um objectivo voltar a vestir a Camisola Axadrezada.”

Antevisão Boavista FC - FC Porto


LIGA NÓS 17ºJORNADA

JÁ VIMOS QUE A SORTE NADA QUER CONNOSCO!

TEMOS QUE TENTAR PONTUAR NEM QUE SEJA POR MEIO-GOLO!

TODOS JUNTOS E TODOS A REMAR PARA O MESMO LADO CONSEGUIREMOS ULTRAPASSAR ESTA FASE MENOS BOA!

Preços dos bilhetes:
Sócios:
Nascente Nível 1- 5€*
Topo Sul Nível 1 - 5€*
Acompanhantes de Sócio - 15€ (disponível apenas para sócios contribuintes - 1 por associado, DESDE QUE MUNIDOS DE UM CACHECOL OU ADEREÇO DO BOAVISTA FUTEBOL CLUBE - NÃO SERÃO PERMITIDOS ADEREÇOS DE OUTROS CLUBES NAS BANCADAS DESTINADAS A ASSOCIADOS DO BOAVISTA).
Poente Nível 1 - Associados com Lugar Cativo Época 2015/2016*
Público:
Bancada Norte Nível 1- 25€
Bancada Norte Nível 2 - 20€
Tribuna VIP: 50€
Todos os associados deverão vir munidos com o bilhete para o referido encontro ou cartão temporada. Deverão ainda, fazer-se acompanhar, também, do Cartão de Associado e Bilhete de identidade ou cartão de cidadão ou outro documento identificativo com fotografia (passaporte ou carta de condução)
Os bilhetes estarão à venda, na secretaria do Boavista Futebol Clube, a partir de Terça-Feira, 5 de Janeiro
Pedimos a todos os Associados e demais interessados que adquiram os bilhetes, para o referido jogo, com a devida antecedência, evitando assim desnecessárias demoras no dia do jogo.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Derrota Injusta na Madeira Contra Adversario Directo Na Luta Pela Manutenção

UNIÃO DA MADEIRA -1 BOAVISTA FC -0
Liga Nós 16ºJornada
 6 De Janeiro de 2015 - 15h00m
 Centro Desportivo da Madeira
Árbitro :Luís Ferreira(A.F.Braga)
GR:André Moreira GR:Gideão Castro
DD:Joãozinho  DD:Hackmann
 DC:Diego DC:Nuno Henrique
DC:Paulo Monteiro DC:Paulo Vinicius
DE:Paulinho DE:Anderson Correia(Renato Santos 71')
MC:A.Shehu  MC:Idrís Mandiang(Samú 75')
MC:Soares MC:Bernardo Tengarrinha
MC:Breitner MC:Anderson Carvalho
MC:Toni Silva(Rúben Andrade 77') MC:Bukia(Michael Uchebo 64')
PL:J.Cádiz  PL:José Manuel
PL:Amílton PL:Luisinho
.
Treinador:Luís Norton de Matos          Treinador:Erwin Sanchez


Cartões Amarelos:Hackmann 50',Nuno Henrique 68'.

Golos: Toni Silva 55'.




O União da Madeira manteve a tradição de não perder no Centro Desportivo da Madeira, e nesta quarta-feira derrotou o Boavista por um a zero. No primeiro remate que fizeram à baliza axadrezada, os insulares revelaram uma eficácia tremenda e conseguiram somar três pontos, que permitem fugir um pouco mais do fim da tabela classificativa.

O Boavista até entrou melhor no jogo e empurrou a equipa do União para o seu meio-campo. Os insulares aguentaram a pressão e só aos sete minutos conseguiram chegar à área adversária. Amilton desceu pelo corredor direito, mas não conseguiu cruzar.

Os madeirenses conseguiram chegar por várias vezes ao último terço, mas os lances perdiam-se pelo caminho, muito por culpa da defesa adversária. Aos 18 minutos Amilton tentou cruzar e a bola embateu na mão de Henrique, mas o juiz nada assinalou, perante os protestos dos jogadores insulares.

A melhor oportunidade da partida surgiu aos 21 minutos: Shehu atrasa mal e Luisinho, isolado, permite uma grande defesa a André Moreira.

Os axadrezados rematavam mais à baliza adversária, conseguiam algumas jogadas de perigo, mas os remates nem sempre incomodavam o guardião da formação madeirense.

O nulo ao intervalo até era favorável ao União, que durante a primeira parte não conseguiu fazer um remate à baliza defendida por Gideão.

No segundo tempo o Boavista manteve a pressão, mas a sorte acabou por sorrir ao União. Aos 55 minutos, num lance de contra-ataque, Amilton assistiu Toni Silva o único golo do encontro. Um castigo para o Boavista, que até ao momento tinha sido a equipa mais rematadora.

A formação orientada por Erwin Sánchez não baixou os braços e respondeu dois minutos depois, mas o remate de Idriss Mandiang foi à trave. Na recarga o mesmo jogador permitiu a defesa de André Moreira. Pouca Sorte para os axadrezados que até mereciam o empate.

O jogo tornou-se mais mexido, de parte a parte, e aos 67 minutos Toni Silva é novamente assistido na área e fica em boa posição para marcar, mas deixa-se antecipar por um defesa.

Erwin Sánchez mexeu na equipa do Boavista, na tentativa de dar mais pendor atacante, e aos 80 minutos, na sequência de um canto, Paulo Vinícius sobe mais que os defesas insulares e cabeceia por cima da trave da baliza.

Nos instantes finais o União revelou-se mais rematador, com Rúben Andrade a atirar por cima da baliza de Gideão, e pouco tempo depois Breitner faz o mesmo.

O tempo passava e o Boavista tentava o golo do empate, mas os madeirenses fecharam-se na defesa, na tentativa de tapar todos os caminhos para a sua baliza.

A vitória do União acaba por ser feliz, já que no primeiro remate que fez durante a partida acabou por fazer o golo, perante um Boavista que fez mais para sair da Madeira com pelo menos um ponto. 

terça-feira, 5 de janeiro de 2016