quinta-feira, 28 de abril de 2016
sexta-feira, 22 de abril de 2016
Vitória Importante Rumo a Manutenção Faltam 3 Finais
BOAVISTA- 1 CF BELENENSES-0Liga Nós 31ºJornada
22 de Abril de 2016 - 20h30m
Estádio do Bessa Século XXI
Árbitro:Bruno Esteves(A.F.Setúbal)
GR:Mika GR:Ricardo Ribeiro
DD:Tiago Mesquita DD:André Geraldes
DC:Nuno Henrique DC:Gonçalo Silva
DC:Philippe Sampaio DC:Gonçalo Brandão
DE:Afonso Figueiredo DE:Fábio Nunes(Filipe Ferreira 76')
MC:Idrís Mandiang MC:Rúben Pinto
MC:Rúben Ribeiro(Mário Martinez 86') MC:Ricardo Dias
MC:Aymen Tahar(Luisinho 79') MC:Tiago Silva
ED:Renato Santos ED:´Fábio Sturgeon
EE:Anderson Carvalho EE:Miguel Rosa(Tiago Almeida 82')
PL:José Manuel(Imanol Irriberi 90') PL:Juanto Ortuño(Tiago Caieiro 68')
Treinador:Erwin Sanchez Treinador:Júlio Vesláquez
Cartões Amarelos:Gonçalo Silva 28' e Geraldes 75'.
Cartões Vermelho: Ricardo Dias 54'.
Golos: José Manuel 42'.
A salvação do Boavista estava ao segundo poste. E Zé Manuel encontrou-a. Cavalheiro e gentil, abraçou-a com a intensidade dos que partem e voltam muito depois, demasiado tarde. Neste caso, sugerem os dados, a tempo ainda de a beijar com força e selar a manutenção.
Três pontos de romantismo e coração cheio, o anel de compromisso entre os axadrezados e a I Liga. Ajoelhou? Agora é a hora de cumprir as intenções, três jornadas pela frente e 29 pontos no bolso.
A relação tem tudo para dar certo. Aqui não há «o problema é meu, não é teu». O problema esteve nos longos anos de separação e angústia. Agora não, com este Boavista atraente, pensado por Erwin Sanchez, as panteras jogam futebol e piscam o olho a uma vida passada, à era do Boavistão.
No Bessa, o Belenenses do señor Julio pouco ou nada pôde oferecer ao jogo. Prestável na atenção dispensada aos níveis de beleza do espetáculo, os azuis foram fiéis à sua ideia de jogo, mas reagiram pessimamente à pressão insustentável exercida pelos portuenses.
De lábios trincados e pulmões infatigáveis, o Boavista jogou nos limites até fazer o 1-0 (Zé Manuel, 42 minutos), manteve o pé no acelerador até o Belenenses passar a estar reduzido a dez unidades (vermelho a Ricardo Dias, 54) e geriu com uma inteligência incomum – pelo menos para quem joga sob a pressão matemática – o marcador na última meia hora.
A vantagem mínima disfarça, aliás, uma diferença maior entre as duas equipas: no volume de jogo, na quantidade de remates, na posse de bola, nos sinais de perigo. O Boavista foi superior em tudo e teve mais duas ou três ocasiões de excelência para aniquilar a dúvida muito antes do apito final.
No meio esteve a virtude ou, se preferirem, no meio esteve Rúben Ribeiro, o virtuoso. Um craque!
Quando o pé de Rúben toca a bola, ela não chora, como acontece no convívio com tantas outras chuteiras amarguradas; ela sussurra de prazer e pede mais, pois o pensador/executante do futebol axadrezado sabe todos os segredos do jogo e da arte da sedução.
Rúben foi grande, bem acompanhado por Renato Santos e um Tahar enorme e mandão no meio campo. Em bloco, sólido, anularam as ideias muito interessantes do Belenenses e decidiram o clássico entre dois clubes históricos do futebol nacional – ambos campeões nacionais – numa bola parada bem executada: canto de Renato, cabeça de Idris, finalização de Zé Manuel.
Ao Belenenses faltou, essencialmente, espaço para respirar. Os homens do Restelo jogam no risco, não abdicam do passe curto desde a primeira fase de construção e acabam por cometer erros desnecessários quando o processo não sai bem. Erros em zonas proibidas.
Julio Velázquez, insistimos, tem ideias interessantes e atraentes. Tanto assim é que, após o vermelho a Dias, desenhou uma defesa a três, com todos os elementos a marcar, homem para homem, e manteve o meio campo bem povoado. Com essa estratégia soube manter a equipa na discussão até ao fim, sempre equilibrada.
Não chegou para pontuar, a noite era do Boavista. Do Boavista e da sua salvação, um encontro romântico e marcado para horas próprias. Tudo dentro dos limites da decência e bons costumes.
Três pontos de romantismo e coração cheio, o anel de compromisso entre os axadrezados e a I Liga. Ajoelhou? Agora é a hora de cumprir as intenções, três jornadas pela frente e 29 pontos no bolso.
A relação tem tudo para dar certo. Aqui não há «o problema é meu, não é teu». O problema esteve nos longos anos de separação e angústia. Agora não, com este Boavista atraente, pensado por Erwin Sanchez, as panteras jogam futebol e piscam o olho a uma vida passada, à era do Boavistão.
No Bessa, o Belenenses do señor Julio pouco ou nada pôde oferecer ao jogo. Prestável na atenção dispensada aos níveis de beleza do espetáculo, os azuis foram fiéis à sua ideia de jogo, mas reagiram pessimamente à pressão insustentável exercida pelos portuenses.
De lábios trincados e pulmões infatigáveis, o Boavista jogou nos limites até fazer o 1-0 (Zé Manuel, 42 minutos), manteve o pé no acelerador até o Belenenses passar a estar reduzido a dez unidades (vermelho a Ricardo Dias, 54) e geriu com uma inteligência incomum – pelo menos para quem joga sob a pressão matemática – o marcador na última meia hora.
A vantagem mínima disfarça, aliás, uma diferença maior entre as duas equipas: no volume de jogo, na quantidade de remates, na posse de bola, nos sinais de perigo. O Boavista foi superior em tudo e teve mais duas ou três ocasiões de excelência para aniquilar a dúvida muito antes do apito final.
No meio esteve a virtude ou, se preferirem, no meio esteve Rúben Ribeiro, o virtuoso. Um craque!
Quando o pé de Rúben toca a bola, ela não chora, como acontece no convívio com tantas outras chuteiras amarguradas; ela sussurra de prazer e pede mais, pois o pensador/executante do futebol axadrezado sabe todos os segredos do jogo e da arte da sedução.
Rúben foi grande, bem acompanhado por Renato Santos e um Tahar enorme e mandão no meio campo. Em bloco, sólido, anularam as ideias muito interessantes do Belenenses e decidiram o clássico entre dois clubes históricos do futebol nacional – ambos campeões nacionais – numa bola parada bem executada: canto de Renato, cabeça de Idris, finalização de Zé Manuel.
Ao Belenenses faltou, essencialmente, espaço para respirar. Os homens do Restelo jogam no risco, não abdicam do passe curto desde a primeira fase de construção e acabam por cometer erros desnecessários quando o processo não sai bem. Erros em zonas proibidas.
Julio Velázquez, insistimos, tem ideias interessantes e atraentes. Tanto assim é que, após o vermelho a Dias, desenhou uma defesa a três, com todos os elementos a marcar, homem para homem, e manteve o meio campo bem povoado. Com essa estratégia soube manter a equipa na discussão até ao fim, sempre equilibrada.
Não chegou para pontuar, a noite era do Boavista. Do Boavista e da sua salvação, um encontro romântico e marcado para horas próprias. Tudo dentro dos limites da decência e bons costumes.
quarta-feira, 20 de abril de 2016
sábado, 16 de abril de 2016
Derrota nos instantes finais complicam contas
Liga Nós 30ºJornada
16 De Abril de 2016 - 18H30m
Estádio António Coimbra da Mota no Estoril
Árbitro :João Pinheiro(A.F.Braga)
Árbitro :João Pinheiro(A.F.Braga)
GR:Pawel Kieszek GR:Mika
DD:Anderson Luís DD:Tiago Mesquita
DC:Yohan Tavares DC:Nuno Henrique
DC:Diego DC:Paulo Vinicius
DE:Pedro Botelho DE:Afonso Figueiredo
MC:Diogo Amado MC:Idrís Mandiang
MC:Afonso Taira MC:Aymer Tahar(Mário Martinez 88')
MC:Felipe Augusto(Dieguinho 76') MC:Rúben Ribeiro
ED:Gerson Fernandes(Marion 83') ED:Anderson Carvalho
EE:F.Mendy(O.Diakhite 88') EE:Renato Santos(Luisinho 67')
PL: Léo Bonatini PL:Imanol Irriberi(Michael Uchebo 78')
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Treinador:Fabiano Soares Treinador:Erwin Sanchez
Cartões Amarelos:Paulo Vínicius 6' e Nuno Henrique 90'.
Golos: Paulo Vínicius(a.g.) 87'.
Golos: Paulo Vínicius(a.g.) 87'.
O Boavista FC saiu este sábado derrotado do Estádio António Coimbra da Mota, onde um autogolo de Paulo Vinícius deu a vitória ao Estoril, que levou a melhor num jogo apático e com poucas chances.
No Estádio António Coimbra da Mota, na Amoreira, cenário pouco visto no futebol português: boa casa e milhares de espetadores para assistir a futebol de primeira num fim de tarde solarengo.
E o jogo não tardou a entusiasmar os adeptos. Logo aos 3 minutos, valeu Mika ao Boavista com uma defesa de recurso com as pernas.
Aos 6 minutos, e depois de Anderson Carvalho ter colocado em sentido a baliza canarinha, Paulo Vinícius fez falta sobre Léo Bonatini. Cartolina amarela e suspensão no próximo jogo por acumulação de cartões.
Aos 16 minutos, depois de uma boa jogada individual, Rúben Ribeiro rematou, mas Pawel Kieszek parou o remate do médio português.
O 7 do Boavista voltou a tentar aos 27 minutos, mas o remate saiu fácil para o guardião polaco, que este sábado completa 32 anos. Pouco depois, um atraso de Afonso Figueiredo pôs em apuros o guardião das panteras, que ainda assim segurou o esférico.
Aos 34 minutos, um disparo de Anderson Carvalho esbarrou na defesa canarinha, desviando a bola para junto do poste direito da baliza de Kieszek, com o polaco a responder à altura. Na sequência do canto que se seguiu, Paulo Vinícius cabeceou um tudo-nada ao lado do mesmo poste.
Aos 42 minutos, o 9 canarinho levou tudo à frente, mas só a finalização o impediu de chegar aos 16 golos na I Liga. O remate saiu ao lado da baliza axadrezada.
Jogo apático
Ao intervalo, não se podia dizer que o resultado era desajustado, uma vez que o jogo foi parco em oportunidades flagrantes de golo.
Na segunda parte, foi o Estoril quem entrou melhor, abrindo as hostilidades com um remate que não saiu longe do poste esquerdo de Mika.
O guardião português viria a estar em evidência aos 48 minutos. Cruzamento da esquerda de Gerso a encontrar, de forma teleguiada, a cabeça de Felipe Augusto, com a bola do nº 92 dos canarinhos a encontrar Mika, impedindo mais uma vez o golo dos homens da casa.
O Boavista lutava para encontrar o caminho para a baliza dos visitados. Na sequência de um livre, Idris Mandiang rematou à entrada da área, mas a bola foi desviada por um defesa canarinho. Pouco depois, Renato Santos rematou por cima.
Mendy, aos 55 minutos, acertou na barra da baliza axadrezada, depois de um cruzamento de Botelho. O Estoril entrou inequivocamente melhor na segunda parte, e dois minutos depois quase marcava. Remate de fora da área de Felipe Augusto e Mika, até então o melhor das panteras, quase borrou a pintura com uma bola que deixou escapar entre as pernas, mas foi a tempo de apanhar.
Logo a seguir, na sequência de um canto, todo o banco do Boavista se levantou, protestando a decisão de não atribuir penalty aos axadrezados, que pediam mão na área.
Aos 67 minutos, Erwin Sánchez mexe no jogo pela primeira vez, colocando Luisinho em campo para o lugar do desinspirado Renato Santos.
Pouco depois, foi Mika a valer ao Boavista, rechaçando para canto um cabeceamento do inspirado Felipe Augusto. Na sequência do pontapé de esquina, Mika encaixou um remate que surgiu na insistência canarinha.
Aos 78 minutos, Michael Uchebo rende Imanol Iriberri, que pouco se viu no gramado do Estoril. Pouco depois, Idris Mandiang cabeceou por cima da barra da baliza canarinha.
Aos 85 minutos, Jorge Couto recebeu ordem de expulsão, deixando a equipa técnica do Boavista em polvorosa.
As coisas foram de mal a pior para o Boavista quando aos 87 minutos, na sequência de um remate dos canarinhos, Paulo Vinícius desviou uma bola que parecia controlada por Mika para o fundo das redes. 1-0 para os da casa e pouco tempo de resposta para um Boavista que esteve apático em todo o jogo.
O técnico boliviano dos axadrezados lançou Mario Martínez em campo no lugar de Aymen Tahar, tentando ainda assim chegar ao empate.
sexta-feira, 8 de abril de 2016
Mais Um Ponto Nesta Dura Caminhada... Faltam 5 Finais

BOAVISTA- 0 FC AROUCA-0Liga Nós 29ºJornada
8 de Abril de 2016 - 20h30m
Estádio do Bessa Século XXI
Árbitro:Sérgio Piscarreta(A.F.Algarve)
GR:Mika GR:Rafael Bracalli
DD:Tiago Mesquita DD:Gége
DC:Nuno Henrique DC:Jubal(E.Albín 85')
DC:Paulo Vínicius DC:Hugo Basto
DE:Afonso Figueiredo DE:Lucas Lima
MC:Idrís Mandiang MC:David Simão
MC:Rúben Ribeiro(Mário Martinez 78') MC:Artur
MC:Aymen Tahar MC:Adilson Goaino(Nuno Valente 31')
ED:Renato Santos(Luisinho 88') ED:Zequinha(Ivo Rodrigues 72')
EE:Anderson Carvalho EE:Mateus
PL:José Manuel(Imanol Irriberi 74') PL:Maurides
Treinador:Erwin Sanchez Treinador:Lito Vidigal
Cartões Amarelos:,Maurides 44',Lucas Lima 45',José Manuel 50',Artur 53',Tiago Mesquita 73' e Renato Santos 79'.
Mais um final de época e mais uma vez o Boavista a passar pela provação de ainda não ter a manutenção assegurada. A precisar de pontos como de pão para a boca, e a jogar em casa, onde não vence desde janeiro, a formação axadrezada entrou em jogo com a ânsia de marcar, mas a padecer o mal habitual: o falhanço no momento da finalização. Pela frente, um Arouca que até teve tanta posse de bola, mas pareceu preferir ir gerindo o jogo e esperar que se acabasse o gás do adversário, e depois se foi conformando com o pontinho que levou na bagagem.
Foi, por isso, o Boavista a criar mais perigo na primeira parte, sobretudo com Rúben Ribeiro como responsável. O avançado boavisteiro, que parecia estar em todo o lado, rompia como faca quente por manteiga pelo meio campo arouquense, culminando depois com excelentes cruzamentos para a área, ou optando mesmo por rematar. Fez a bola rondar a baliza de Bracali por diversas vezes, atirando ao lado, por cima, ou obrigando o guarda-redes a grandes defesas.
Foram estes dois, aliás, os protagonistas do maior lance de perigo da primeira parte. Após uma falta de Hugo Basto sobre Zé Manuel, na área, Rúben Ribeiro desperdiçou uma ocasião soberana. Bateu fraco e denunciado um penálti, a que Bracali respondeu com uma excelente defesa, segurando o nulo.
Do outro lado, foi de bola parada, graças ao pé esquerdo de Lucas Lima, que surgiu a maior ocasião de perigo. Na conversão de um livre, o lateral atirou direto à baliza, e Mika respondeu muito bem, ao socar para fora.
No início da segunda parte, o encontro endureceu e foi-se jogando futebol nos intervalos das faltas. O jogo parecia poder pender para qualquer lado, ainda assim, foi o Boavista quem mais procurou o golo e esteve muito perto por algumas ocasiões. Primeiro foi Zé Manuel, aos 58 minutos, a rematar cruzado, fazendo a bola passar fora do alcance de Bracali, a rasar o poste esquerdo, mas pelo lado de fora. Depois, um cruzamento-remate de Renato Santos só não entrou porque Bracali voltou a mostrar o que vale e defendeu.
Com o relógio a jogar contra, Sanchez ia refrescando o ataque. Um ponto era insuficiente para as aspirações axadrezadas e, a verdade é que os jogadores do Boavista pareciam capazes de fazer tudo o resto, menos marcar. Saiu um esgotado Rúben Ribeiro, para a entrada de Mário Martinez. Depois, Zé Manuel deu lugar a Iriberri e Renato Santos a Luisinho. Mudaram os executantes, mas o resultado continuou a ser o mesmo. A bola andava perto, mas as balizas estavam destinadas a permanecer vazias e assim ficaram.
Um empate mais penalizador para um Boavista que precisava de marcar, procurou fazê-lo, mas não conseguiu, do que para um Arouca que parecia satisfeito por levar um ponto para casa. Os axadrezados continuam agora o calvário de lutar pela manutenção.
quarta-feira, 6 de abril de 2016
sábado, 2 de abril de 2016
Empate Importante Em Guimarães
Liga Nós 28ºJornada
2 De Abril de 2016 - 20h45m
Estádio Dom Afonso Henriques em Guimarães
Árbitro :Rui Costa(A.F.Porto)
Árbitro :Rui Costa(A.F.Porto)
GR:João Miguel Silva GR:Mika
DD:Bruno Gaspar DD:Tiago Mesquita
DC:Pedrão DC:Nuno Henrique
DC:Josué Sá DC:Paulo Vinicius
DE:Dalberto Henrique DE:Afonso Figueiredo
MC:Oriol Rosell(João Teixeira 59') MC:Idrís Mandiang
MC:Cafú MC:Aymer Tahar
MC:Otavinho MC:Rúben Ribeiro(Mário Martinez 90')
ED:Ricardo Valente(Francis Júnior 79') ED:Anderson Carvalho(E.Hackmann 90')
EE:Licá(Alexandre Silva 74') EE:Renato Santos
PL: Henrique Dourado PL:José Manuel( Imanol Irriberi 81')
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Treinador:Sérgio Conceição Treinador:Erwin Sanchez
Cartões Amarelos:Anderson Carvalho 61',Nuno Henrique 65'
Golos: Ricardo Valente 19' e Paulo Vínicius 35'.
Golos: Ricardo Valente 19' e Paulo Vínicius 35'.
O Boavista FC foi ao Estádio D. Afonso Henriques empatar a uma bola com o Vitória de Guimarães, um resultado precioso para os axadrezados na luta pela manutenção.
Os axadrezados entraram em campo em Guimarães a saber que iam continuar acima da linha de água, depois da Académica ter ido a Arouca perder (3-2) com a equipa sensação do campeonato. Qualquer resultado acima da derrota seria positivo.
Anderson Carvalho (no lugar de Mario Martínez) e Henrique (no lugar de Phellipe Sampaio) eram as novidades no onze escalado por Erwin Sánchez para atacar a baliza de Miguel Silva.
O jogo arrancou bem disputado, com o Vitória a tentar sair para o ataque de forma orientada e o Boavista a assentar as ideias ofensivas na dupla Rúben Ribeiro-Aymen Tahar e a tentar aproveitar as bolas paradas (uma fragilidade dos vitorianos) para tentar chegar ao golo.
Aos 10 minutos, bola na barra da baliza de Mika, numa tentativa de golo olímpico de Cafú. A partir de um canto, o capitão do Vitória tentou surpreender o guardião português, que parecia em cima do lance, mas a bola embateu na barra e saiu.
Três minutos depois, problemas na outra área, com Renato Santos a culminar uma boa jogada de entendimento do ataque do Boavista com um remate desviado pela defesa para canto. Na sequência da bola parada, foi o central Henrique a cabecear por cima da barra da baliza do Vitória.
Aos 19 minutos, um dos elementos mais constantes do Boavista, o guarda-redes Mika, provou que no melhor pano cai a nódoa, quando consentiu o golo ao Vitória e ao extremo Ricardo Valente.
O remate cruzado do extremo merecia melhor tratamento da parte do guardião, que sai mal na fotografia. O mérito do golo, contudo, é todo para Otávio, com um grande passe, e para o extremo português, que abriu o marcador com o sétimo golo na I Liga.
Empate merecido
À passagem da meia hora de jogo, uma bola longa de Mika quase deu o golo a Zé Manuel, mas Miguel Silva saiu da baliza e cortou uma bola que, a entrar, seria da responsabilidade da defesa vimaranense. Na resposta, Cafú cabeceou por cima depois de um bom cruzamento de Henrique Dourado.
À passagem da meia hora de jogo, uma bola longa de Mika quase deu o golo a Zé Manuel, mas Miguel Silva saiu da baliza e cortou uma bola que, a entrar, seria da responsabilidade da defesa vimaranense. Na resposta, Cafú cabeceou por cima depois de um bom cruzamento de Henrique Dourado.
O Boavista, impelido por Rúben Ribeiro, aparecia mais e mais no meio campo do Vitória e não teria de esperar muito mais para chegar ao golo. Aos 35 minutos, e na sequência de um canto batido por Renato Santos, Paulo Vinícius cabeceou para o fundo das redes, fazendo o empate. Miguel Silva ainda tocou na bola, mas esta só parou mesmo lá dentro e repôs a igualdade (e a justiça) no marcador.
Pouco depois era Rúben Ribeiro a rematar um pouco por cima, cheio de força, depois de uma assistência de calcanhar de Zé Manuel. O Boavista soube galvanizar-se com o golo, e beneficiou de maior acerto na recuperação de bolas para a criação de jogadas de perigo.
Até ao intervalo, o jogo manteve-se dividido com oportunidades de lado a lado, mas com parcas chances de finalização. A primeira parte chegava ao fim com um resultado mais favorável ao Boavista do que ao Vitória, que precisava de ganhar para se aproximar do sexto lugar do Rio Ave.
Segunda parte inexistente
A segunda parte arrancou como a primeira: muito disputada e com as duas equipas à procura do golo. Oportunidades de perigo, essas, pareciam ter ficado nos balneários.
O jogo arrastava-se para o fim quando Erwin Sánchez colocou em campo Imanol Iriberri no lugar de Zé Manuel, refrescando a frente de ataque à procura de maior presença na área e melhor posse de bola, para juntar linhas e aproximar o Boavista do 1-2. Estavam corridos 80 minutos da partida.
O Vitória mantinha um maior caudal de jogo ofensivo, sem criar, no entanto, quaisquer chances de perigo. O Boavista apostava em conservar a bola e jogar tudo na preservação do resultado.
À chegada aos 90 minutos, um cruzamento desviado por um jogador do Boavista causou problemas a Mika, com o guarda-redes a rechaçar a bola para canto. Na sequência do lance, entrou Emmannuel Hackman e saiu Anderson Carvalho nos axadrezados.
Quatro minutos de compensação de calvário para os jogadores do Boavista, que acusaram o esforço durante toda a partida e procuravam, também, gastar alguns segundos preciosos na manutenção de um resultado valioso. Para continuar a queimar tempo, saída de Rúben Ribeiro e entrada de Mario Martínez, em cima dos 94′.
Contas feitas, o empate deixa o Boavista com 25 pontos, mais dois do que a Académica e os mesmos do União da Madeira. No próximo dia 8, o Boavista recebe um Arouca em lugar europeu e em grande forma no Estádio do Bessa, em mais uma jornada decisiva na luta pela manutenção.
O União da Madeira visita o lanterna vermelha Tondela na próxima ronda, enquanto a Académica recebe o Benfica. Os axadrezados têm, assim, na próxima ronda uma oportunidade de solidificar ainda mais a manutenção.
quarta-feira, 30 de março de 2016
domingo, 20 de março de 2016
Resultado Injusto e Ajuda de Terceiros
BOAVISTA FC - 0 SL BENFICA-1Liga Nós 26ºJornada
20 de Março de 2016 - 18h15m
Estádio do Bessa Século XXI
Árbitro:Fábio Verissimo(A.F.Leiria)
GR:Mika GR:Ederson Moraes
DD:Tiago Mesquita DD:Nélson Semedo(Talisca 74')
DC:Phillipe Sampaio DC:Samaris
DC:Paulo Vínicius DC:Nilsson Lindeloft
DE:Afonso Figueiredo DE:Eliseu
MC:Idrís Mandiang MC:Sálvio(Carcela 53')
MC:Rúben Ribeiro(Reuben Gabriel 90') MC:André Almeida
MC:Aymen Tahar MC:Renato Sanches
ED:Renato Santos ED:Pizzi(Jovic 84')
EE:Mário Martinez(Luisinho 73') EE:Raúl Jiménez
PL:José Manuel(Michael Uchebo 83') PL:Jonas
Treinador:Erwin Sanchez Treinador:Rui Vitória
Cartões Amarelos:Samaris 9',Eliseu 45',Raúl Jiménez 60' e Aymen Tahar 61' e Ederson Moraes 94'.
Golos: Jonas 93'
Uma daquelas vitórias que pode valer um título. Marquem estas palavras. O Benfica venceu no Estádio do Bessa ao cair do pano, provavelmente sem o merecer, num jogo em que não foi verdadeiramente superior ao Boavista. Mas os campeões também vivem de momentos como este.
O remate salvador de Jonas, já em período de descontos, fez lembrar por exemplo um ensaio providencial de Renato Sanches em Guimarães, outro palco dificílimo, onde pairou o espectro da perda de pontos.
Foi assim um Benfica com estrela e fé em Jonas, moralizado pela chamada à seleção brasileira. O líder da corrida à Bota de Ouro europeia desesperava por uma oportunidade e agarrou a coroa encarnada no último suspiro, para desespero de um Boavista que justificava algo mais.
A história do jogo demonstra que o desfecho não era completamente previsível. Sobretudo pela obra de Rúben Ribeiro. O criativo do Boavista conseguiu enervar vários adversários ao longo do encontro, sobretudo após um lance a caminho do intervalo em que deu vários toques com o braço em Renato Sanches.
Logo depois, seria Eliseu a ter uma entrada muito dura sobre o mesmo Rúben Ribeiro e a ficar no limite entre o cartão amarelo e o vermelho.
Foi o final truculento de uma primeira parte interessante, com o Boavista a jogar futebol de igual para igual com um Benfica abaixo das suas reais capacidades.
O mérito começa em Erwin Sánchez, que colocou esta formação axadrezada a acreditar mais num jogo positivo. Após a vitória importante na Madeira, frente ao Marítimo (0-3) – que permitiu a fuga à zona de despromoção – o treinador boliviano manteve a estrutura e pediu à Pantera para encarar a Águia olhos nos olhos.
Phillipe Sampaio e Mário Martínez substituíram os castigados Henrique e Anderson Carvalho, com Zé Manuel a manter-se como uma referência incómoda no centro do ataque. Dono de uma velocidade impressionante, o extremo conseguiu arrancar um cartão amarelo ao nono minuto de jogo.
Samaris foi a solução encontrada por Rui Vitória perante a razia no centro da defesa. Luisão e Jardel estão lesionados, Lisandro López ainda não tem ritmo. Com o recuo do grego, surgiu André Almeida ao lado de Renato Sanches a meio-campo. Salvio e Raúl Jiménez tentaram fazer esquecer Gaitán e Mitroglou. Demasiadas mudanças.
Durante largo período, o Benfica apostou preferencialmente no seu flanco direito – com Nélson Semedo a destacar-se mais que Salvio – e em vários livres conquistados nessa zona do relvado. Seria um desses lances, por exemplo, a abrir caminho para uma vistosa bicicleta de Raúl Jiménez, para defesa de Mika.
As melhores oportunidades pertenceram à formação encarnada mas em número reduzido para o que costuma ser a produção habitual da equipa de Rui Vitória. A ocasião mais flagrante, na etapa inicial, surgiu por intermédio de Pizzi, já após a meia-hora, com um remate ligeiramente ao lado.
O Boavista defendia com enorme acerto – destaque para Paulo Vinícius e Afonso Figueiredo nesse particular – e tirava partido de lances rápidos perante um adversário sem coordenação no último reduto.
Antes do ensaio de Pizzi, Zé Manuel chegou ligeiramente atrasado a um passe de Mário Martínez. Logo depois, Ederson teve de sair dos postes para tirar a bola nos pés de Renato Santos.
Seria o extremo do Boavista a ficar muito perto do golo, logo após o intervalo, num remate cruzado que ainda levou a bola a desviar em Lindelof. O tempo não corria a favor do Benfica perante um adversário a rubricar exibição de grande nível.
Rui Vitória sentia a oportunidade a fugir e trocava precocemente Salvio por Mehdi Carcela. Já após a hora de jogo, Pizzi viu outro bom ensaio ser anulado pelo gigante Paulo Vinícius.
O Boavista quebrava fisicamente mas Rúben Ribeiro continuava a ter apontamentos de classe e Luisinho garantia nova vitalidade nas transições ofensivas. O extremo, porém, desperdiçou uma oportunidade excelente ao minuto 75, em grande posição na área, atirando por cima.
A formação encarnada aumentava a pressão sobre o último reduto axadrezado, Talisca substituía Nélson Semedo – com recuo de André Almeida – e Rui Vitória arriscava até Luka Jovic, o jovem ponta-de-lança. O tempo escasseava.
Num final de partida verdadeiramente alucinante, Rúben Ribeiro sentou Eliseu mas atirou para a bancada. E já em tempo de descontos, quando o empate se parecia ajustar ao que se passou no relvado, a bola surgiu no lado esquerdo da área do Boavista e Jonas assumiu o papel de rei, batendo Mika. Verdadeiramente incrível.
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