Contagem

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quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Antevisão FC Paços de Ferreira - Boavista FC

BOAVISTA FC vs FC Paços de Ferreira
Segunda Feira, 5 de Dezembro às 20:00
Sócios do Boavista FC com quotas em dia: 12€
Horário da Secretaria para venda de bilhetes:
- segunda-feira a sexta-feira, das 9h30 às 12h30, e das 14h00 às 18h00
Horário das Relações Públicas para venda de bilhetes:
- sábado, das 10h00 às 12h30, e das 14h00 às 18h00

sábado, 26 de novembro de 2016

Mais Uma Vez Prejudicados!

BOAVISTA FC-0 SPORTING CP-1
Liga Nós 11ºJornada 2016-2017
26 de Novembro de 2016 - 18H15
Estádio do Bessa Século XXI
Árbitro:Fábio Veríssimo(A.F.Leiria)

GR:Kamran Agayev    GR:Rui Patrício
DD:Edú Machado   DD:Ezequiel Schelotto(João Pereira 48')
 DC:Carlos Santos DC:Rúben Semedo
DC:Phillipe Sampaio  DC:Sebástian Coates
DE:João Talocha DE:Marwin Zeegelaar
MC:Bernardo Tengarrinha  MC:William Carvalho
 MC:Fábio Espinho(Samú 53') MC:Bruno César(Paulo Oliveira 85')
MC:Carraça(Emim Makhmudov 75') MC:Adrien Silva
ED:Renato Santos ED:Joel Campell(Bryan Ruiz 60')
EE:Anderson Correia(Anderson Carvalho 69') EE:Gélson Martins
PL:André Schembri  PL:Bas Doost

Treinador:Miguel Leal               Treinador:Jorge Jesus

Golos:Bas Doost 25'.

Cartões Amarelos:Bruno César 28',Carlos Santos 30',Fábio Espinho 33',Bas Doost 44',André Schembri 55',Rúben Semedo 56' e 83',Marwin Zeegelaar 90' e Bryan Ruiz 92'.

Cartões Vermelhos: Rúben Semedo 83'.





Sem margem para erro, numa altura em que estava a cinco pontos do líder, e sendo o primeiro dos três mais fortes candidatos ao título a entrar em campo, o Sporting acabou por vencer, num jogo que esteve quase sempre controlado e se descontrolou nos minutos finais.
Se é certo que o Bessa é terreno difícil para os leões, também é certo que as panteras se apresentaram demasiado feridas, a denotar as ausências forçadas neste encontro. O elefante na sala, a mais notada das baixas: Idris. Quer pela solidez defensiva que traz habitualmente, quer pelo trabalho na transição ofensiva. O resultado foi um Boavista com um meio campo permeável e com pouca pujança ofensiva em quase todos os momentos do jogo. Schembri, sem hipótese no jogo aéreo entre os centrais durante quase todo o jogo, só quase no final começou a conseguir segurar a bola.
Nos primeiros minutos, Talocha ainda foi conseguindo cortar os caminhos a Gelson, mas foi sol de pouca dura. O jovem avançado dos leões começou a arranjar espaços e depois foi vê-lo, com a bola colada aos pés, começar a entrar na área, servindo os companheiros. Foi assim que Bas Dost apareceu para cabecear, aos 25 minutos, batendo Agayev.
Durante toda a primeira parte, o Sporting mandou no jogo. William e sobretudo Adrien controlaram na zona de construção de jogo. Gelson, Campbell, Bruno César  e Bas Dost mexiam o jogo na frente.
E, só nos minutos finais da primeira parte o Boavista começou a chegar com perigo à área adversária.Fábio Espinho quase surpreendia Patrício com uma bola que bateu no poste e depois ainda sobrou para Carlos Santos, que rematou por cima.
A segunda parte trouxe um jogo com um ritmo mais pausado, mas a mesma tendência: o Sporting atacava, o Boavista não conseguia sair muitas vezes do seu meio campo.
Mas, apesar de criarem perigo, os leões não estavam a marcar e a vantagem ameaçaria tornar-se curta nos minutos finais.
Até lá, Campbell rematou para uma grande defesa de Agayev, Bruno César atirou à trave, e Bas Dost esteve a milímetros de controlar isolado frente ao guarda-redes axadrezado. Mas o quase não conta e o marcador continuou a apontar 1-0.
O Boavista começou então a soltar-se mais, a sacudir a pressão que o empurrava para trás e a chegar junto à baliza de Patrício. Aos 84 minutos, um cruzamento que Renato Santos para a área só não chegou a Schembri junto à baliza, porque Coates cortou para canto.
Logo a seguir, o árbitro mostrou o segundo amarelo a Rúben Semedo por uma falta num lance com Schembri e, se o Sporting já não estava com o total domínio do jogo nessa altura, passou a estar numa situação ainda pior.
Os últimos minutos dos leões foram passados a tentar que o tempo passasse,de salientar uma grande penalidade contra o Sporting por falta de Coates sobre Schembri e num livre de Renato Santos em que o guardião sportinguista entrou com o esférico para dentro da baliza o que fez valer alguns amarelos por demora na marcação de lançamentos. O relógio acabou por ser amigo e o jogo terminou sem que o Boavista conseguisse fazer o tão ansiado golo.
Os leões levam assim os três pontos num jogo que passou do controlo ao descontrolo em poucos minutos. O Boavista sofre a primeira derrota para o campeonato sob o comando de Miguel Leal.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Antevisão Boavista FC - Sporting CP


BOAVISTA FC – Sporting CP
SÁBADO, 26 DE NOVEMBRO ÀS 18:15

Preços dos bilhetes:
Sócios:
Nascente Nível 1- 5€*
Topo Sul Nível 1 - 5€*

Acompanhantes de Sócio - 10€ (disponível apenas para sócios contribuintes - 1 por associado, desde que munidos de um cachecol ou adereço do Boavista Futebol Clube).
Poente Nível 1 - Associados com Lugar Cativo Época 2015/2017*

Público:
Bancada Norte Nível 1- 25€
Bancada Norte Nível 2 - 20€
Tribuna VIP: 50€

De modo a evitar aglomeração nas portas, solicitamos aos nossos Associados e demais interessados que compareçam o mais cedo possível ao jogo.

Vamos começar desde cedo a preparar o apoio ao nosso BOAVISTA!

Horários bilheteiras: segunda a sexta: 9:30-12:30 das 14-18
Sábado das 9:30 até ao intervalo do Jogo.

Todos os associados deverão vir munidos com o bilhete para o referido encontro ou cartão temporada. Deverão ainda, fazer-se acompanhar, também, do Cartão de Associado e Bilhete de identidade ou cartão de cidadão ou outro documento identificativo com fotografia (passaporte ou carta de condução)

domingo, 20 de novembro de 2016

Eliminados da Taça de Portugal

BOAVISTA FC-1 GUIMARÃES-2
Taça de Portugual 4ºEliminatoria 2016-2017
Após Prolongamento
20 de Novembro de 2016 - 19H15
Estádio do Bessa Século XXI
Árbitro:Jorge Sousa(A.F.Porto)

GR:Kamran Agayev    GR:João Miguel Silva
DD:Edú Machado   DD:Bruno Gaspar
 DC:Nuno Henrique DC:Josué Sá
DC:Lucas Tagliapietra  DC:Pedrão
DE:João Talocha DE:Rúben Ferreira
MC:Idrís Mandiang  MC:Rafael Miranda(João Aurélio 81')
 MC:Fábio Espinho MC:João Pedro
MC:Carraça(Bernardo Tengarrinha 63') MC:Tozé(Bernard Mensh 66')
ED:Iuri Medeiros(Phillipe Sampaio 90') ED:Hernâni(Paolo Hurtado 90')
EE:Renato Santos EE:Raphinha
PL:André Schembri(Erivelto Silva 77')  PL:Tiquinho Soares

Treinador:Miguel Leal               Treinador:Pedro Martins

Golos: Tiquinho Soares 27'(g.p),André Schembri 56' e Paolo Hurtado 118'.

Cartões Amarelos:Rúben Ferreira 31',Hernâni 39',Lucas Tagliapietra 49',Rafael Miranda 70',Erivelto Silva 80',Nuno Henrique 84',Lucas Tagliapietra 90',Idrís Mandiang 100',Kamran Aghayev 110',Fábio Espinho 116'.

Cartões Vermelhos: Lucas Tagliapietra 90' e Idrís Mandiang 120'


Foi preciso ir a prolongamento para Boavista e V. Guimarães decidirem quem seguia para os oitavos de final da Taça de Portugal. Foi um golo de Hurtado de bola parada a decidir a eliminatória aos 118 minutos de um jogo vivo, dentro e fora de campo, com boa casa, e futebol bem disputado. A altura da prova rainha do futebol português… até ao apito final, já que as cenas que se seguiram depois foram lamentáveis.
Foi a equipa da casa a criar a primeira situação real de perigo, com um cabeceamento de Talocha, na marcação de um canto, a fazer a bola passar ligeiramente por cima da baliza de Miguel Silva.
Mas seria o Vitória o primeiro a fazer mexer o marcador. Aos 26 minutos, o árbitro assinalou grande penalidade por mão de Carraça. A bola ressaltou num lance com João Pedro na área e a bateu no braço do jogador do Boavista. Chamado a converter, Soares mostrou-se frio e implacável. Guarda-redes para um lado, bola para o outro. E estava feito o 1-0.
O Boavista quis responder ao golo, aumentou o pendor atacante, o que também deu mais espaços aos vitorianos. Com Tozé a mostrar o porquê de ter sido escolha para o onze, furando pelo meio campo boavisteiro, chegando a dar alguns nós a Idris, e jogando depois com Soares, Raphinha e Hernâni, o Vitória ia tendo bastante presença no último terço do terreno boavisteiro.
Aos 37 minutos, Josué tentou a sorte de longe e fez a bola passar junto ao poste, Hernâni furou pela área e valeu ao Boavista que Lucas e Talocha o apertaram de imediato, tendo um deles conseguido fazer o corte.
A segunda parte prometia muito e não falhou. O jogo manteve-se vivo, de ritmo elevado, com os homens da casa a mostraram que não queriam ficar pelo caminho.
Idris foi conseguindo superiorizar-se a Tozé no meio campo. Carraça, que acabaria por sair depois do golo, mostrou-se fortíssimo nas recuperações de bola. Iuri Medeiros, que já tinha feito uma boa primeira parte, ia, a par com Renato Santos e Fábio Espinho, colocando a bola na frente e o golo parecia ser inevitável.
Aos 50 minutos, num cruzamento para a área vitoriana, onde estava Schembri, o árbitro assinalou grande penalidade por alegada mão de Bruno Gaspar. Schembri ainda conseguiu colocar a bola na baliza de Miguel Silva, mas o jogo já estava interrompido. Só que, depois de conferenciar com os assistentes decidiu (e bem, como mostram as imagens televisivas) anular a grande penalidade. O defesa vitoriano não toca realmente com a mão na bola.
O lance caricato não perturbou os boavisteiros. Logo a seguir, o mesmo Schembri, de calcanhar, a atirar junto ao poste e Miguel Silva a defender. Mas logo a seguir, na sequência de um canto, Iuri a colocar a bola na área, Henrique tenta chegar, mas não consegue, e Schembri, que recebe meio de costas, remata para o fundo da baliza, perante a passividade de Miguel Silva.
O guardião vitoriano acabaria depois por voltar a mostrar a sua qualidade ao defender um remate fortíssimo de Renato Santos de fora da área, num momento em que o Boavista aparecia constantemente na área adversária.
Mas, apesar de andar muito arredado da área do Boavista, a cinco minutos dos 90, o golo do Vitória podia ter acontecido mesmo. Num livre traiçoeiro que toda a gente deixou passar, Agayev desviou para o pé direito de Josué. Surpreendido, o defesa atirou ao lado.
Logo a seguir foi Hernâni a fazer a bola rasar o poste, tirando o fôlego aos cerca de quatro mil adeptos vitorianos presentes no Bessa.
Os últimos minutos foram, aliás, asfixiantes. O golo parecia poder surgir a qualquer momento e foi Agayev quem teve que aguentar o sufoco. Já nos descontos, uma falta de Lucas quase em cima da linha da área, leva-o a ver o segundo amarelo, voltando a ser expulso, e deixando a equipa em desvantagem numérica. Raphinha, na conversão, atirou ao lado, mas junto ao poste.
O prolongamento foi inevitável, mas a queda da qualidade de jogo também, não só pelo desgaste físico dos jogadores, mas também pelo facto de o Boavista ter tido que se fechar por estar a jogar com menos um. E, quando parecia que o jogo estava destinado a grandes penalidades, Hurtado, de livre, fez aquilo que o Vitória tanto queria e o Boavista temia: o golo que selou a eliminatória. O livre saiu rasteiro, forte, e Agayev, que até já tinha mostrado o que vale esta noite, acaba por não sair bem na fotografia.
O Vitória segue para os oitavos de final. O Boavista fica pelo caminho. E, já depois do apito final, cenas lamentáveis num desacato entre Miguel Silva e Idris a manchar um jogo de qualidade. O guardião vitoriano terá feito gestos para os adeptos axadrezados, Idris foi pedir explicações e acabou por agredir o adversário, tendo sido expulso.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Taça de Portugal: Antevisão Boavista FC - VSC Guimarães


Taça de Portugal
BOAVISTA FC vs Vitória SC
Domingo, dia 20 de Novembro às 19:15

Sócios
Boavista: 5€**
Publico 10€*

*Excepcionalmente, neste jogo, haverá bilhetes de públicopara adeptos do Boavista a 10€ para bancada Nascente.

Publico Geral
Topo Norte 10€
Tribuna VIP 20€

**Os Associados do Boavista que possuam Lugar Anual, Cativo e Camarote de Associado deverão adquirir Bilhete para o jogo (5€)

sábado, 5 de novembro de 2016

Vitória Importante em Vila do Conde

RIO AVE FC-1 BOAVISTA FC-2
Liga Nós 10ºJornada
5 de Novembro de 2016 - 20h30
 Estádio dos Arcos em Vila do Conde
Árbitro :Manuel Mota(A.F.Braga)




GR:Cássio GR:Kamran Agayev
DD:Pedrinho DD:Edú Machado
 DC:Roderick Miranda DC:Nuno Henrique(Phillipe Sampaio 71')
DC:Marcelo DC:Lucas Tagliapietra
DE:Rafa Soares DE:João Talocha
MC:Alhassan Wakaso(Yazalde 58') MC:Idrís Mandiang
MC:Rúben Ribeiro MC:Carraça(Bernardo Tengarrinha 59')
MC:Tarantini  MC:Fábio Espinho
ED:Héldon ED:Iuri Medeiros(Anderson Carvalho 90')
EE:Gil Dias(Ronan 75') EE:Renato Santos
PL:Guedes(Filip Krovinovic 67') PL:André Schembri
.
Treinador:Nuno Capucho                 Treinador:Miguel Leal


Cartões Amarelos:Alhassan Wakaso 43',João Talocha 74',Phillipe Sampaio 92',Kamran Agayev 94'.Ronan 97' e Héldon 97'.

Golos: Renato Santos 25',Gil Dias 33' e Nuno Henrique 49'.





«Temos de começar por criar os alicerces para que a casa se aguente. Depois vamos pintá-la com as cores de que gostamos e que a tornem mais bonita. No fundo, vamos enfeitá-la.»
Miguel Leal elaborou o plano e a construção está em marcha. O Boavista regressou aos triunfos na Liga e em terreno difícil. Momento de crise para o Rio Ave, em ciclo de sete jogos sem vencer (1-2).
A formação axadrezada marcou, sofreu e marcou novamente. Terminou o jogo a queimar tempo, a defender junto da sua baliza, mas a prática não pode ser condenável perante a proximidade de um triunfo importante.
Agayev é a grande figura deste novo Boavista. Segurou os três pontos e voltou a ser o mais efusivo nos festejos com os adeptos. Veio do Azerbaijão para substituir Mika e conquistou o Bessa.
O Rio Ave tem razões de queixa de Manuel Mota e fez por merecer o empate. Porém, tem culpa própria neste desfecho. Faltam soluções.
Frio em Vila do Conde, a anunciar que o verão já lá vai, moldura humana relativamente interessante para uma noite que puxava para o conforto do lar. Num fim-de-semana em que o clássico FC Porto-Benfica é incontornável cabeça-de-cartaz, outros espetáculos da Liga eram aguardados com expectativas, sobretudo este Rio Ave-Boavista.
Equipas relativamente próximas, no mapa de Portugal e na tabela classificativa. Um Rio Ave em aparente quebra após bom início de temporada, o Boavista a ganhar nova vida com a chegada de Miguel Leal.
O futebol equilibrado mas positivo do homem que chegou ao Bessa traduziu-se numa boa entrada em campo, anunciando uma formação axadrezada com predisposição para discutir o controlo do jogo. Mais tranquilo que o adversário, o onze boavisteiro pressionou alto e superiorizou-se nos primeiros minutos.
A equipa de Nuno Capucho, que trocou Yazalde por Guedes (o melhor marcador do Rio Ave, apenas com 2 golos), foi estabilizando e começou a duvidar de Manuel Mota após um fora-de-jogo tirado a Héldon. Sem margem para dúvidas, porém, foi a carga de Idrís Mandiang sobre Tarantini ao minuto 19. Penálti por assinalar.
Um toque maltês na obra de Renato
Indiferente a esse foco de contestação, o Boavista logrou chegar à vantagem em movimento delicioso. Bola longa, toque inteligentíssimo de Schembri – este maltês não é ponta-de-lança mas tem qualidade de sobra – e Renato Santos a caminhar para a área do Rio Ave. Vendo Cássio adiantado, Renato encheu o pé e marcou um golaço, de meia distância. Para ver e rever.
A equipa da casa acusou o golo. Dividia-se entre a tentativa de resposta e a fúria direcionada para o árbitro. Pouco depois, Rúben Ribeiro fica a pedir mão de Henrique na área. Difícil avaliar. O Rio Ave chegaria ainda assim ao empate, já ao minuto 34, quando Pedrinho cruzou com categoria pela direita e Gil Dias respondeu com um cabeceamento como mandam as regras, de cima para baixo.
O jogo andava assim, animado, por vezes duro (Wakaso viu amarelo por entrada perigosíssima sobre o adversário) e nem o intervalo mudaria o figurino.
Henrique já tinha ameaçado o golo em dois pontapés de canto. À terceira foi de vez. No arranque da etapa complementar, o central foi à área contrária e viu Cássio defender para a frente após canto cobrado por Iuri Medeiros. Henrique agradeceu e empurrou para a baliza.
Nova desvantagem do Rio Ave e carta branca para um ataque desmedido à baliza do Boavista. Héldon teve um falhanço incrível ao segundo poste, com as redes à sua mercê, e os axadrezados responderam com Iuri Medeiros a isolar-se, valendo Cássio a afastar a hipótese do 1-3.
Erro estratégico na corrida contra o tempo
A intranquilidade apoderava-se dos homens de Vila do Conde. Nuno Capucho não quis perder tempo precioso e alargou a frente de ataque com Yazalde. Ainda antes da hora de jogo, Wakaso ia tomar banho e a estratégia passava para um ousado 4x4x2. Essa opção condicionou os movimentos de Rúben Ribeiro e Tarantini, provando ser contraproducente. O Rio Ave piorou.
O Boavista, nessa fase, sentiu-se confortável no jogo.
Esta realidade tornou-se tão evidente que Nuno Capucho decidiu emendar a mão e voltar à estratégia original. Tudo isto em nove minutos. Para recuperar o controlo a meio-campo, lançou Krovinovic mas sacrificou o outro avançado, Guedes. Uma mudança que irritou os adeptos locais.
Com o final do jogo a aproximar-se, o Boavista foi baixando linhas e o Rio Ave montou o cerco. Ronan foi a derradeira arma da equipa de Vila do Conde, uma torre para a área axadrezada, mas as melhores oportunidades estiveram nos pés de Krovinovic. Ao minuto 77, o médio croata atirou a centímetros do poste axadrezado. Aos 82, viu Agayev voar para negar o empate.
Forte pressão mas sem resultados satisfatórios para o Rio Ave, que ainda se queixou de outros lances na área contrária. Yazalde caiu em disputa com Philipe Sampaio e Héldon, já nos descontos, introduziu a bola na baliza mas estaria em fora-de-jogo. Nestes casos, o árbitro parece ter decidido bem.

sábado, 29 de outubro de 2016

Empate na Estreia do Novo Técnico no Bessa

BOAVISTA FC-0 GD ESTORIL-0
Liga Nós 2016-2017  8ºJornada
29 de Outubro de 2016 - 20H30
Estádio do Bessa Século XXI
Árbitro:Luís Ferreira(A.F.Braga)

GR:Kamran Agayev    GR:Moreira
DD:Edú Machado   DD:Mano
 DC:Nuno Henrique DC:João Afonso
DC:Lucas Tagliapietra  DC:Thiago Cardoso
DE:João Talocha DE:Joel
MC:Idrís Mandiang  MC:Eduardo
 MC:Fábio Espinho MC:Afonso Taira
MC:Carraça(Anderson Carvalho 72') MC:Diogo Amado
ED:Iuri Medeiros(André Bukia 81') ED:Matheus Índio(Lucas Farias 87')
EE:Renato Santos EE:Matheus
PL:André Schembri(Erivelto Silva 66')  PL:Kléber(Bruno Gomes 73')

Treinador:Miguel Leal               Treinador:Fabiano Soares

Cartões Amarelos:Nuno Henrique 58'.



Estoril e Boavista não foram além de um empate este sábado no Bessa, num encontro em que cada uma das equipas dominou um dos tempos e que terminou com uma pressão intensa dos axadrezados, numa fase em que os estorilistas já só tentavam segurar o ponto.
Naquele que foi o primeiro jogo de Miguel Leal em casa, desde que assumiu o comando da equipa. O treinador tinha dito que queria transformar o Bessa numa fortaleza e pediu aos adeptos um clima forte. Essa força pediu também à equipa, apostando num onze sem surpresas, mas com a particularidade de ter colocado Fábio Espinho mais recuado para reforçar controlar a zona de construção de jogo.
Já Fabiano Soares fez algumas mudanças ao onze sabendo que uma vitória permitiria à equipa subir alguns lugares na tabela e, inclusive, ultrapassar o Boavista. Kleber regressou ao onze (tinha entrado na segunda parte no encontro passado) após ter sido afastado dos relvados por uma lesão, e Mano recuperou o lugar na defesa.
Frente a frente duas equipas que precisavam de pontos e, durante quase todo o encontro (o Estoril parece ter desistido a partir de meio da segunda parte) procuraram o golo que não quis chegar. Logo aos 9 minutos a primeira oportunidade de golo. Kléber, a receber na área e, à vontade, a cabecear, com a bola a sair ao lado. Não estava numa noite particularmente inspirada o avançado brasileiro.
O próximo lance de perigo chegaria 15 minutos depois na mesma baliza. Após uma arrancada, Eduardo deixou para Mattheus e isolou-se, esperando que a bola fosse devolvida, mas Mattheus optou pelo remate de longe, que passou ligeiramente por cima da baliza de Agayev. Eduardo, sozinho na área, ficou a queixar-se da opção do companheiro.
Aos 13 minutos Schembri fica caído na área num lance com Thiago Cardoso. O árbitro não assinala grande penalidade, e com razão, já que não é visível nenhuma falta do defesa do Estoril. E o Boavista só viria a chegar com perigo à baliza de Moreira já quase em cima do intervalo, quando Iuri Medeiros rematou à entrada da área, para a defesa do guardião do Estoril.
A segunda parte trouxe mais Boavista ao jogo e mais ocasiões de perigo axadrezadas. Aos 50 minutos, Iuri Medeiros, na conversão de um livre, obrigou Moreira a esticar-se para impedir o golo. Logo a seguir, Lucas aparece na área, ganha ao guarda-redes e atira por cima.
Logo a seguir Kléber aparece na área naquela que foi a única ocasião de perigo dos estorilistas neste segundo tempo, mas Agayev conseguiu agarrar.
Até ao final o Boavista aumentou a pressão e o Estoril encolheu-se tentando segurar o empate. Renato Santos obrigou Moreira a puxar dos galões e tirar uma bola junto ao poste. Erivelto, que entrou para o lugar de Schembri rematou à malha lateral. Já quase em cima do apito final voltou a entrar na área e ficou a queixar-se de uma grande penalidade, mas fica a ideia de que terá tentado aproveitar a proximidade do adversário para ganhar o penálti.
O golo acabou mesmo por não chegar. O Boavista ocupa agora o 9.º lugar com 10 pontos. O Estoril é 16.º com 8 pontos.



sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Ponto Importante Na Madeira

CS MARÍTIMO-1 BOAVISTA FC-1
Liga Nós 8ºJornada
21 de Outubro de 2016 - 21h
 Estádio dos Barreiros no Funchal(Ilha da Madeira)
Árbitro :Vasco Santos(A.F.Porto)


GR:Eduardo Gottardi GR:Kamran Agayev
DD:Patrick Vieira DD:Tiago Mesquita(Bernardo Tengarrinha 28')
 DC:Maurício António DC:Nuno Henrique
DC:Raúl Silva DC:Lucas Tagliapietra
DE:Fábio China DE:João Talocha
MC:Erdem Sen MC:Idrís Mandiang
MC:Éber Bessa(G.Ghazaryan72') MC:Carraça
MC:FranSérgio  MC:Fábio Espinho
ED:Edgar Costa(Amido Baldé 87') ED:Iuri Medeiros(Anderson Carvalho 81')
EE:António Xavier(Gevaro 66') EE:Renato Santos(Digas 74')
PL:Dyego Souza PL:André Schembri
.
Treinador:Daniel Ramos                 Treinador:Miguel Leal


Cartões Amarelos:Idrís Mandiang 6',Renato Santos 45',Nuno Henrique 55',Kamran Agayev 74',Digas 81' e Patrick Vieira 82'.

Golos: Dyego Souza 27(g.p) e Carraça 51'.



Depois da estreia na Taça de Portugal, o fim-de-semana passado (vitória 2-0 frente ao União de Leiria), o técnico que substituiu Erwin Sanchez viu um Boavista com entrega, que teve de sobreviver a um caricato, e ao mesmo tempo dramático, penálti assinalado contra. A reação surgiu através de um grande golo de Carraça.
O Boavista, que alinhou de início com Agayev, Tiago Mesquita, Lucas, Nuno Henrique, Talocha, Idris, Fábio Espinho, Carraça, Renato Santos, Iuri Medeiros e Schembri, teve o privilégio da primeira oportunidade flagrante de golo no Estádio dos Barreiros. Foi cedo, muito cedo, aos 3′, que o internacional maltês Schembri, em plena pequena área, cabeceou ao lado após cruzamento da direita do lateral Tiago Mesquita.
O jogo começou dividido, embora com o Marítimo sempre com sinal mais em termos de assertividade. O Boavista respondia como podia, tentando explorar a velocidade para sair em direção à baliza de Gottardi.
Maurício, na sequência de um pontapé de canto, obrigou Agayev a defesa apertada, aos 20′. Iuri Medeiros respondeu pouco depois, rematando à figura de Gottardi, num lance que tem origem numa mão na bola do maritimista Raul, com o árbitro, Vasco Santos, a dar a lei da vantagem e a substituir a marcação da falta pela conclusão do lance por parte do avançado axadrezado.
Aos 25′, o Boavista viu a vida andar para trás. Tiago Mesquita lesionou-se quando perseguia Xavier numa jogada aparentemente inofensiva desenrolada na grande área. As dores não lhe permitiram controlar os movimentos do corpo, acabando por carregar inadvertidamente o adversário. Penálti e troca forçada na turma de Miguel Leal, que fez entrar Tengarrinha para a posição do desafortunado Tiago Mesquita.
Dyego Sousa foi frio na marcação da grande penalidade subsequente a tão atípico lance e deu o 1-0 ao Marítimo, estavam decorridos 27′.
A perder, o Boavista chegou-se um pouco mais à frente. A convicção é que não foi muita na hora da finalização. Até ao intervalo, pouquíssimas foram as vezes que conseguiu assustar Gottardi, demonstrando escassa lucidez quando o assunto dizia respeito a alvejar a baliza.
No segundo tempo, o Boavista apresentou-se sem alterações táticas e na constituição da equipa que terminou os 45 minutos iniciais. E teve de levar com cinco minutos intensíssimos do Marítimo, que praticamente não deixou respirar o oponente.
Da primeira vez que se libertou das amarras, o Boavista chegou ao empate. Iuri Medeiros trabalhou bem a bola e deu-a ao inspirado Carraça, que de fora da área rematou colocadíssimo e fez o 1-1, marcava o cronómetro 51′. Um golaço a selar a melhor jogada dos axadrezados até então.
O Marítimo reagiu com um remate para parada apertada de Agayev, aos 53′. Mas foi sinal isolado no que a frisson dizia respeito. O golo boavisteiro poderia ter tido o condão de transportar a partida para patamares máximos, ou próximos disso, de emotividade. Tal acabou por não suceder, com ambas as formações a perderem-se na tentativa de controlar a situação. Resultado: pouca consequência nas ações, alguma confusão e praticamente zero de chances dignas desse epíteto.
Aos 72′, Miguel Leal tentou alterar as coisas e colocar algum rumo no jogo, fazendo entrar Digas para o lugar de Renato Santos.
O desafio, porém, continuou ativo, é verdade, mas na mesma linha de falta de ideias na construção de jogadas com cabeça, tronco e membros. Apenas uma defesa de Agayev, muito perto do final, fez o Estádio dos Barreiros, que inaugurou bancada e iluminação artificial novas, quase a gritar golo.
Com o empate na Madeira, o Boavista passou a somar nove pontos e a integrar o grupo dos nonos classificados, onde tem a companhia, à condição, de Paços Ferreira, Belenenses e Feirense.
Na próxima jornada, as panteras recebem o Estoril-Praia. O jogo será disputado no próximo sábado, dia 29, às 20h30, no Estádio do Bessa.

sábado, 15 de outubro de 2016

Vitória na Estreia do Novo Técnico

UD LEIRIA-0 BOAVISTA FC-2
Taça de Portugal 3º Eliminatória
15 de Outubro de 2016 - 16h
 Estádio Municipal de Leiria
Árbitro : Manuel Oliveira(A.F.Porto)


GR:Wilson Soares GR:Kamran Agayev
DD:Filipe Brigues DD:Tiago Mesquita
 DC:Anilton Júnior DC:Nuno Henrique
DC:Tomas Rukas DC:Lucas Tagliapietra
DE:Káka DE:João Talocha
MC:Fábio Pereira(João Coimbra 84') MC:Idrís Mandiang(Bernardo Tengarrinha 85')
MC:Tony Correia MC:Carraça
MC:Éder Diogo(Afonso Caetano 75')  MC:Fábio Espinho
ED:André Azevedo ED:Iuri Medeiros
EE:Jorginho(Serge Kevyn 66')  EE:André Bukia(Renato Santos 67')
PL:Ernest Antwi PL:Erivelto Silva(André Schembri 72')
.
Treinador:Kata                   Treinador:Miguel Leal


Cartões Amarelos:Ernest Antwi 36' e 41',Carraça 53',Nuno Henrique 59',Fábio Espinho 84' e Tiago Mesquita 91'.

Golos: Tomas Rukas 9'(a.g.) e Lucas Tagliapietra 16'.




É certo e sabido que na festa da Taça, na maior parte das vezes a história dos tomba-gigantes ocorrem precisamente porque o «grande» se desmazela, entra com atitude sobranceira e acaba por pagar por tabela. Não foi, no entanto, o que aconteceu na tarde deste sábado no Magalhães Pessoa de Leiria, onde o Boavista levou de vencida a União sem grandes problemas, muito graças a uma entrada autoritária na partida.
No jogo que marcou a estreia de Miguel Leal no banco do conjunto portuense, o Boavista procurou controlar a partida desde o arranque, ditando leis com um bloco mais subido e procurando explorar as arrancadas dos velozes Iuri Medeiros e Bukia. Não tardou muito até os axadrezados ganharem vantagem, ao décimo minuto, num golo a meias entre Iuri Medeiros e o defesa Rukas. O mais difícil, em teoria, estava feito. No entanto, o segundo golo apareceu de rompante, isto depois de mais uma boa tentativa de Iuri Medeiros: canto cobrado por Carraça no lado esquerdo e o gigante Lucas impôs-se de cabeça, como é habitual, não dando quaisquer hipóteses ao guardião da casa, Wilson.
Até ao intervalo, os leirienses procuram responder, mas sempre de forma ténue e sem grande objetividade. Porém, a tarefa acabou por se complicar ainda mais, na sequência da expulsão do médio ofensivo Ernest, por ter atingido com o cotovelo, de forma ostensiva, o central boavisteiro Henrique. Após 45 minutos de futebol debaixo de um cenário de chuva e sol, a vantagem dos nortenhos justificava-se plenamente.
O recomeço da partida foi bastante aberto, com Agayev a ter de se aplicar para evitar o golo do conjunto do Lis em pelo menos duas ocasiões e com o guardião rival Wilson a ser igualmente importante travando um terceiro golo do conjunto axadrezado, que deixaria as coisas resolvidas. Apesar de tudo, a partida foi perdendo vivacidade, dado que a crença e capacidade de reação dos donos da casa se foi desvanecendo e o Boavista controlava o desenrolar das ações sem qualquer esboço de stress.
À entrada para os últimos 25 minutos, finalmente os técnicos decidiram mexer nas equipas, com Kata a lançar o agitador Kevyn e Miguel Leal a apostar em Renato Santos e pouco depois no internacional maltês Schembri. Na verdade, o jogo voltou a ter alguma intensidade na parte final, mas tanto de um lado como do outro o acerto não foi o melhor. E assim segue rumo à quarta eliminatória uma «pantera» avessa a surpresas…