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segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Falta de Atitude Dita Derrota em Paços

FC PAÇOS DE FER-2 BOAVISTAFC-1
Liga Nós 12ºJornada
5 de Novembro de 2016 - 20h
 Estádio Capital do Móvel em Paços de Ferreira
Árbitro :Artur Soares Dias(A.F.Porto)




GR:Rafael Defendi GR:Kamran Agayev
DD:Bruno Santos DD:Edú Machado
 DC:Ricardo DC:Phillipe Sampaio(Idé Gomes 75')
DC:Miguel Vieira DC:Lucas Tagliapietra
DE:João Goís DE:João Talocha(Anderson Correia 79')
MC:Pedrinho Moreira MC:Samú(Emin Makhmudov 56')
MC:Marco Baixinho MC:Carraça
MC:Andrézinho(Mateus Silva 65')  MC:Bernardo Tengarrinha
ED:Gleíson(Barnes Osei 65') ED:Iuri Medeiros
EE:Ivo Rodrigues EE:Renato Santos
PL:Welthon(Ricardo Valente 82') PL:André Schembri
.
Treinador:Vasco Seabra                 Treinador:Miguel Leal


Cartões Amarelos:Miguel Vieira 8',Bernardo Tengarrinha 37',Miguel Vieira 55',Phillipe Sampaio 63',Carraça 76',Barnes Osei 78',Iuri Medeiros 90' e Ivo Rodrigues 90'.

Cartões Vermelhos: Miguel Vieira 55'.

Golos: Marco Baixinho 18',Welthon 27' e Renato Santos 55'(g.p)





O Boavista perdeu esta segunda-feira à noite em Paços de Ferreira (1-2), em jogo a contar para a 12ª jornada da I Liga. Os homens de Miguel Leal ainda reduziram a desvantagem, mas não aproveitaram o facto de terem jogado quase toda a segunda parte em superioridade numérica por expulsão do pacense Miguel Vieira.

Perdidos 15 minutos de desaparecimento do Boavista, dois golos do Paços, jogo resolvido. Vasco Seabra esfregou a lâmpada e de lá saltou o génio de André Leal, menosprezado e esquecido pelo anterior treinador durante três incompreensíveis meses.

O Paços sobreviveu à expulsão de Miguel Vieira, geriu com inteligência a última meia hora e não tremeu com a aproximação do Boavista no marcador, numa grande penalidade bem batida por Renato Santos.

Contas feitas, as equipas estão agora ombro a ombro no 12º lugar, 13 pontos para cada lado.

Perdidos, desaparecidos: o jogo conta-se de forma simples, a partir de um mergulho no triângulo das Bermudas – futebol nem vê-lo, só luta -, passagem direta e rápida pela inteligência de André Leal e a competitividade de Pedrinho, os dois golos do Paços até ao intervalo (Marco Baixinho e Welthon) e a reação axadrezada até ao fim.
O momento de viragem é o tal penálti feito por Miguel Vieira (em noite horrível) sobre Iuri Medeiros e a expulsão do defesa pacense. Em superioridade numérica e a perder por 2-1, o Boavista tentou tudo, arriscou, mas o que teve em coração e sangue faltou-lhe em cabeça e qualidade.

Se até essa altura, os axadrezados nunca tinham sido capazes de fazer um futebol apoiado, de pé para pé, com a entrada de Makhmudov melhoraram nesse aspeto, mas foram sempre pouco perigosos.

O Paços baixou linhas, ocupou criteriosamente os espaços e apostou na velocidade de Ivo Rodrigues para fazer estragos. Os pacenses sofreram, naturalmente, e até poderiam estar mais descansados, se antes do penálti Welthon não tivesse falhado o 3-0 completamente isolado.

Neste Boavista há bons executantes – Iuri, Renato e Schembri são tecnicamente fortes -, uma entrega admirável e mesmo assim pouco futebol de boa qualidade é produzido. A bola sai de Agayev (que erro no primeiro golo!), chega a um dos centrais e voa para a frente, em busca de Schembri.

O maltês é muito mais um número dez do que ponta de lança e joga lá porque Miguel Leal não acredita nas restantes opções. Erivelto e Medic não parecem contar, o gigante Idé – 2,04 metros! – teve os primeiros 15 minutos na Liga, correu muito e nos descontos não conseguiu encostar para a baliza deserta.

Vitória muito relevante para o Paços de Ferreira. Vasco Seabra é só opção interina ou continuará a conduzir a equipa da Mata Real? Os castores estiveram organizados e agressivos, venceram na Liga dois meses e meio depois.

O triunfo é determinado, essencialmente, pelos 15 minutos de inspiração de André Leal e a desorientação/desaparecimento do Boavista.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Antevisão FC Paços de Ferreira - Boavista FC

BOAVISTA FC vs FC Paços de Ferreira
Segunda Feira, 5 de Dezembro às 20:00
Sócios do Boavista FC com quotas em dia: 12€
Horário da Secretaria para venda de bilhetes:
- segunda-feira a sexta-feira, das 9h30 às 12h30, e das 14h00 às 18h00
Horário das Relações Públicas para venda de bilhetes:
- sábado, das 10h00 às 12h30, e das 14h00 às 18h00

sábado, 26 de novembro de 2016

Mais Uma Vez Prejudicados!

BOAVISTA FC-0 SPORTING CP-1
Liga Nós 11ºJornada 2016-2017
26 de Novembro de 2016 - 18H15
Estádio do Bessa Século XXI
Árbitro:Fábio Veríssimo(A.F.Leiria)

GR:Kamran Agayev    GR:Rui Patrício
DD:Edú Machado   DD:Ezequiel Schelotto(João Pereira 48')
 DC:Carlos Santos DC:Rúben Semedo
DC:Phillipe Sampaio  DC:Sebástian Coates
DE:João Talocha DE:Marwin Zeegelaar
MC:Bernardo Tengarrinha  MC:William Carvalho
 MC:Fábio Espinho(Samú 53') MC:Bruno César(Paulo Oliveira 85')
MC:Carraça(Emim Makhmudov 75') MC:Adrien Silva
ED:Renato Santos ED:Joel Campell(Bryan Ruiz 60')
EE:Anderson Correia(Anderson Carvalho 69') EE:Gélson Martins
PL:André Schembri  PL:Bas Doost

Treinador:Miguel Leal               Treinador:Jorge Jesus

Golos:Bas Doost 25'.

Cartões Amarelos:Bruno César 28',Carlos Santos 30',Fábio Espinho 33',Bas Doost 44',André Schembri 55',Rúben Semedo 56' e 83',Marwin Zeegelaar 90' e Bryan Ruiz 92'.

Cartões Vermelhos: Rúben Semedo 83'.





Sem margem para erro, numa altura em que estava a cinco pontos do líder, e sendo o primeiro dos três mais fortes candidatos ao título a entrar em campo, o Sporting acabou por vencer, num jogo que esteve quase sempre controlado e se descontrolou nos minutos finais.
Se é certo que o Bessa é terreno difícil para os leões, também é certo que as panteras se apresentaram demasiado feridas, a denotar as ausências forçadas neste encontro. O elefante na sala, a mais notada das baixas: Idris. Quer pela solidez defensiva que traz habitualmente, quer pelo trabalho na transição ofensiva. O resultado foi um Boavista com um meio campo permeável e com pouca pujança ofensiva em quase todos os momentos do jogo. Schembri, sem hipótese no jogo aéreo entre os centrais durante quase todo o jogo, só quase no final começou a conseguir segurar a bola.
Nos primeiros minutos, Talocha ainda foi conseguindo cortar os caminhos a Gelson, mas foi sol de pouca dura. O jovem avançado dos leões começou a arranjar espaços e depois foi vê-lo, com a bola colada aos pés, começar a entrar na área, servindo os companheiros. Foi assim que Bas Dost apareceu para cabecear, aos 25 minutos, batendo Agayev.
Durante toda a primeira parte, o Sporting mandou no jogo. William e sobretudo Adrien controlaram na zona de construção de jogo. Gelson, Campbell, Bruno César  e Bas Dost mexiam o jogo na frente.
E, só nos minutos finais da primeira parte o Boavista começou a chegar com perigo à área adversária.Fábio Espinho quase surpreendia Patrício com uma bola que bateu no poste e depois ainda sobrou para Carlos Santos, que rematou por cima.
A segunda parte trouxe um jogo com um ritmo mais pausado, mas a mesma tendência: o Sporting atacava, o Boavista não conseguia sair muitas vezes do seu meio campo.
Mas, apesar de criarem perigo, os leões não estavam a marcar e a vantagem ameaçaria tornar-se curta nos minutos finais.
Até lá, Campbell rematou para uma grande defesa de Agayev, Bruno César atirou à trave, e Bas Dost esteve a milímetros de controlar isolado frente ao guarda-redes axadrezado. Mas o quase não conta e o marcador continuou a apontar 1-0.
O Boavista começou então a soltar-se mais, a sacudir a pressão que o empurrava para trás e a chegar junto à baliza de Patrício. Aos 84 minutos, um cruzamento que Renato Santos para a área só não chegou a Schembri junto à baliza, porque Coates cortou para canto.
Logo a seguir, o árbitro mostrou o segundo amarelo a Rúben Semedo por uma falta num lance com Schembri e, se o Sporting já não estava com o total domínio do jogo nessa altura, passou a estar numa situação ainda pior.
Os últimos minutos dos leões foram passados a tentar que o tempo passasse,de salientar uma grande penalidade contra o Sporting por falta de Coates sobre Schembri e num livre de Renato Santos em que o guardião sportinguista entrou com o esférico para dentro da baliza o que fez valer alguns amarelos por demora na marcação de lançamentos. O relógio acabou por ser amigo e o jogo terminou sem que o Boavista conseguisse fazer o tão ansiado golo.
Os leões levam assim os três pontos num jogo que passou do controlo ao descontrolo em poucos minutos. O Boavista sofre a primeira derrota para o campeonato sob o comando de Miguel Leal.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Antevisão Boavista FC - Sporting CP


BOAVISTA FC – Sporting CP
SÁBADO, 26 DE NOVEMBRO ÀS 18:15

Preços dos bilhetes:
Sócios:
Nascente Nível 1- 5€*
Topo Sul Nível 1 - 5€*

Acompanhantes de Sócio - 10€ (disponível apenas para sócios contribuintes - 1 por associado, desde que munidos de um cachecol ou adereço do Boavista Futebol Clube).
Poente Nível 1 - Associados com Lugar Cativo Época 2015/2017*

Público:
Bancada Norte Nível 1- 25€
Bancada Norte Nível 2 - 20€
Tribuna VIP: 50€

De modo a evitar aglomeração nas portas, solicitamos aos nossos Associados e demais interessados que compareçam o mais cedo possível ao jogo.

Vamos começar desde cedo a preparar o apoio ao nosso BOAVISTA!

Horários bilheteiras: segunda a sexta: 9:30-12:30 das 14-18
Sábado das 9:30 até ao intervalo do Jogo.

Todos os associados deverão vir munidos com o bilhete para o referido encontro ou cartão temporada. Deverão ainda, fazer-se acompanhar, também, do Cartão de Associado e Bilhete de identidade ou cartão de cidadão ou outro documento identificativo com fotografia (passaporte ou carta de condução)

domingo, 20 de novembro de 2016

Eliminados da Taça de Portugal

BOAVISTA FC-1 GUIMARÃES-2
Taça de Portugual 4ºEliminatoria 2016-2017
Após Prolongamento
20 de Novembro de 2016 - 19H15
Estádio do Bessa Século XXI
Árbitro:Jorge Sousa(A.F.Porto)

GR:Kamran Agayev    GR:João Miguel Silva
DD:Edú Machado   DD:Bruno Gaspar
 DC:Nuno Henrique DC:Josué Sá
DC:Lucas Tagliapietra  DC:Pedrão
DE:João Talocha DE:Rúben Ferreira
MC:Idrís Mandiang  MC:Rafael Miranda(João Aurélio 81')
 MC:Fábio Espinho MC:João Pedro
MC:Carraça(Bernardo Tengarrinha 63') MC:Tozé(Bernard Mensh 66')
ED:Iuri Medeiros(Phillipe Sampaio 90') ED:Hernâni(Paolo Hurtado 90')
EE:Renato Santos EE:Raphinha
PL:André Schembri(Erivelto Silva 77')  PL:Tiquinho Soares

Treinador:Miguel Leal               Treinador:Pedro Martins

Golos: Tiquinho Soares 27'(g.p),André Schembri 56' e Paolo Hurtado 118'.

Cartões Amarelos:Rúben Ferreira 31',Hernâni 39',Lucas Tagliapietra 49',Rafael Miranda 70',Erivelto Silva 80',Nuno Henrique 84',Lucas Tagliapietra 90',Idrís Mandiang 100',Kamran Aghayev 110',Fábio Espinho 116'.

Cartões Vermelhos: Lucas Tagliapietra 90' e Idrís Mandiang 120'


Foi preciso ir a prolongamento para Boavista e V. Guimarães decidirem quem seguia para os oitavos de final da Taça de Portugal. Foi um golo de Hurtado de bola parada a decidir a eliminatória aos 118 minutos de um jogo vivo, dentro e fora de campo, com boa casa, e futebol bem disputado. A altura da prova rainha do futebol português… até ao apito final, já que as cenas que se seguiram depois foram lamentáveis.
Foi a equipa da casa a criar a primeira situação real de perigo, com um cabeceamento de Talocha, na marcação de um canto, a fazer a bola passar ligeiramente por cima da baliza de Miguel Silva.
Mas seria o Vitória o primeiro a fazer mexer o marcador. Aos 26 minutos, o árbitro assinalou grande penalidade por mão de Carraça. A bola ressaltou num lance com João Pedro na área e a bateu no braço do jogador do Boavista. Chamado a converter, Soares mostrou-se frio e implacável. Guarda-redes para um lado, bola para o outro. E estava feito o 1-0.
O Boavista quis responder ao golo, aumentou o pendor atacante, o que também deu mais espaços aos vitorianos. Com Tozé a mostrar o porquê de ter sido escolha para o onze, furando pelo meio campo boavisteiro, chegando a dar alguns nós a Idris, e jogando depois com Soares, Raphinha e Hernâni, o Vitória ia tendo bastante presença no último terço do terreno boavisteiro.
Aos 37 minutos, Josué tentou a sorte de longe e fez a bola passar junto ao poste, Hernâni furou pela área e valeu ao Boavista que Lucas e Talocha o apertaram de imediato, tendo um deles conseguido fazer o corte.
A segunda parte prometia muito e não falhou. O jogo manteve-se vivo, de ritmo elevado, com os homens da casa a mostraram que não queriam ficar pelo caminho.
Idris foi conseguindo superiorizar-se a Tozé no meio campo. Carraça, que acabaria por sair depois do golo, mostrou-se fortíssimo nas recuperações de bola. Iuri Medeiros, que já tinha feito uma boa primeira parte, ia, a par com Renato Santos e Fábio Espinho, colocando a bola na frente e o golo parecia ser inevitável.
Aos 50 minutos, num cruzamento para a área vitoriana, onde estava Schembri, o árbitro assinalou grande penalidade por alegada mão de Bruno Gaspar. Schembri ainda conseguiu colocar a bola na baliza de Miguel Silva, mas o jogo já estava interrompido. Só que, depois de conferenciar com os assistentes decidiu (e bem, como mostram as imagens televisivas) anular a grande penalidade. O defesa vitoriano não toca realmente com a mão na bola.
O lance caricato não perturbou os boavisteiros. Logo a seguir, o mesmo Schembri, de calcanhar, a atirar junto ao poste e Miguel Silva a defender. Mas logo a seguir, na sequência de um canto, Iuri a colocar a bola na área, Henrique tenta chegar, mas não consegue, e Schembri, que recebe meio de costas, remata para o fundo da baliza, perante a passividade de Miguel Silva.
O guardião vitoriano acabaria depois por voltar a mostrar a sua qualidade ao defender um remate fortíssimo de Renato Santos de fora da área, num momento em que o Boavista aparecia constantemente na área adversária.
Mas, apesar de andar muito arredado da área do Boavista, a cinco minutos dos 90, o golo do Vitória podia ter acontecido mesmo. Num livre traiçoeiro que toda a gente deixou passar, Agayev desviou para o pé direito de Josué. Surpreendido, o defesa atirou ao lado.
Logo a seguir foi Hernâni a fazer a bola rasar o poste, tirando o fôlego aos cerca de quatro mil adeptos vitorianos presentes no Bessa.
Os últimos minutos foram, aliás, asfixiantes. O golo parecia poder surgir a qualquer momento e foi Agayev quem teve que aguentar o sufoco. Já nos descontos, uma falta de Lucas quase em cima da linha da área, leva-o a ver o segundo amarelo, voltando a ser expulso, e deixando a equipa em desvantagem numérica. Raphinha, na conversão, atirou ao lado, mas junto ao poste.
O prolongamento foi inevitável, mas a queda da qualidade de jogo também, não só pelo desgaste físico dos jogadores, mas também pelo facto de o Boavista ter tido que se fechar por estar a jogar com menos um. E, quando parecia que o jogo estava destinado a grandes penalidades, Hurtado, de livre, fez aquilo que o Vitória tanto queria e o Boavista temia: o golo que selou a eliminatória. O livre saiu rasteiro, forte, e Agayev, que até já tinha mostrado o que vale esta noite, acaba por não sair bem na fotografia.
O Vitória segue para os oitavos de final. O Boavista fica pelo caminho. E, já depois do apito final, cenas lamentáveis num desacato entre Miguel Silva e Idris a manchar um jogo de qualidade. O guardião vitoriano terá feito gestos para os adeptos axadrezados, Idris foi pedir explicações e acabou por agredir o adversário, tendo sido expulso.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Taça de Portugal: Antevisão Boavista FC - VSC Guimarães


Taça de Portugal
BOAVISTA FC vs Vitória SC
Domingo, dia 20 de Novembro às 19:15

Sócios
Boavista: 5€**
Publico 10€*

*Excepcionalmente, neste jogo, haverá bilhetes de públicopara adeptos do Boavista a 10€ para bancada Nascente.

Publico Geral
Topo Norte 10€
Tribuna VIP 20€

**Os Associados do Boavista que possuam Lugar Anual, Cativo e Camarote de Associado deverão adquirir Bilhete para o jogo (5€)

sábado, 5 de novembro de 2016

Vitória Importante em Vila do Conde

RIO AVE FC-1 BOAVISTA FC-2
Liga Nós 10ºJornada
5 de Novembro de 2016 - 20h30
 Estádio dos Arcos em Vila do Conde
Árbitro :Manuel Mota(A.F.Braga)




GR:Cássio GR:Kamran Agayev
DD:Pedrinho DD:Edú Machado
 DC:Roderick Miranda DC:Nuno Henrique(Phillipe Sampaio 71')
DC:Marcelo DC:Lucas Tagliapietra
DE:Rafa Soares DE:João Talocha
MC:Alhassan Wakaso(Yazalde 58') MC:Idrís Mandiang
MC:Rúben Ribeiro MC:Carraça(Bernardo Tengarrinha 59')
MC:Tarantini  MC:Fábio Espinho
ED:Héldon ED:Iuri Medeiros(Anderson Carvalho 90')
EE:Gil Dias(Ronan 75') EE:Renato Santos
PL:Guedes(Filip Krovinovic 67') PL:André Schembri
.
Treinador:Nuno Capucho                 Treinador:Miguel Leal


Cartões Amarelos:Alhassan Wakaso 43',João Talocha 74',Phillipe Sampaio 92',Kamran Agayev 94'.Ronan 97' e Héldon 97'.

Golos: Renato Santos 25',Gil Dias 33' e Nuno Henrique 49'.





«Temos de começar por criar os alicerces para que a casa se aguente. Depois vamos pintá-la com as cores de que gostamos e que a tornem mais bonita. No fundo, vamos enfeitá-la.»
Miguel Leal elaborou o plano e a construção está em marcha. O Boavista regressou aos triunfos na Liga e em terreno difícil. Momento de crise para o Rio Ave, em ciclo de sete jogos sem vencer (1-2).
A formação axadrezada marcou, sofreu e marcou novamente. Terminou o jogo a queimar tempo, a defender junto da sua baliza, mas a prática não pode ser condenável perante a proximidade de um triunfo importante.
Agayev é a grande figura deste novo Boavista. Segurou os três pontos e voltou a ser o mais efusivo nos festejos com os adeptos. Veio do Azerbaijão para substituir Mika e conquistou o Bessa.
O Rio Ave tem razões de queixa de Manuel Mota e fez por merecer o empate. Porém, tem culpa própria neste desfecho. Faltam soluções.
Frio em Vila do Conde, a anunciar que o verão já lá vai, moldura humana relativamente interessante para uma noite que puxava para o conforto do lar. Num fim-de-semana em que o clássico FC Porto-Benfica é incontornável cabeça-de-cartaz, outros espetáculos da Liga eram aguardados com expectativas, sobretudo este Rio Ave-Boavista.
Equipas relativamente próximas, no mapa de Portugal e na tabela classificativa. Um Rio Ave em aparente quebra após bom início de temporada, o Boavista a ganhar nova vida com a chegada de Miguel Leal.
O futebol equilibrado mas positivo do homem que chegou ao Bessa traduziu-se numa boa entrada em campo, anunciando uma formação axadrezada com predisposição para discutir o controlo do jogo. Mais tranquilo que o adversário, o onze boavisteiro pressionou alto e superiorizou-se nos primeiros minutos.
A equipa de Nuno Capucho, que trocou Yazalde por Guedes (o melhor marcador do Rio Ave, apenas com 2 golos), foi estabilizando e começou a duvidar de Manuel Mota após um fora-de-jogo tirado a Héldon. Sem margem para dúvidas, porém, foi a carga de Idrís Mandiang sobre Tarantini ao minuto 19. Penálti por assinalar.
Um toque maltês na obra de Renato
Indiferente a esse foco de contestação, o Boavista logrou chegar à vantagem em movimento delicioso. Bola longa, toque inteligentíssimo de Schembri – este maltês não é ponta-de-lança mas tem qualidade de sobra – e Renato Santos a caminhar para a área do Rio Ave. Vendo Cássio adiantado, Renato encheu o pé e marcou um golaço, de meia distância. Para ver e rever.
A equipa da casa acusou o golo. Dividia-se entre a tentativa de resposta e a fúria direcionada para o árbitro. Pouco depois, Rúben Ribeiro fica a pedir mão de Henrique na área. Difícil avaliar. O Rio Ave chegaria ainda assim ao empate, já ao minuto 34, quando Pedrinho cruzou com categoria pela direita e Gil Dias respondeu com um cabeceamento como mandam as regras, de cima para baixo.
O jogo andava assim, animado, por vezes duro (Wakaso viu amarelo por entrada perigosíssima sobre o adversário) e nem o intervalo mudaria o figurino.
Henrique já tinha ameaçado o golo em dois pontapés de canto. À terceira foi de vez. No arranque da etapa complementar, o central foi à área contrária e viu Cássio defender para a frente após canto cobrado por Iuri Medeiros. Henrique agradeceu e empurrou para a baliza.
Nova desvantagem do Rio Ave e carta branca para um ataque desmedido à baliza do Boavista. Héldon teve um falhanço incrível ao segundo poste, com as redes à sua mercê, e os axadrezados responderam com Iuri Medeiros a isolar-se, valendo Cássio a afastar a hipótese do 1-3.
Erro estratégico na corrida contra o tempo
A intranquilidade apoderava-se dos homens de Vila do Conde. Nuno Capucho não quis perder tempo precioso e alargou a frente de ataque com Yazalde. Ainda antes da hora de jogo, Wakaso ia tomar banho e a estratégia passava para um ousado 4x4x2. Essa opção condicionou os movimentos de Rúben Ribeiro e Tarantini, provando ser contraproducente. O Rio Ave piorou.
O Boavista, nessa fase, sentiu-se confortável no jogo.
Esta realidade tornou-se tão evidente que Nuno Capucho decidiu emendar a mão e voltar à estratégia original. Tudo isto em nove minutos. Para recuperar o controlo a meio-campo, lançou Krovinovic mas sacrificou o outro avançado, Guedes. Uma mudança que irritou os adeptos locais.
Com o final do jogo a aproximar-se, o Boavista foi baixando linhas e o Rio Ave montou o cerco. Ronan foi a derradeira arma da equipa de Vila do Conde, uma torre para a área axadrezada, mas as melhores oportunidades estiveram nos pés de Krovinovic. Ao minuto 77, o médio croata atirou a centímetros do poste axadrezado. Aos 82, viu Agayev voar para negar o empate.
Forte pressão mas sem resultados satisfatórios para o Rio Ave, que ainda se queixou de outros lances na área contrária. Yazalde caiu em disputa com Philipe Sampaio e Héldon, já nos descontos, introduziu a bola na baliza mas estaria em fora-de-jogo. Nestes casos, o árbitro parece ter decidido bem.

sábado, 29 de outubro de 2016

Empate na Estreia do Novo Técnico no Bessa

BOAVISTA FC-0 GD ESTORIL-0
Liga Nós 2016-2017  8ºJornada
29 de Outubro de 2016 - 20H30
Estádio do Bessa Século XXI
Árbitro:Luís Ferreira(A.F.Braga)

GR:Kamran Agayev    GR:Moreira
DD:Edú Machado   DD:Mano
 DC:Nuno Henrique DC:João Afonso
DC:Lucas Tagliapietra  DC:Thiago Cardoso
DE:João Talocha DE:Joel
MC:Idrís Mandiang  MC:Eduardo
 MC:Fábio Espinho MC:Afonso Taira
MC:Carraça(Anderson Carvalho 72') MC:Diogo Amado
ED:Iuri Medeiros(André Bukia 81') ED:Matheus Índio(Lucas Farias 87')
EE:Renato Santos EE:Matheus
PL:André Schembri(Erivelto Silva 66')  PL:Kléber(Bruno Gomes 73')

Treinador:Miguel Leal               Treinador:Fabiano Soares

Cartões Amarelos:Nuno Henrique 58'.



Estoril e Boavista não foram além de um empate este sábado no Bessa, num encontro em que cada uma das equipas dominou um dos tempos e que terminou com uma pressão intensa dos axadrezados, numa fase em que os estorilistas já só tentavam segurar o ponto.
Naquele que foi o primeiro jogo de Miguel Leal em casa, desde que assumiu o comando da equipa. O treinador tinha dito que queria transformar o Bessa numa fortaleza e pediu aos adeptos um clima forte. Essa força pediu também à equipa, apostando num onze sem surpresas, mas com a particularidade de ter colocado Fábio Espinho mais recuado para reforçar controlar a zona de construção de jogo.
Já Fabiano Soares fez algumas mudanças ao onze sabendo que uma vitória permitiria à equipa subir alguns lugares na tabela e, inclusive, ultrapassar o Boavista. Kleber regressou ao onze (tinha entrado na segunda parte no encontro passado) após ter sido afastado dos relvados por uma lesão, e Mano recuperou o lugar na defesa.
Frente a frente duas equipas que precisavam de pontos e, durante quase todo o encontro (o Estoril parece ter desistido a partir de meio da segunda parte) procuraram o golo que não quis chegar. Logo aos 9 minutos a primeira oportunidade de golo. Kléber, a receber na área e, à vontade, a cabecear, com a bola a sair ao lado. Não estava numa noite particularmente inspirada o avançado brasileiro.
O próximo lance de perigo chegaria 15 minutos depois na mesma baliza. Após uma arrancada, Eduardo deixou para Mattheus e isolou-se, esperando que a bola fosse devolvida, mas Mattheus optou pelo remate de longe, que passou ligeiramente por cima da baliza de Agayev. Eduardo, sozinho na área, ficou a queixar-se da opção do companheiro.
Aos 13 minutos Schembri fica caído na área num lance com Thiago Cardoso. O árbitro não assinala grande penalidade, e com razão, já que não é visível nenhuma falta do defesa do Estoril. E o Boavista só viria a chegar com perigo à baliza de Moreira já quase em cima do intervalo, quando Iuri Medeiros rematou à entrada da área, para a defesa do guardião do Estoril.
A segunda parte trouxe mais Boavista ao jogo e mais ocasiões de perigo axadrezadas. Aos 50 minutos, Iuri Medeiros, na conversão de um livre, obrigou Moreira a esticar-se para impedir o golo. Logo a seguir, Lucas aparece na área, ganha ao guarda-redes e atira por cima.
Logo a seguir Kléber aparece na área naquela que foi a única ocasião de perigo dos estorilistas neste segundo tempo, mas Agayev conseguiu agarrar.
Até ao final o Boavista aumentou a pressão e o Estoril encolheu-se tentando segurar o empate. Renato Santos obrigou Moreira a puxar dos galões e tirar uma bola junto ao poste. Erivelto, que entrou para o lugar de Schembri rematou à malha lateral. Já quase em cima do apito final voltou a entrar na área e ficou a queixar-se de uma grande penalidade, mas fica a ideia de que terá tentado aproveitar a proximidade do adversário para ganhar o penálti.
O golo acabou mesmo por não chegar. O Boavista ocupa agora o 9.º lugar com 10 pontos. O Estoril é 16.º com 8 pontos.