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domingo, 14 de agosto de 2022

Liga Bwin 2022-2023: 2ºJornada: Pantera Bem Viva

                                                                 BOAVISTA FC-2

CD SANTA CLARA-1

Liga Bwin 2ºJornada Época 2022-2023

14 de Agosto de 2022 - 15h30
Estádio do Bessa Século XXI
Árbitro:Hélder Malheiro(A.F.Lisboa)

GR:Rafael Bracalli(C) GR:Marco Pereira
DC:Reggie Cannon DD:Pierre Sagna(Andrezinho 79')
DC:Rodrigo Abascal DC:Cristian Tassano
DC:Filipe Ferreira(Martim Tavares 63') DC:Kennedy Boateng
EE:Yanis Hamache DE:Paulo Henrique
MC:Sebastian Pérez MC:Anderson Carvalho(C)(Xavi Quintillà 65')
MC:Gaius Makouta MC:Victor Bobsin(Rodrigo Valente 79')
ED:Pedro Malheiro MC:Bruno Almeida
PL:Luís Santos(Tiago Morais 90') ED:Rildo Amorim(Adriano Fimino 64')
PL:Yusupha Nije PL:Kyosuke Tagawa(Gabriel Silva 64')
PL:Kenji Gorré(Augusto Dabo 90') EE:Allano Lima

Treinador:Petit   Treinador:Mário Silva

Cartões Amarelos:Bruno Almeida 23',Victor Bobsin 28',Cristian Tassano 40',Filipe Ferreira 45'+2',Rildo Amorim 57',Anderson Carvalho 57',Cristian Tassano 91' e Rafael Bracalli 97'.

Cartões Vermelhos: Bruno Almeida 51' e Cristian Tassano 91'.

Golos:Rildo Amorim 34',Yusupha Nije 62' e Martim Tavares 66'.


Martim Tavares, herói improvável! No Bessa, o Boavista somou nova vitória num jogo quente, incerto, com casos e penáltis e com uma expulsão que mudou o rumo dos acontecimentos. No encontro entre os amigos Petit e Mário Silva, o segundo sorria ao intervalo mas chorou no fim, como tinha vaticinado o seu amigo de infância na antevisão. A vitória por 2-1 foi suada, mas merecida, e coloca o Boavista nos líderes do campeonato. É muito cedo, mas é um ótimo indicador para a nova época. E ainda faltam os reforços...

Pantera envenenada

Há uma semana, também com este onze (porque continua a não haver luz verde para reforços), o Boavista entrou mais encolhido contra um Portimonense ofensivo e conseguiu marcar. Ora, esta primeira parte foi um pouco o oposto. Os axadrezados foram melhores, mais ofensivos, mais rematadores... mas menos eficazes.

O Santa Clara só por uma vez acertou na baliza de Bracali, mas chegou para ir para o intervalo com uma vantagem preciosa. Como? Através do génio de Rildo, ainda um desconhecido e que até teve algumas más ações na primeira parte, onde pareceu a uma velocidade reduzida. Menos naquele lance, claro está. Deixou Cannon para trás, encarou Abascal e o próprio Cannon e depois ainda passou por Bracali para marcar. Enfim, o melhor mesmo é ver aqui. Com espaço nos flancos, onde Hamache esteve melhor que Malheiro, houve liberdade para cruzar, mas muito pouca perícia na área para finalizar - Yusupha, que cedo teve um choque aparatoso com um adversário, esteve particularmente desorientado nessa função. Além disso, os vários remates de fora da área não foram tão incómodos assim para Marco. A vantagem era curta e não havia muito conforto para Mário Silva, que voltou a ver o Boavista entrar mais ofensivo no segundo tempo.

Vermelho e sangue novo

A segurança açoriana sofreu um revés pouco depois, quando Bruno Almeida foi expulso. Com 10, passava quase a ser exclusivo defender, apesar das tentativas de Bobsin e Rildo em levar a bola para zonas mais seguras.

Cresceu o Boavista, com naturalidade, e não demorou a chegar ao empate, num cruzamento de Hamache que Yusupha (já mais orientado) desviou para a baliza. Ainda assim, não chegava, pelo que Petit arriscou mudar o sistema, ao tirar um defesa para meter um avançado. Não foi um avançado qualquer, foi o jovem Martim Tavares, que saiu rapidamente do anonimato. Logo na primeira ação, respondeu a um cruzamento de Malheiro na direita e fez a reviravolta, para loucura dos mais de cinco mil que estiveram no Bessa. A partir daí, a equipa geriu com mais calma o jogo, mas sem deixar que o Santa Clara tivesse muita esperança. Bracali praticamente não teve trabalho e ainda viu, do outro lado, um festival de oportunidades: Luís Santos e Gorré estiveram perto de marcar e ainda houve um penálti desperdiçado por Yusupha, que acertou no poste.

domingo, 7 de agosto de 2022

Liga Bwin 2022-2023: 1ºJornada: Vitória Para Os Críticos da Pré-Época

  PORTIMONENSE SC-0

BOAVISTA FC-1

Liga Bwin 1ºJornada Época 2022-2023

7 de Agosto de 2022 - 20h30
Portimão Estádio
Árbitro:Claúdio Pereira(A.F.Aveiro)
                                                                                                                  

GR:Samuel Portugal GR:Rafael Bracalli(C)
DE:Filipe Relvas DC:Filipe Ferreira
DC:Moustapha Seck DC:Rodrigo Abascal
DC:Willyan Rocha DC:Reggie Cannon
DD:Fahd Moufi(Zié Ouattara 90') EE:Yanis Hamache
MC:Henrique Jocú(Luquinha 53') MC:Sebastien Peréz(Ilija Vukotic 96')
MC:Pedro Sá(C)(Rui Gomes 65') MC:Gaius Makouta
MC:Paulo Estrela(Ewerton 65') ED:Pedro Malheiro
EE:Anderson Oliveira(Wiliton Aponzá 90') PL:Kenji Gorré(Tiago Morais 65')
PL:Yago Cariello PL:Yusupha Nije
ED:Welinton Júnior PL:Luís Santos(Augusto Dabo 96')

Treinador:Paulo Sérgio    Treinador:Petit


 Cartões Amarelos:Anderson Oliveira 45',Yusupha Nije 61',Pedro Sá 62' e Ewerton 96'.

Golos:Yusupha Nije 9'.


As casas de apostas apontavam noutro sentido e, se calhar, a lógica também. Petit perdeu vários elementos preponderantes da época passada e ainda não pôde ter os reforços inscritos, mas nem por isso o Boavista se apresentou cabisbaixo em Portimão. Foi matreiro, às vezes pareceu dominado, contou com um veterano de alto calibre e, acima de tudo, foi mais eficaz. Por isso, entrou no campeonato a vencer. Yusupha fez o único golo, cedo no jogo, a equipa passou por alguns momentos de aperto, sobretudo na primeira parte, mas o intervalo criou uma distância maior entre as tentativas de finalização dos algarvios e a baliza de Bracali. No fim, três pontos que até podem não condizer com o resumo televisivo (onde há mais oportunidades para Welinton e companhia), mas que assentam bem a quem soube sofrer e ser solidário para acabar feliz. Num bom jogo de futebol.

Golo simples, resposta complexa

Quando o jogo começou, percebeu-se que o Portimonense queria mandar nele e também se percebeu que o Boavista não fazia questão de o contrariar. Sóbria e controlada, como tinha de ser tendo em conta as muitas ausências (ainda não inscreveu os sete reforços), a equipa de Petit não demorou muito a tirar proveito disso mesmo, num lance em que houve bola longa, duelo ganho e espaço aproveitado nas costas da defesa algarvia. Yusupha, também ele apontado ao boletim de ausências, recuperou em muito boa hora para dar vantagem à pantera.

O Portimonense tinha entrado mais acutilante e não demorou a voltar à carga, quase sempre por Welinton, o mais irreverente da equipa e, não por acaso, o mais rematador. Foi quem mais viu Bracali intervir e foi também quem percebeu que os 41 anos do guarda-redes não são, de todo, sinónimo de decréscimo de qualidade. Em 4x3x3, Paulo Sérgio apresentou uma equipa com três médios de características defensivas, mas que não o foram. Paulo Estrela colecionou bons passes, pouco aproveitados, e Pedro Sá foi pisando muito espaço diferente em campo, ora no começo da construção, ora a aparecer decidido na área. A somar a essa dinâmica, dois reforços: Seck cruza muito bem, ficou isso bem patente nas boas bolas que nasceram da esquerda (bem melhores que as de Moufi à direita) e Yago é muito batalhador e possante, um pouco a fazer lembrar Beto, até por também vir de campeonatos inferiores, embora com notórios indícios de ainda ter muito para aprender. Com tudo isto, o Boavista lidou globalmente bem. Abascal foi sendo o elemento mais autoritário nas vezes em que a bola não chegou a Bracali, ao passo que Makouta e Seba Pérez se entenderam como de costume no meio-campo. Houve pouco Luís Santos, a novidade, e Pedro Malheiro, à direita, e soube bem ver Hamache à esquerda - não se sabe se sai ou não, mas é inegável que acrescenta muito à equipa. Na segunda parte, o Boavista acertou posicionamentos e, por muitos remates que o Portimonense tenha feito, a sensação que ficou é que esses foram em zonas menos prometedoras do que na primeira parte.

Depois, aos poucos, os axadrezados foram soltando contra-ataques, com Luís Santos a crescer bastante, mas a não ser bem acompanhado: Yusupha estava visivelmente fatigado, o que se percebe, e Gorré esteve num dia «não». Não foi por acaso que foi o primeiro a sair e que Tiago Morais foi a jogo, precisamente para tentar ajudar o colega português a esticar o jogo. Luís Santos podia ter marcado, Yago também cheirou o golo em mais uma bela intervenção de Bracali e Julio Dabo marcou mesmo, no que seria uma estreia absolutamente memorável, mas que foi anulada por fora de jogo. Em jogo está o Boavista, com uma boa entrada no campeonato. Segue-se o Santa Clara, com a dúvida: já se verão reforços? Petit preferirá, certamente, mas está visto que não faz disso um problema.

Liga Bwin 2022-2023: 1ºJornada:Antevisão Portimonense SC- Boavista FC

 


sábado, 14 de maio de 2022

Liga Bwin 2021-2022: 34ºJornada: Grande Final de Época! Orgulho Nem com o VAR Sempre Avariado Nos Derrubam!


  CD TONDELA-2

BOAVISTA FC-2

Liga Bwin 34ºJornada Época 2021-2022

14 de Maio de 2022 - 15h30
Estádio João Cardoso em Tondela(Viseu)
Árbitro:Artur Soares Dias(A.F.Porto)



GR:Pedro Trigueira GR:Rafael Bracalli(C)
DC:Modibo Sagnan(Bebeto 73') DC:Reggie Cannon(Manuel Namora 92')
 DC:Eduardo Quaresma DC:Jackson Porozo
DC:Manu Hernando DC:Rodrigo Abascal
EE:Neto Borges EE:Yanis Hamache
MC:Pedro Augusto(Tiago Dantas 73') MC:Gaius Makouta
MC:Iker Unbarrena(João Pedro 59') MC:Sebastian Perez(Ilija Vukotic 92')
ED:Tiago Almeida ED:Pedro Malheiro
PL:Juan Manuel Boselli(Renat Dadashov 59') PL:Yusupha Nije(Jeriel de Santis 96')

PL:Salvador Agra(Sessi D'Almeida 83') PL:Kenji Gorré(Luís Santos 92')
PL:Rafael Barbosa PL:Paul-Georges Ntep(Nathan Santos 64')

Treinador:Nuno Campos    Treinador:Petit

Cartões Amarelos:Kenji Gorré 32',Neto Borges 52',Gaius Makouta 70' e Pedro Malheiro 88'

Golos:Modibo Sagnan 40',Kenji Gorré 51',João Pedro 77' e Yusupha Nije 87'.

É o adeus. Conseguiu reerguer-se várias vezes desde que subiu de divisão, mas, este sábado, o Tondela viu confirmada a descida ao segundo escalão com o empate diante do Boavista (2-2), sendo que o Moreirense cumpriu a sua missão e venceu o Vizela por 4-1. Os beirões tiveram em vantagem por duas vezes, mas deixaram-na escapar em momentos cruciais no jogo, tendo o golo de Yusupha sentenciado o destino do adversário, que ainda tem a final da Taça em disputa.

Na cabeça de Sagnan

O Tondela jogava a segunda vida nesta edição do campeonato. Do outro lado, um Boavista tranquilo, com algumas mudanças, mas sem nada em jogo. Ainda numa fase precoce do jogo, os burburinhos começaram a surgir. Em Moreira de Cónegos, uma expulsão do Vizela aos três minutos deixou o João Cardoso preocupado.

A tensão sentia-se no ar. Os beirões, cautelosos, optaram por manter a estratégia do bloco médio-baixo e ripostar nos contra-ataques. A equipa de Nuno Campos foi, na verdade, a mais perigosa, e teve várias ocasiões para marcar, mas a baixa intensidade na pressão alta fez com que Trigueira tivesse de vestir o fato-macaco, até porque o Boavista nunca desligou a ficha. O resultado que vinha de Moreira de Cónegos era preocupante e os golos surgiam quase em catadupa. O golo era urgente. Rafael Barbosa sentiu a pressão e falhou num momento decisivo, permitindo que, na recarga, Porozo evitasse, de forma hercúlea, o 1-0. O Tondela nunca deixou de o procurar, é certo. A alma de Agra nunca deixou de contagiar os restantes companheiros e, na sequência de uma bola parada, Sagnan aproveitou um remate incompleto de Quaresma para provocar a explosão no estádio.

Coração nas mãos

O Boavista nunca desligou a ficha e a reentrada em campo provou-o. Aproveitou um Tondela adormecido para empatar e criar ainda mais tensão entre os jogadores da casa.

Aparentemente, os tondelenses pareciam satisfeitos com o 1-0 e a postura não mudou muito em relação à primeira parte. A diferença esteve na dificuldade em pressionar (novamente) e em criar lances de perigo. Logo a seguir, o VAR invalidou um penálti previamente assinalado pelo árbitro e o estádio respirou de alívio, já que de Moreira de Cónegos não havia sinais de abrandamento. João Pedro foi a tempo de alimentar a esperança dos anfitriões com um remate colocado fora da área, mas a sensação não era de total segurança. Os adeptos empolgaram-se, Nuno Campos refrescou a equipa e, perto dos noventa, um ataque rápido pela esquerda permitiu uma finalização certeira e fatal de Yusupha. O Tondela tudo teve e tudo perdeu. O Moreirense, de Sá Pinto, vai ter uma segunda oportunidade.

sexta-feira, 6 de maio de 2022

Liga Bwin 2021-2022: 33ºJornada: Clássico Intenso na Despedida do Bessa Desta Época!


                                                         BOAVISTA FC-1

VSC GUIMARÃES-1

Liga Bwin 33ºJornada Época 2021-2022

6 de Maio de 2022 - 20h15
Estádio do Bessa Século XXI
Árbitro:Nuno Almeida(A.F.Algarve)

GR:Rafael Bracalli(C) GR:Bruno Varela
DC:Reggie Cannon DD:Miguel Maga
DC:Jackson Porozo DC:Abdul Mumin
DC:Rodrigo Abascal DC:André Amaro
EE:Filipe Ferreira(Paul-Georges Ntep 68') DE:Rafa Soares
MC:Javi Garcia MC:Ibrahima Bamba(Alfa Semedo 81')
MC:Gaius Makouta MC:Tiago Silva
ED:Pedro Malheiro(Nathan Santos 68') MC:Nicolas Janvier(Dani Silva 69')
PL:Luís Santos(Yusupha Nije 40') ED:Rúben Lameiras(Nélson da Luz 61')
PL:Kenji Gorré(Tiago Morais 92') PL:Óscar Estupiñan(Bruno Duarte 68')
PL:Yanis Hamache EE:Rochinha(C)(Ricardo Quaresma 81')

Treinador:Petit   Treinador:Pepa

Cartões Amarelos:Abdul Mumin 32',Ibrahima Bamba 45'+2',André Amaro 63',Paul-Georges Ntep 71',Abdul Mumin 76' e Nathan Santos 94'.

Cartões Vermelhos:Abdul Mumin 76'.

Golos:Óscar Estupiñan 25' e Paul-Georges Ntep 70'.


Foi uma noite de jogo grande no estádio do Bessa. Com um ambiente memorável nas bancadas (foram 12.714), o clássico entre Boavista e Vitória Sport Clube, da 33ª jornada da Liga bwin, terminou com um empate (1-1) que conta a história em duas partes: a primeira foi dos vimaranenses, a segunda das panteras. 

A esperança superou a tranquilidade

Em jogo, para além do orgulho de uma rivalidade com décadas, estava, sobretudo, a esperança vitoriana de ainda conseguir chegar ao tão desejado 5º lugar no sprint final deste campeonato. Ainda que diretamente dependentes do Gil Vicente, a equipa de Pepa tinha obrigatoriamente de cumprir o seu papel. E foi essa necessidade que acabou por se notar no relvado do Bessa. Sem ser brilhante, o Vitória SC foi mais afoito e mais ativo. Com Rochinha recuperado, foi do extremo a primeira ameaça (6'), ainda que sem perigo efetivo para Bracali. Bem mais perigosa foi a dupla ocasião do minuto 19, quando o capitão das panteras travou um primeiro remate de Rafa Soares (que teve todo o tempo do mundo) e, na «ressaca», viu o remate de Janvier tirar tinta ao poste. A superioridade vitoriana foi-se tornando inevitável com o passar dos minutos e, por isso, a vantagem assentou bem à história do jogo. Estupiñán, que pode estar de saída do «berço», continua a ser vital e foi dele o cabeceamento fulgurante ao primeiro poste após canto de Tiago Silva; Bracali ficou «colado» ao relvado e aos 25 minutos ficou desfeito o nulo na cidade do Porto. Foi um Boavista menos vistoso e mais aflito nos seus processos. As baixas pesaram, e muito; desde logo a de Petit no banco. Mas foi a ausência de Musa que fez mais estragos nos axadrezados, porque os golos e a qualidade do croata como homem da frente são essenciais, mas também porque obrigou Kenji Gorré a assumir esse papel, onde teve dificuldades.

Mexida acordou a pantera

E sem Musa no meio e Gorré na linha, onde é fortíssimo, o Boavista não «carburou» como se esperava. Pelo menos, até à mudança, ainda dentro da primeira parte. Petit, à distância, percebeu essa problemática e mexeu; sacrificou Luís Santos e lançou Yusupha, devolvendo, com isso, Gorré ao seu habitat natural. E, como que por «magia», a pantera rugiu à frente. Foi impressionante a influência do extremo a partir do flanco. Gorré tirou adversários do caminho em velocidade - porque voltou a ter o espaço para a aplicar - e no primeiro quarto de hora da segunda parte serviu colegas e empolgou a plateia. O trabalho, aos 47 minutos, na esquerda acabou com Hamache a cabecear para uma defesa apertadíssima de Bruno Varela.  Houve jogo. O dedo vindo do banco, corrigindo a imperfeição no alinhamento inicial, deu a alma e a eletricidade final a um jogo que passou a ser em dois sentidos. Com Rochinha (48') e Rafa Soares (50') a produzirem perigo de um lado, Hamache e, sobretudo, Yusupha (66') do outro responderam à altura; o remate do avançado boavisteiro esbarrou mesmo no poste, perante um Varela batido. Por tudo isto, o momento do minuto 69, tal como o golo vitoriano na primeira parte, escreveu justiça. Perante o maior caudal ofensivo, Ntep, que tinha entrado no minuto anterior, finalizou para dar o empate ao Boavista. E quando Mumin foi expulso (76'), a pantera carregou ainda mais. Gorré, Makouta e Ntep, nesses minutos, podiam ter dado a vitória aos axadrezados, mas Varela mostrou-se à altura - defesa estratosférica no último lance da partida. Contas feitas, o Boavista, que já tinha a sua vida resolvida, somou mais um jogo sem derrota na era Petit. O Vitória, esse, agarra-se à derradeira esperança de uma derrota do Gil Vicente na receção ao Tondela para discutir a questão do 5º lugar no último jogo da temporada.

domingo, 1 de maio de 2022

Liga Bwin 2021-2022: 32ºJornada: Manutenção Garantida

        MOREIRENSE FC-1 

BOAVISTA FC-2

Liga Bwin 32ºJornada Época 2021-2022

1 de Maio de 2022 - 18h
Estádio Comendador Joaquim Almeida de Freitas em Moreira de Cónegos(Guimarães)
Árbitro:Tiago Martins(A.F.Lisboa)


GR:Mateus Pasinato GR:Rafael Bracalli(C)
DD:Paulinho(Rúben Ramos 78') DC:Reggie Cannon
 DC:Pablo Santos DC:Jackson Porozo
DC:Lazar Rósic(C) DC:Rodrigo Abascal
DE:Godfried Frimpo(Galego 78') MC:Sebastien Pérez(Nathan Santos 80')
MC:Sori Mané MC:Ilija Vukotic(Yanis Hamache 71')
EE:Pedro Amador(André Luís 66') MC:Gaius Makouta
ED:Matheus Silva(Rodrigo Conceição 66') EE:Filipe Ferreira
PL:Kevin Mirallas(Gonçalo Franco 39') PL:Petar Musa
PL:Rafael Martins PL:Kenji Gorré(Javi Garcia 80')

Treinador:Sá Pinto    Treinador:Petit

Cartões Amarelos:Petar Musa 23',Ilija Vukotic 41',Pedro Malheiro 45+2',André Luís 68',Petit 72'(Treinador do Boavista),Jefferson Júnior 76',Sori Mané 82',Petar Musa 90',Gonçalo Franco 95' e Rafael Bracalli 97'.

Cartões Vermelhos: Petar Musa 90',Sebástian Pérez 90'(Banco de Suplentes),Paulinho 90'(Banco de Suplentes) e Petit 90'(Treinador do Boavista)

Golos:Kenji Gorré 20',Rafael Martins 88' e Petar Musa 90'.


Num duelo entre duas equipas que vestem de xadrez, sensações bem diferentes. O Boavista voltou às vitórias e assegurou matematicamente mais uma época de Liga Bwin. O Moreirense afundou-se de forma bastante perigosa e precisa cada vez mais da calculadora, já que a margem de erro acabou, com vista aos lugares de manutenção direta. Num jogo onde Sá Pinto pôde lamentar as várias ausências, a equipa esteve muito tempo a perder, chegou ao empate perto do fim, só que no minuto seguinte viu Musa fazer o segundo, antes de ser expulso.

Não é vontade, é confiança

Mesmo não estando a atravessar o melhor momento da época (até era o pior desde o regresso de Petit, em termos de resultados), foi notória a diferença entre as equipas em termos de confiança, o que foi totalmente agudizado pelo golo de Gorré, numa boa pressão axadrezada e conclusão do novo carregador do piano boavisteiro, depois da saída de Sauer.

O Moreirense entrou melhor e também acabou melhor a primeira parte. Paulinho podia ter marcado a abrir, Rafael Martins a fechar. O problema foi o longo período intermédio, no qual o Boavista foi sempre muito mais concreto nas suas ações, sem dar espaços à criação cónega e explorando a precipitação constante de alguns jogadores - Jefferson, por exemplo, esteve bem mais errático do que o habitual e isso foi prejudicial à equipa. A situação pontual ajuda a explicar a tal falta de confiança, mas não foi razão única. Artur Jorge, Derik e Walterson (por castigo), para além do lesionado Yan Matheus, fizeram com que as soluções de Sá Pinto fossem diferentes do habitual, com o treinador a optar por jogar com os laterais Paulinho e Pedro Amador mais subidos no terreno. O problema nem esteve tanto aí, esteve sim na retaguarda e na fraca capacidade de leitura posicional de alguns elementos, com especial incidência para o lado direito da defesa (com Gorré pela frente, não houve fórmula certa para travar as investidas das panteras) e no ataque, onde Sori Mané baixava para marcar Musa, muitas vezes mais poderoso nas divididas para depois servir a equipa.

O meio-campo foi globalmente ganho pelas panteras, que o povoaram com três em vez de dois, como tem sido habitual - Vukotic com Seba Pérez e Makouta. E só com a lesão de Mirallas e entrada de Franco o Moreirense foi capaz de melhorar nesse setor, daí o bom fecho de primeira parte. Mas era preciso mais. A plateia, também ela ansiosa mas sempre ruidosa, ia tentando ajudar, só que teriam de ser as palavras de Sá Pinto ao intervalo a fazer a diferença.

Futebol e folclore

A tendência inverteu-se na segunda parte. Apesar do bom pontapé de Musa que quase dava no 0-2, logo a seguir o Moreirense teve duas ótimas oportunidades e apoderou-se do meio-campo contrário O Boavista viu-se forçado a recuar, mas não se deu mal nesse papel. Apesar de sair poucas vezes para o ataque, conseguiu controlar as tentativas do adversário no último terço na última meia hora. Sá Pinto mexeu na equipa, tentou soluções vindas do banco - onde não abundavam, é verdade - e fez pela vida, só que, por vezes, faltou qualidade. Por isso, quando o empate apareceu, numa boa jogada dos cónegos, soou a benesse, logo desaproveitada em seguida, quando Musa ganhou aos adversários, passou pelo guarda-redes, marcou e... foi expulso. Tiago Martins entendeu que o avançado provocou os adeptos da casa, deu-lhe o segundo amarelo e o momento motivou uma série de cartões vermelhos para os bancos, com Petit incluído. Um momento que estragou o espetáculo e que não teve inocentes: os intervenientes excederam-se, o árbitro também não soube controlar as emoções da melhor maneira.

segunda-feira, 25 de abril de 2022

Liga Bwin 2021-2022: 31ºJornada: Constantemente A(VAR)iado

                                                                                                                                                                   BOAVISTA FC-0

SPORTING CP-3

Liga Bwin 31ºJornada Época 2021-2022

25 de Abril de 2022 - 20h30
Estádio do Bessa Século XXI
Árbitro:Manuel Mota(A.F.Braga)

GR:Rafael Bracalli(C) GR:Antonio Adán
DC:Reggie Cannon DC:Luís Neto
DC:Jackson Porozo DC:Sebástian Coates(C)(Zouhair Feddal 77')
DC:Rodrigo Abascal DC:Gonçalo Inácio
EE:Filipe Ferreira(Yanis Hamache 74') EE:Nuno Santos(Rúben Vinagre 69')
MC:Ilija Vukotic(Tomás Reymão 69') MC:João Palhinha
MC:Gaius Makouta MC:Matheus Nunes(Manuel Ugarte 56')
ED:Nathan Santos(Yusupha Nije 60') ED:Ricardo Esgaio
PL:Pedro Malheiro PL:Marcus Edwards
PL:Kenji Gorré(Luís Santos 74') PL:Pablo Sarabia(Daniel Bragança 77')
PL:Jeriel de Santis(Paul Georges Ntep 74') PL:Pedro Gonçalves(Bruno Tabata 69')


Treinador:Petit   Treinador:Rúben Amorim

Cartões Amarelos:Kenji Gorré 23',Luís Neto 35',Gonçalo Inácio 79' e Rodrigo Abascal 82'.

Golos:Matheus Nunes 37',Rodrigo Abascal 58'(A.G.) e Bruno Tabata 83'(g.p)


No dia mais emblemático do nosso país, a noite poderia ter sido de festa para o FC Porto, mas foi o Sporting que acabou com mais motivos para sorrir. No Bessa, a formação de Rúben Amorim venceu o Boavista por uns tranquilos 0-3, com a turma de Petit a realizar uma exibição longe das que tem habituado nos últimos tempos. Os leões venceram com justiça e passaram a ficar mais perto do objetivo primordial do segundo lugar. Mas de Braga também vieram bons ventos...

Matheus traçou a rota...

O Sporting entrou no Bessa já a saber da impossibilidade do FC Porto festejar o título de campeão esta noite devido à derrota em Braga. Psicologicamente, esse conforto deu azo a menos precipitação e nervosismo, mesmo que do lado oposto estivesse outro felino disposto a provocar feridas em combate. A primeira parte num modesto Estádio do Bessa não deslumbrou e o sentido foi praticamente o mesmo: Sporting a ter bola e a procurar ferir nas investidas ofensivas. O Boavista foi evitando grande parte delas graças ao bom sentido posicional da sua linha defensiva, sendo que o meio-campo, órfão da técnica e qualidade de Seba Pérez, não esteve particularmente forte na marcação. Baralhando as marcações, o trio móvel dos leões (Pote-Sarabia-Edwards) foi galgando metros com o apoio dos alas, permitindo várias aproximações à área de Bracali.

O quarentão, de facto, teve mais trabalho do que Adán, que viu um susto resolver-se com um grande corte de Neto, além das arrancadas de Kenji Gorré que encontraram, após alguns avanços, oposição à altura nos momentos decisivos. Se Pote não teve discernimento para empurrar a bola para o fundo das redes, a missão coube a Matheus Nunes, com um remate colocado à entrada da área, dar a vantagem mínima aos leões ao intervalo, com Bracali ainda a esticar-se para afastar um belo remate de Sarabia.

... Autogolo terminou-a

Era preciso mais valentia, mais acutilância e melhores decisões. A postura do Boavista mudou ligeiramente, até porque conseguiu aproximar-se da baliza verde e branca mais vezes, mas o Sporting voltou a sentir-se confortável. O ritmo não subiu muito e a qualidade muito menos, pelo que, retirando um remate perigosíssimo de Makouta perto do poste, o primeiro ponto alto da segunda parte acabou por ser um autogolo de Abascal na tentativa de cortar um cruzamento de Marcus Edwards. As substituições trouxeram frescura necessária para o resto do encontro e Tabata acabou por ser o único com influência direta no resultado com uma grande penalidade sofrida e convertida na reta final. Com o triunfo, o Sporting ficou mais perto de segurar o segundo lugar e reduziu para seis pontos em relação ao líder FC Porto.

sábado, 16 de abril de 2022

Liga Bwin 2021-2022: 30ºJornada: Derrota na Madeira

                       CS MARÍTIMO -4

BOAVISTA FC-0

Liga Bwin 30ºJornada Época 2021-2022

16 de Abril de 2022 - 18h
Estádio dos Barreiros na Ilha da Madeira
Árbitro:Gustavo Correia(A.F.Porto)

 

GR:Paulo Victor GR:Rafael Bracalli(C)
DD:Claúdio Winck DC:Reggie Cannon
 DC:Matheus Costa DC:Jackson Porozo
DC:Zainadine Júnior DC:Rodrigo Abascal
DE:Vítor Costa ED:Filipe Ferreira
MC:Iván Rossi MC:Sebastien Pérez(Tomás Reymão 80')
MC:Bruno Xadas(Rafik Guitane 64') MC:Ilija Vukotic(Yusupha Nije 55')
MC:Pedro Pelágio(Diogo Mendes 64') MC:Gaius Makouta
PL:Edgar Costa(C)(Miguel Sousa 76') EE:Luís Santos(Tiago Morais 55')
PL:Joel Tageau(Ali Alipour 83') PL:Petar Musa(Jeriel de Santis 80')
PL:Henrique Rafael(André Vidigal 76') PL:Kenji Gorré(Manuel Namora 71')

Treinador:Vasco Seabra    Treinador:Petit

Cartões Amarelos:Sebastien Pérez 16',Joel Tageau 21',Vítor Costa 32',Iván Rossi 32',Filipe Ferreira 45'+1,Pedro Pelágio 55',Joel Tageau 63',Petar Musa 71',Jeriel de Santis 81' e Jackson Porozo 85'.

Cartões Vermelhos: Tiago Morais 72'.

Golos:Matheus Costa 41',Joel Tageau 45'+3',Joel Tageau 63'(g.p) e Joel Tageau

A alcunha é «Cruel» e o Boavista bem o sabe. Num jogo onde Joel Tagueu dominou e fez um hat-trick, o pragmatismo do Marítimo foi o suficiente para golear uns axadrezados desinspirados por 4-0. Vasco Seabra e os seus comandados regressaram, assim, às vitórias. À entrada para esta jornada, Marítimo e Boavista tinham exatamente os mesmos pontos e queriam dar um pontapé na onda de resultados recentes para dar um passo de gigante rumo à manutenção na Liga Portugal bwin. Vasco Seabra mudou o desenho do ataque e chamou ao onze Edgar Costa, Bruno Xadas e Henrique Rafael para fazerem companhia a Joel, enquanto Petit fortaleceu o meio-campo com a chamada de Makouta.

Pragmático e feliz

Sem contar já com Sauer - que foi transferido para o Botafogo -, Petit apostou no reforço do seu meio campo e chamou ao onze titular Makouta, que foi sendo o principal dinamizadora do transporte da bola entre setores da formação axadrezada. Contudo, as duas equipas estavam bastante na expectativa e o ritmo de jogo nos primeiros minutos foi sendo bastante baixo, com as oportunidades a serem praticamente inexistentes. O Marítimo, por sua vez, demorou até fazer o seu primeiro remate no jogo (37 minutos) e foi dando prioridade à coesão defensiva, algo que resultou, até pela incapacidade do Boavista de ligar jogo no último setor. No entanto, os madeirenses foram absolutamente mortíferos no caldeirão e não deram hipóteses nas poucas vezes que chegaram com perigo à baliza das panteras. A primeira foi aos 41 minutos, num lance onde Vukotic ainda fez um corte enorme em cima da linha, mas, na recarga, Matheus Costa não deu hipóteses. A segunda foi já nos descontos, aos 45+3, fruto também do completo adormecimento da defesa do Boavista. Bruno Xadas foi desmarcado na direita e foi até à linha de fundo cruzar com conta, peso e medida para a cabeça de Joel Tagueu, que encostou para o 2-0. O pragmatismo madeirense ia fazendo a diferença.

Chegou o Cruel

Depois de uma 1ª parte paupérrima a nível ofensivo, principalmente, Petit procurou algo novo no arranque da 2ª parte, mas a equipa não mostrou qualquer melhoria e Musa foi parecendo um corpo ausente na frente de ataque. As substituições, e mudança tática, também pouco fizeram e o Marítimo foi esfregando as mãos pela facilidade a defender permitida pelo Boavista. Do lado do Marítimo, a estratégia de Vasco Seabra mantinha-se e a aposta na profundidade dos seus alas e dos movimentos de rotura de Joel  eram as suas principais armas. Foi, contudo, através de uma grande penalidade que o Marítimo voltou a festejar. Joel foi travado em falta, o VAR confirmou a grande penalidade e o avançado assumiu, não dando hipótese a Bracali. Não se ficou por aqui e pouco depois completou o seu hat-trick, num lance onde tirou Bracali do caminho, depois de uma desmarcação com alguma sorte à mistura, e com toda a calma do mundo fez o 4-0. Os comandados de Petit estavam completamente desnorteados e, como se não chegasse o pesado resultado e eminente derrota, a vida futura ainda ficou mais difícil. Isto porque Seba Pérez e Musa viram amarelo e falham, assim, a próxima jornada com o Sporting, assim como o jovem Tiago Morais, que viu o cartão vermelho direto por uma entrada muito feia de pitões. O resultado acabaria por não sofrer mais alterações e o Marítimo regressou às vitórias cinco jogos depois, aproveitando para somar 36 pontos e subir ao 7º lugar.

sábado, 9 de abril de 2022

Liga Bwin 2021-2022: 29ºJornada: Objectivo Praticamente Cumprido a 5 Jogos do Final

                                                                                                                                                                          BOAVISTA FC-1

FC AROUCA-0

Liga Bwin 29ºJornada Época 2021-2022

9 de Abril de 2022 - 18h
Estádio do Bessa Século XXI
Árbitro:Vítor Ferreira(A.F.Braga)


GR:Rafael Bracalli(C) GR:Victor Braga
DC:Reggie Cannon DC:João Basso
DC:Jackson Porozo DC:Nino Galovic
DC:Rodrigo Abascal DC:Tiago Esgaio(Bruno Marques 71')
EE:Filipe Ferreira EE:Mateus Quaresma
MC:Ilija Vukotic(Gaius Makouta 62') MC:Leandro Silva
MC:Sebástian Perez MC:Pité
MC:Luís Santos(Yusupha Nije 62') ED:Thales Oleques(C)
ED:Nathan Santos(Javi Garcia 92') ED:Antony Alves(Alan Ruiz 71')
PL:Kenji Gorré(Tiago Morais 71') PL:André Silva
PL:Petar Musa PL:Arsénio Nunes(Oday Dabbagh 62')


Treinador:Petit   Treinador:Armando Evangelista

Cartões Amarelos:Nathan Santos 61',Oday Dabbagh 63',Yusupha Nije 74',Nino Galovic 84',Sebástian Perez 90',Alan Ruiz 93' e Tiago Morais 97'.

Golos:Kenji Gorré 12'.

Há cada vez mais vista sobre a manutenção na zona da Boavista, na cidade do Porto. Os axadrezados receberam e venceram, este sábado, o Arouca por 1x0, em jogo da 29ª jornada da Liga Bwin, e saltaram para o patamar dos 33 pontos. Os arouquenses ficam no imbróglio que são as profundezas da classificação, com 25 pontos.

Gorré fez a diferença

As ausências de «peso» existiam de parte a parte. Sauer do lado axadrezado, David Simão e André Bukia no Arouca. O jogo provou que doeram mais aos visitantes, incapazes de serem verdadeiramente perigosos na primeira parte. Do outro lado, a pantera de Petit provou ser cada vez mais um «animal» robusto à prova de contratempos. Perante um estádio do Bessa bem composto (10.128 espectadores), o Boavista foi, desde cedo, mandão e apresentou-se com um padrão bem definido: construção nos pés de Seba Pérez à procura da profundidade de Kenji Gorré. Dentro do padrão, boas variabilidades. Filipe Ferreira esteve sempre ativo na ligação ao parceiro de ala e, por isso, a equipa da casa atacou mais por aí.

A vantagem, aos 12 minutos, entrou diretamente para a categoria do expectável; na globalidade e no individual, porque Gorré já era - e continuou a sê-lo - o melhor em campo. No um-para-um com Thales Olques foi mais forte e o remate de pé esquerdo, tirado da meia esquerda, fez apenas um desvio pelo poste antes de confirmar o golo. Bem, também, Musa na génese a encontrar Gorré. À naturalidade do golo seguiu-se a naturalidade do perigo boavisteiro: Musa (18') quase fez um golo de antologia, Gorré (30') e Seba Pérez (34') ficaram perto de folgar o marcador para o seu lado ainda dentro dos primeiros 45 minutos. Como apêndices daqueles que mais se destacavam, Vukotic cumpria e Luís Santos movia-se constantemente na linha da frente. As palavras debitam-se a preto e branco porque do outro lado poucas servem para resumir a primeira parte do Arouca. Muito débil sem a visão de David Simão e a capacidade técnica de Bukia, a equipa de Armando Evangelista foi inofensiva. Um remate de meia distância de André Silva (42') foi dos poucos sinais de vida; Bracali estava batido, mas a bola passou ao lado.

Boavista cedeu e Arouca tentou

Foi praticamente o mesmo filme depois do intervalo. É certo que o Arouca regressou com vontade de mudar, algo que fosse. A equipa subiu mais as linhas e até teve na cabeça de Arsénio uma bola de golo feito (61'), mas a manta foi curta. Dentro e fora do relvado, onde Armando Evangelista, perante tantas limitações, ficou de mãos atadas para mexer decisivamente com o jogo. Na fita do jogo couberam, por isso, mais momentos de perigo boavisteiro, com Musa a espreitar o golo em dois momentos (59' e 66'); no segundo, a jogada foi sublime, tal como o voo de Victor Braga a manter o Arouca ligado ao jogo pelo resultado. E faltava isso à pantera, tirar o Arouca da equação dos pontos e, por isso, no cavalgar dos minutos instalou-se algum nervosismo no Bessa. Da tal manta curta, Armando Evangelista ainda «sacou» Alan Ruiz, Bruno Marques e Dabbagh para os 20 minutos finais, os tais onde a incapacidade boavisteira para fechar o jogo (Yusupha teve o 2-0 nos pés aos 79') foi dando oxigénio a um Arouca pouco perigoso mas com a esperança viva. No final, os três pontos ficaram mesmo no Bessa para gáudio dos mais de 10 mil boavisteiros.

sábado, 2 de abril de 2022

Liga Bwin 2021-2022: 28ºJornada: Segunda Vitória Fora da Época!

              


               
FC FAMALICÃO-1

BOAVISTA FC-2

Liga Bwin 28ºJornada Época 2021-2022

2 de Abril de 2022 - 20h30
Estádio Municipal de Famalicão
Árbitro:Rui Costa(A.F.Porto)

 

GR:Luiz Júnior GR:Rafael Bracalli(C)
DC:Dylan Batubinsika(Jhonder Cádiz INT) DC:Nathan Santos
 DC:Riccieli(C) DC:Rodrigo Abascal
DC:Alexandre Penetra DC:Filipe Ferreira
ED:Ivo Rodrigues(De la Fuente 68') ED:Pedro Malheiro
MC:Charles Pickel MC:Sebastien Pérez
MC:João Carlos Teixeira MC:Ilija Vukotic(Tomás Reymão 80')
MC:Pêpê Rodrigues EE:Luís Santos
EE:Adrián Marín PL:Gustavo Sauer
PL:Simon Banza PL:Petar Musa(Jeriel de Santis 94')
PL:Bruno Rodrigues PL:Kenji Gorré(Tiago Morais 80')

Treinador:Rui Pedro Silva    Treinador:Petit

Cartões Amarelos:Sebastian Pérez 49',Gustavo Sauer 61',Alexandre Penetra 86',Rodrigo Abascal 89',Gustavo Sauer 91',João Carlos Teixeira 96' e Riccieli 96'.

Cartões Vermelhos: Gustavo Sauer 91'.

Golos:Gustavo Sauer 16(g.p), Petar Musa 37' e Jhonder Cádiz 48'



Acima de tudo: que grande espetáculo! Num jogo disputado a um ritmo muito alto e com as equipas - apesar das diferentes abordagens - quase sempre de olhos na baliza adversária, o Boavista arrancou um difícil, mas importante triunfo na visita ao Famalicão (1x2). A equipa de Petit - teve de ver o jogo da bancada devido a uma suspensão por acumulação de amarelos - atingiu desta forma a barreira dos 30 pontos e ultrapassou o Famalicão na tabela classificativa. Os minhotos tiveram momentos de qualidade ao longo do jogo, porém, pecaram várias vezes no setor defensivo e foram penalizados.

Eficácia quase máxima

Conscientes da importância que este jogo tinha para um possível final de época mais tranquilo, as equipas colocaram desde cedo um ritmo alto no relvado, com o Boavista mais recuado e sem surpresa a apostar nas saídas em transição. Num cruzamento/remate, o espanhol Adrián Marin levou à bola ao ferro no primeiro grande momento do jogo, que teve uma grande resposta dos visitantes.

Em lance pelo flanco esquerdo, Kenji Gorré conquistou uma grande penalidade que Gustavo Sauer converteu para a inaugural mexida no resultado. Após um período de normal impacto, o Famalicão reagiu e assumiu as rédeas do duelo, com dinâmicas e momentos de elevada qualidade coletiva. Bracali foi chamado ao serviço um par de vezes e negou as intenções minhotas. Contra a corrente, a defesa famalicense meteu água e Petar Musa, avançado dono de um excelente faro de golo, não rejeitou a oportunidade de castigar o erro. Passe defeituoso de Dylan Batubinsika e abordagem apertada de Luiz Júnior, que deixou a bola nos pés do adversário para o 0x2. Um choque para os homens de Rui Pedro Silva, que estavam até a produzir de forma positiva.

Sumo para muitas páginas

Ainda antes do descanso e a aproveitar o desnorte do Fama em zona recuada, Musa atirou para fora numa boa situação. O croata queria mais da partida e, no início de segunda parte louco, atirou à barra depois de Gorre voltar a criar desequilíbrios em drible. Na resposta, a equipa da casa reduziu para elevar ainda a tensão para outro patamar no Municipal. Aposta de Rui Pedro Silva ao intervalo, Jhonder Cádiz variou rapidamente entre o pior e o melhor. Momentos depois de desperdiçar uma excelente oportunidade, o possante ponta de lança aguentou o choque e trabalhou com qualidade na área adversária para faturar. Com um forte apoio do público, o Famalicão ligou o turbo e criou, criou, criou em busca do empate, sem sucesso nos momentos de definição. Na reta final, o Famalicão perdeu algum norte na procura do golo, que não apareceu apesar de momentos - muitas queixas sobre uma grande penalidade - perto da área dos axadrezados. Ao seu melhor estilo, o Boavista revelou enorme coração para segurar a vitória e partir com mais tranquilidade para o que falta jogar na presente edição da Liga Portugal bwin.