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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Liga NOS 2020-2021: 17ºJornada: Derrota Imerecida

 BOAVISTA FC-1
GIL VICENTE FC-2
17ºJornada Época 2020-2021
5 de Fevereiro de 2021 - 21h
Estádio do Bessa Século XXI
Árbitro :Hélder Malheiro(A.F.Lisboa)


GR:Léo Jardim GR:Denis
DD:Reggie Cannon(Nathan Santos 67') DD:Paulinho(Rodrigão 89')
DC:Adil Rami DC:Rúben Fernandes
DC:Cristián Castro DC:Ygor Nogueira
DE:Ricardo Mangas DE:João Talocha
MC:Javi Garcia MC:João Afonso(Joel Pereira 89')
MC:Nuno Santos(Yanis Hamache 81') MC:Lucas Mineiro
MC:Angel Gomes MC:Pedrinho(Claude Gonçalves 75')
PL:Yusupha Nije(Jorge Benguché 75') ED::Kanya Fujimoto(Yves Baraye 75')
PL:Alberth Elis PL:Samuel Lino(Pedro Marques 79')
PL:Gustavo Sauer(Show 67') EE:Lourency Rodrigues

Treinador:Jesualdo Ferreira             Treinador:Ricardo Soares

Cartões Amarelos:Ygor Nogueira 32',Angel Gomes 68',João Afonso 70',Adil Rami 78' e Yves Baraye 91'.

Golos: Samuel Lino 24'(g.p),Paulinho 44'(p.b.) e Yves Baraye 85'.


O Gil Vicente entrou no Bessa como lanterna vermelha, mas acabou longe dos lugares de descida com uma vitória frente ao Boavista (1x2). Dos bancos saíram as decisões que acabaram por mexer no jogo, com Baraye, o herói gilista a responder a uma abordagem pouco feliz de Jesualdo Ferreira, responsável por decisões, no mínimo, questionáveis.

Muita intenção, pouco critério

O triunfo na última jornada deu algum ânimo a um Boavista que era o lanterna vermelha da Liga, não só porque resultou num salto para fora dos lugares de descida, mas sobretudo porque significou um regresso à coluna das vitórias, uma realidade que era já bem distante na equipa do Bessa. Jesualdo Ferreira contaria em repetir a fórmula de sucesso, mas os castigos de Chidozie e Paulinho obrigaram a mudanças.

Cannon, um dos regressos, voltou a ocupar a direita da defesa, que durante grande parte da temporada foi dele, mas não foi feliz. Ao minuto 21, o norte-americano derrubou Lourency na área e, na marcação da grande penalidade, Samuel Lino não desperdiçou. Antes disso, já o Gil Vicente tinha avisado que conseguia ser perigoso, mas com a posse de bola a pertencer ao adversário. A equipa de Ricardo Soares, que entrou para a partida como último classificado, tinha em Samuel Lino e Lourency dois homens de desequilíbrio e velocidade, que obrigavam a defesa axadrezada a redobrar a atenção. Com identidade, como tem vindo a mostrar, e com a ideia de jogar em apoio, o Boavista teve dificuldades em ultrapassar as linhas recuadas do Gil. Elis era o mais combativo e capaz de procurar receber de costas para queimar os setores do adversário, mas faltava melhor decisão. Quando as equipas já pensavam no intervalo, Sauer foi lançado em profundidade e ganhou bem a Talocha. O cruzamento era para Elis, mas Ygor atrapalhou-se a fazer o corte e acabou por desviar a bola contra Paulinho que nada pôde fazer se não desviá-la para a própria baliza. O golo acabou por beneficiar as panteras, que pouco criaram para serem felizes, mas que levavam uma igualdade para o segundo tempo.

No jogo de xadrez, ganhou Ricardo Soares

Se o objetivo era continuar com um Boavista mais controlador e um Gil Vicente mais atento ao erro, os dois técnicos acabaram por confirmar isso mesmo, com a ausência de mudanças para a segunda parte. A diferença foi que a pantera entrou bem mais atrevida do que na primeira parte e conseguiu criar um par de grandes oportunidades nos primeiros minutos.

Jesualdo Ferreira trocou duas peças numa altura em que a equipa vivia o melhor momento, retirando Cannon e Sauer - o médio até tinha sido o autor de um dos lances de perigo - e fazendo entrar Nathan e Show, um médio defensivo. A verdade é que a equipa acusou as mudanças e todo o ímpeto que vinha a construir desvaneceu. Ficava a ideia que uma abordagem demasiado precoce de tentar dar músculo à equipa, prejudicou a manobra ofensiva, sobretudo com a saída de um médio de características ofensivas. Ricardo Soares também mexeu, igualmente sem arriscar, e com a intenção de segurar um ponto que, apesar de tudo, seria positivo. Mas, se de um banco saíram mexidas pouco felizes, do outro lado saíram os salvadores. Baraye e Pedro Marques saltaram já nos minutos finais e foram decisivos aos 86 minutos, aproveitando uma falta de comunicação entre Devenish e Léo Jardim, que acabou nos pés do extremo, que atirou para o segundo golo gilista. Os axadrezados ainda reclamaram uma falta no lance, mas Hélder Malheiro acabou por validar o golo.  O Boavista ainda tentou no desespero, mas os gilistas fecharam os caminhos da baliza, não sem antes tremer no derradeiro lance da partida.

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