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segunda-feira, 5 de setembro de 2022

Liga Bwin 2022-2023: 5ºJornada: Regresso as Vitórias



 
                     
   
BOAVISTA FC-1
FC P.FERREIRA-0

Liga Bwin 5ºJornada Época 2022-2023

5 de Setembro de 2022 - 19h00
Estádio do Bessa Século XXI
Árbitro:Claúdio Pereira(A.F.Aveiro)

GR:César Dutra GR:Igor Vekic
DC:Reggie Cannon DC:Nuno Lima
DC:Rodrigo Abascal DC:Erick Ferigra
DC:Vincent Sasso(Robson Reis 83') DC: Vitorino Antunes(C)
EE:Bruno Onyemaechi EE:Juan Delgado
MC:Sebastian Pérez(C)(Ibrahima Camará 83') MC:Rui Pires(Bastian Tomas 65')
MC:Gaius Makouta MC:Jordan Holsgrave(Luís Bastos 87')
ED:Pedro Malheiro ED:Uilton Silva(Abbas Ibrahim 87')
PL:Kenji Gorré(Ricardo Mangas 74') PL:Nigel Thomas(Kayky 70')
PL:Robert Bozénik(Martim Tavares 83') PL:N´ri Koffi
PL:Bruno Lourenço(Salvador Agra 60') PL:Matchoi Djaló(Arthur Sales 70')

Treinador:Petit   Treinador:César Peixoto

Cartões Amarelos:Matchoi Djaló 13',Vincent Sasso 22',Bruno Lourenço 39',Robert Bozénik 44',Nuno Lima 45+1',Uilton Silva 45'+5' e Reggie Cannon 65',

Golos:Robert Bozénik 58'.


Séries de derrotas em ambos os lados - uma mais curta que a outra - e foi o Boavista a interromper a sua de duas jornadas consecutivas com derrotas. Na receção a um ainda desfalcado Paços de Ferreira, os axadrezados levaram a melhor graças a um golo de Bozenik na segunda parte, ele que faturou pela nova equipa pela primeira vez. Os castores perderam mais um jogo e a situação é cada vez mais delicada, sendo que o adversário não demonstrou ser muito superior. 

Gorré vs Vekic

Se no Boavista o sistema é o habitual, no Paços de Ferreira não é, mas César Peixoto manteve o mesmo que utilizou no Estádio da Luz, frente ao Benfica (3-2). Embora muito desfalcados, os castores contaram com dois reforços no onze: Vekic, substituto do lesionado Jordi, voltou a casa e Ferigra, que compôs a linha de três juntamente com Nuno Lima e Antunes. Uilton e Matchoi Djaló compuseram o flanco esquerdo.

O guarda-redes esloveno foi mesmo um dos protagonistas do primeiro tempo. Realizou duas defesas de excelente nível e negou o golo a Kenji Gorré, o principal agitador dos axadrezados. A turma de Petit, fazendo uso do fator casa, começou melhor e o ímpeto esfriou assim que o Paços se reencontrou. Thomas e Koffi deram largura e rapidez e assustaram César, brasileiro que quase comprometeu a equipa graças a uma distração e que viu uma bola entrar-lhe - entretanto anulada - nos primeiros 45 minutos. As investidas de Gorré, no entanto, foram sempre mais incisivas e efetivas. Fazendo uso da sua velocidade e capacidade técnica, trocou as voltas a Delgado e Nuno Lima e esteve muito perto de fazer o gosto ao pé.

Finalmente, Bozenik!

A segunda parte começou da melhor forma possível. O Paços alterou para quatro defesas e teve um lance perigoso, tal como o Boavista, na resposta, por Bozenik. A jogada foi excelente e o eslovaco falhou o golo por centímetros. O camisola 9 dos axadrezados viria a estar, novamente, no centro das atenções por duas ocasiões. Primeiro sofreu uma falta que anulou um golaço (que pena!) a Thomas - recurso ao VAR - e, depois, faturou o primeiro golo oficial pelo Boavista, algo que procurava há algumas jornadas.  O jogo, com o 1-0, caiu de intensidade e as substituições também não mexeram muito com o ritmo, com a formação de Petit mais tranquila na gestão da posse. Tirando um livre de Matchoi Djaló e um lance com Koffi, a impotência do Paços de Ferreira foi evidente.

sábado, 27 de agosto de 2022

Liga Bwin 2022-2023: 4ºJornada: Campo Inclinado Dita Nova Derrota

              

                                                                     BOAVISTA FC-0

SL BENFICA-3

Liga Bwin 4ºJornada Época 2022-2023

27 de Agosto de 2022 - 18h00
Estádio do Bessa Século XXI
Árbitro:João Pinheiro(A.F.Braga)

GR:César Dutra GR:Odysseas Vlachodimos
DC:Reggie Cannon DD:Gilberto(Diogo Gonçalves 62')
DC:Rodrigo Abascal(Ricardo Mangas 62') DC:António Silva
DC:Vincent Sasso DC:Morato
EE:Bruno Onyemaechi DE:Álex Grimaldo(Mihailo Ristic 91')
MC:Sebastian Pérez(C)(Joel Silva 85') MC:Enzo Pérez(Fredrik Aursnes 90')
MC:Gaius Makouta MC:Florentino Luís
ED:Pedro Malheiro MC:João Mário(C)
PL:Salvador Agra(Robert Bozénik 62') ED:Rafa Silva
PL:Kenji Gorré(Martim Tavares 78') PL:Gonçalo Ramos(Petar Musa 62')
PL:Bruno Lourenço(Masaki Watai 85') EE:David Neres(Alexander Bah 62')

Treinador:Petit   Treinador:Roger Schmidt

Cartões Amarelos:António Silva 7',Bruno Lourenço 27',Reggie Cannon 52',Álex Grimaldo 56',Vincent Sasso 81' e Gaius Makouta 92'.

Golos:Morato 30',João Mário 67 e 81'(g.p)

Otamendi não estava disponível e a braçadeira de capitão passou para João Mário, que fez dois golos e liderou a equipa rumo à sétima vitória consecutiva na temporada, a terceira para a Liga bwin. O Benfica bateu (0-3) um Boavista que entrou muito perigoso e até ao momento do primeiro golo prometeu complicar a vida dos encarnados. Na segunda parte, João Mário ajudou com dois golos a colocar um fim à questão. 

Morato estragou os planos da pantera

Caso não fosse pelos últimos dois resultados no Bessa, o Benfica tinha razões para entrar em alerta ao encarar esta visita ao Boavista. E tal como os primeiros minutos comprovaram, a equipa de Petit entrou com intenções de criar dificuldades a um adversário que a meio da semana garantiu a presença na fase de grupos da Liga dos Campeões. Em cinco minutos, Gorré e Agra mostraram o porquê de aparecerem sozinhos numa frente de ataque com Bruno Lourenço no apoio.

O lance que deixou António Silva (em estreia pela equipa principal aos 18 anos) amarelado aos sete minutos gerou alguma apreensão, tendo em conta a imprevisibilidade do extremo boavisteiro, e foi bem demonstrativo do quão perigoso poderia ser o Boavista se conseguisse escapar pelas costas da defesa encarnada. Do banco, Roger Schmidt percebeu que as correrias axadrezadas deixavam a equipa vulnerável e os ajustes fizeram a equipa ganhar alguma tranquilidade, que permitiu uma subida no terreno. Foi nesta fase que chegou o golo inaugural, através de um pontapé de canto. Morato saltou mais alto que a oposição e atirou a contar no primeiro remate enquadrado do Benfica no jogo. Com a vantagem no marcador, a pressão soltou-se, assim como os criativos da frente, que começaram a combinar para causar problemas à defesa axadrezada. Primeiro foi Gonçalo Ramos a ficar perto de aumentar a vantagem, depois João Mário, mesmo em cima do intervalo, que ficou de mãos na cabeça depois de uma perdida incrível. 

Capitão mostrou o caminho

A imagem que deu no primeiro tempo fazia o Boavista sonhar com uma segunda parte igual, ou no máximo parecida. Só que as circunstâncias do jogo tinham mudado. Com vantagem no marcado, o Benfica expunha-se muito menos e dava menos oportunidades aos homens do ataque axadrezado de sair em velocidade. 

Com alguma gestão do resultado na intenção de ter mais bola, os encarnados tentavam chegar ao ataque de forma ponderada e em velocidade. Foi assim que Rafa ameaçou pela primeira vez, mas o desvio saiu a centímetros do poste. Já com Musa em campo, a cumprir a estreia na Liga contra a antiga equipa, o Benfica chegou ao segundo golo.  Grimaldo cruzou da esquerda, João Mário tentou o desvio, mas a bola sobrou para Musa, que amorteceu para o capitão fazer o primeiro da conta pessoal e aumentar a vantagem. Com o jogo ainda mais controlado, a grande penalidade convertida com sucesso por João Mário colocou um ponto final na partida e na terceira vitória do Benfica no mesmo número de jogos a contar para o campeonato.


domingo, 1 de maio de 2022

Liga Bwin 2021-2022: 32ºJornada: Manutenção Garantida

        MOREIRENSE FC-1 

BOAVISTA FC-2

Liga Bwin 32ºJornada Época 2021-2022

1 de Maio de 2022 - 18h
Estádio Comendador Joaquim Almeida de Freitas em Moreira de Cónegos(Guimarães)
Árbitro:Tiago Martins(A.F.Lisboa)


GR:Mateus Pasinato GR:Rafael Bracalli(C)
DD:Paulinho(Rúben Ramos 78') DC:Reggie Cannon
 DC:Pablo Santos DC:Jackson Porozo
DC:Lazar Rósic(C) DC:Rodrigo Abascal
DE:Godfried Frimpo(Galego 78') MC:Sebastien Pérez(Nathan Santos 80')
MC:Sori Mané MC:Ilija Vukotic(Yanis Hamache 71')
EE:Pedro Amador(André Luís 66') MC:Gaius Makouta
ED:Matheus Silva(Rodrigo Conceição 66') EE:Filipe Ferreira
PL:Kevin Mirallas(Gonçalo Franco 39') PL:Petar Musa
PL:Rafael Martins PL:Kenji Gorré(Javi Garcia 80')

Treinador:Sá Pinto    Treinador:Petit

Cartões Amarelos:Petar Musa 23',Ilija Vukotic 41',Pedro Malheiro 45+2',André Luís 68',Petit 72'(Treinador do Boavista),Jefferson Júnior 76',Sori Mané 82',Petar Musa 90',Gonçalo Franco 95' e Rafael Bracalli 97'.

Cartões Vermelhos: Petar Musa 90',Sebástian Pérez 90'(Banco de Suplentes),Paulinho 90'(Banco de Suplentes) e Petit 90'(Treinador do Boavista)

Golos:Kenji Gorré 20',Rafael Martins 88' e Petar Musa 90'.


Num duelo entre duas equipas que vestem de xadrez, sensações bem diferentes. O Boavista voltou às vitórias e assegurou matematicamente mais uma época de Liga Bwin. O Moreirense afundou-se de forma bastante perigosa e precisa cada vez mais da calculadora, já que a margem de erro acabou, com vista aos lugares de manutenção direta. Num jogo onde Sá Pinto pôde lamentar as várias ausências, a equipa esteve muito tempo a perder, chegou ao empate perto do fim, só que no minuto seguinte viu Musa fazer o segundo, antes de ser expulso.

Não é vontade, é confiança

Mesmo não estando a atravessar o melhor momento da época (até era o pior desde o regresso de Petit, em termos de resultados), foi notória a diferença entre as equipas em termos de confiança, o que foi totalmente agudizado pelo golo de Gorré, numa boa pressão axadrezada e conclusão do novo carregador do piano boavisteiro, depois da saída de Sauer.

O Moreirense entrou melhor e também acabou melhor a primeira parte. Paulinho podia ter marcado a abrir, Rafael Martins a fechar. O problema foi o longo período intermédio, no qual o Boavista foi sempre muito mais concreto nas suas ações, sem dar espaços à criação cónega e explorando a precipitação constante de alguns jogadores - Jefferson, por exemplo, esteve bem mais errático do que o habitual e isso foi prejudicial à equipa. A situação pontual ajuda a explicar a tal falta de confiança, mas não foi razão única. Artur Jorge, Derik e Walterson (por castigo), para além do lesionado Yan Matheus, fizeram com que as soluções de Sá Pinto fossem diferentes do habitual, com o treinador a optar por jogar com os laterais Paulinho e Pedro Amador mais subidos no terreno. O problema nem esteve tanto aí, esteve sim na retaguarda e na fraca capacidade de leitura posicional de alguns elementos, com especial incidência para o lado direito da defesa (com Gorré pela frente, não houve fórmula certa para travar as investidas das panteras) e no ataque, onde Sori Mané baixava para marcar Musa, muitas vezes mais poderoso nas divididas para depois servir a equipa.

O meio-campo foi globalmente ganho pelas panteras, que o povoaram com três em vez de dois, como tem sido habitual - Vukotic com Seba Pérez e Makouta. E só com a lesão de Mirallas e entrada de Franco o Moreirense foi capaz de melhorar nesse setor, daí o bom fecho de primeira parte. Mas era preciso mais. A plateia, também ela ansiosa mas sempre ruidosa, ia tentando ajudar, só que teriam de ser as palavras de Sá Pinto ao intervalo a fazer a diferença.

Futebol e folclore

A tendência inverteu-se na segunda parte. Apesar do bom pontapé de Musa que quase dava no 0-2, logo a seguir o Moreirense teve duas ótimas oportunidades e apoderou-se do meio-campo contrário O Boavista viu-se forçado a recuar, mas não se deu mal nesse papel. Apesar de sair poucas vezes para o ataque, conseguiu controlar as tentativas do adversário no último terço na última meia hora. Sá Pinto mexeu na equipa, tentou soluções vindas do banco - onde não abundavam, é verdade - e fez pela vida, só que, por vezes, faltou qualidade. Por isso, quando o empate apareceu, numa boa jogada dos cónegos, soou a benesse, logo desaproveitada em seguida, quando Musa ganhou aos adversários, passou pelo guarda-redes, marcou e... foi expulso. Tiago Martins entendeu que o avançado provocou os adeptos da casa, deu-lhe o segundo amarelo e o momento motivou uma série de cartões vermelhos para os bancos, com Petit incluído. Um momento que estragou o espetáculo e que não teve inocentes: os intervenientes excederam-se, o árbitro também não soube controlar as emoções da melhor maneira.

sábado, 9 de abril de 2022

Liga Bwin 2021-2022: 29ºJornada: Objectivo Praticamente Cumprido a 5 Jogos do Final

                                                                                                                                                                          BOAVISTA FC-1

FC AROUCA-0

Liga Bwin 29ºJornada Época 2021-2022

9 de Abril de 2022 - 18h
Estádio do Bessa Século XXI
Árbitro:Vítor Ferreira(A.F.Braga)


GR:Rafael Bracalli(C) GR:Victor Braga
DC:Reggie Cannon DC:João Basso
DC:Jackson Porozo DC:Nino Galovic
DC:Rodrigo Abascal DC:Tiago Esgaio(Bruno Marques 71')
EE:Filipe Ferreira EE:Mateus Quaresma
MC:Ilija Vukotic(Gaius Makouta 62') MC:Leandro Silva
MC:Sebástian Perez MC:Pité
MC:Luís Santos(Yusupha Nije 62') ED:Thales Oleques(C)
ED:Nathan Santos(Javi Garcia 92') ED:Antony Alves(Alan Ruiz 71')
PL:Kenji Gorré(Tiago Morais 71') PL:André Silva
PL:Petar Musa PL:Arsénio Nunes(Oday Dabbagh 62')


Treinador:Petit   Treinador:Armando Evangelista

Cartões Amarelos:Nathan Santos 61',Oday Dabbagh 63',Yusupha Nije 74',Nino Galovic 84',Sebástian Perez 90',Alan Ruiz 93' e Tiago Morais 97'.

Golos:Kenji Gorré 12'.

Há cada vez mais vista sobre a manutenção na zona da Boavista, na cidade do Porto. Os axadrezados receberam e venceram, este sábado, o Arouca por 1x0, em jogo da 29ª jornada da Liga Bwin, e saltaram para o patamar dos 33 pontos. Os arouquenses ficam no imbróglio que são as profundezas da classificação, com 25 pontos.

Gorré fez a diferença

As ausências de «peso» existiam de parte a parte. Sauer do lado axadrezado, David Simão e André Bukia no Arouca. O jogo provou que doeram mais aos visitantes, incapazes de serem verdadeiramente perigosos na primeira parte. Do outro lado, a pantera de Petit provou ser cada vez mais um «animal» robusto à prova de contratempos. Perante um estádio do Bessa bem composto (10.128 espectadores), o Boavista foi, desde cedo, mandão e apresentou-se com um padrão bem definido: construção nos pés de Seba Pérez à procura da profundidade de Kenji Gorré. Dentro do padrão, boas variabilidades. Filipe Ferreira esteve sempre ativo na ligação ao parceiro de ala e, por isso, a equipa da casa atacou mais por aí.

A vantagem, aos 12 minutos, entrou diretamente para a categoria do expectável; na globalidade e no individual, porque Gorré já era - e continuou a sê-lo - o melhor em campo. No um-para-um com Thales Olques foi mais forte e o remate de pé esquerdo, tirado da meia esquerda, fez apenas um desvio pelo poste antes de confirmar o golo. Bem, também, Musa na génese a encontrar Gorré. À naturalidade do golo seguiu-se a naturalidade do perigo boavisteiro: Musa (18') quase fez um golo de antologia, Gorré (30') e Seba Pérez (34') ficaram perto de folgar o marcador para o seu lado ainda dentro dos primeiros 45 minutos. Como apêndices daqueles que mais se destacavam, Vukotic cumpria e Luís Santos movia-se constantemente na linha da frente. As palavras debitam-se a preto e branco porque do outro lado poucas servem para resumir a primeira parte do Arouca. Muito débil sem a visão de David Simão e a capacidade técnica de Bukia, a equipa de Armando Evangelista foi inofensiva. Um remate de meia distância de André Silva (42') foi dos poucos sinais de vida; Bracali estava batido, mas a bola passou ao lado.

Boavista cedeu e Arouca tentou

Foi praticamente o mesmo filme depois do intervalo. É certo que o Arouca regressou com vontade de mudar, algo que fosse. A equipa subiu mais as linhas e até teve na cabeça de Arsénio uma bola de golo feito (61'), mas a manta foi curta. Dentro e fora do relvado, onde Armando Evangelista, perante tantas limitações, ficou de mãos atadas para mexer decisivamente com o jogo. Na fita do jogo couberam, por isso, mais momentos de perigo boavisteiro, com Musa a espreitar o golo em dois momentos (59' e 66'); no segundo, a jogada foi sublime, tal como o voo de Victor Braga a manter o Arouca ligado ao jogo pelo resultado. E faltava isso à pantera, tirar o Arouca da equação dos pontos e, por isso, no cavalgar dos minutos instalou-se algum nervosismo no Bessa. Da tal manta curta, Armando Evangelista ainda «sacou» Alan Ruiz, Bruno Marques e Dabbagh para os 20 minutos finais, os tais onde a incapacidade boavisteira para fechar o jogo (Yusupha teve o 2-0 nos pés aos 79') foi dando oxigénio a um Arouca pouco perigoso mas com a esperança viva. No final, os três pontos ficaram mesmo no Bessa para gáudio dos mais de 10 mil boavisteiros.

sábado, 15 de maio de 2021

Liga NOS 2020-2021: 33ºJornada: Está Quase Mágico, Faltam 90 Minutos de Sofrimento!


BOAVISTA FC-1

PORTIMONENSE SC-0

33 ºJornada Época 2020-2021

15 de Maio de 2021 - 15h30
Estádio do Bessa Século XXI
Árbitro:Hugo Miguel(A.F.Lisboa)

GR:Léo Jardim GR:Samuel Portugal
DC:Jackson Porozo DC:Lucas Possignolo(Anderson Oliveira 78')
DC:Chidozie Awaziew DC:Maurício António
DC:Adil Rami(C) DC:Willyan Rocha
EE:Ricardo Mangas EE:Koki Anzhai
ED:Reggie Cannon ED:Fahd Moufi
MC:Sebastian Perez(Show 75') MC:Aylton Boa Morte(Denis Poha 87')
MC:Paulinho MC:Fabrício
MC:Angel Gomes(Nuno Santos 83') MC:Pedro Sá(Ewerton Pereira 73')
PL:Alberth Elis PL:Dener(C)(Bruno Moreira 87')
PL:Gustavo Sauer(Yusupha Nije 61') PL:Beto 


Treinador:Jesualdo Ferreira    Treinador:Paulo Sérgio
 
 Cartões Amarelos:Dener 29',Sebastian Perez 38',Chidozie Awaziew 48',Willyan Rocha 63',Paulinho 66',Pedro Sá 67',Fahd Moufi 76' e Ricardo Mangas 95'.

Golos:Jackson Porozo 71'.

Era visto como crucial pelas duas equipas e acabou por ser o Boavista a sorrir no fim, iluminando o Estádio do Bessa com muita esperança. Os axadrezados receberam e bateram o Portimonense pela margem mínima e garantiram três importantíssimos pontos na luta pela fuga à despromoção, levando a decisão final para a última e derradeira jornada e adiando, como consequência, a situação dos algarvios. Num jogo de baixa rotação e de pouca criatividade, os axadrezados acabaram por ser mais resilientes na procura da felicidade, castigando um adversário demasiado desinspirado.

Jogo de paciência... ...

E sem balizas. As decisões estão quase aí e a luta pela manutenção tem agravado o receio da perda de pontos. Portimonense e Boavista, que ambicionam o mesmo objetivo, entraram em campo com muita cautela.

A primeira parte foi, mais do que tudo, equilibrada e não teve, propriamente, momentos de grande entretenimento. Os algarvios, com o sistema de três defesas, tiraram a profundidade e a facilidade nas transições do adversário - Elis à cabeça - e, por outro lado, também não conseguiram aplicar o mesmo veneno, fazendo com que ambos os guarda-redes fossem basicamente espetadores. Esse jogo de paciência dividiu-se de forma simples nos primeiros 45 minutos: Boavista com mais posse e a falhar alguns passes e um Portimonense a correr atrás da mesma com foco no contra-ataque, mantendo uma coesa organização defensiva. Retirando as bolas paradas de Sauer e Angel Gomes, só o espírito combativo e a concentração prevaleceram num deserto de criatividade.

Garra da pantera

O resultado não era, de todo, do interesse dos axadrezados e a equipa comandada por Jesualdo Ferreira regressou com isso mesmo em mente. Não que a mudança de comportamento tenha sido radical, mas, acima de tudo, mais objetiva. Para além da posse, o Boavista foi-se acercando da área de Samuel Portugal com mais qualidade e critério, algo que não havia conseguido fazer no primeiro tempo.

Com o Portimonense desinspirado e a mostrar pouco rasgo, o domínio das panteras tornou-se evidente à medida que o tempo foi avançando. Seba Pérez e Mangas mostraram pouca inspiração em dois momentos relevantes e coube a Porozo, na sequência de um canto, fazer a comitiva portuense explodir de alegria, aproveitando uma má ação de Samuel Portugal. Sabendo da necessidade urgente dos três pontos, o Boavista segurou o 1x0 até ao fim com sofrimento - Léo Jardim evitou um golo quase cantado e Fabrício cheirou o empate -, dando um passo importante na corrida pela manutenção.

sábado, 13 de junho de 2020

Vitória Importante em Braga, Quarto Grande Somos Nós!

SC BRAGA-0 BOAVISTA FC-1
26ºJornada Época 2019-2020
13 de Junho de 2020 - 21h
Estádio Municipal de Braga
 Árbitro:Luís Godinho(A.F.Évora)







GR:Matheus GR:Hélton Leite
DC:Bruno Viana DC:Gustavo Dulanto
            DC:David Carmo DC:Ricardo Costa
DC:Rolando(Wilson Eduardo 82') DC:Néris
MD:Ricardo Esgaio MD:Carraça
MC:Fransérgio MC:Idrís Mandiang
MC:André Horta(João Novais 82') MC:Alberto Bueno(Fernando Cardozo 75')
MC:Ricardo Horta(Rui Fonte 71') MC:Paulinho(Heriberto Tavares 92')
MD:Nuno Sequeira(Wenderson Galeno 71') ME:Marlon Xavier
PL:Francisco Trincão PL:Gustavo Sauer(Nwanko Obiora 84')
PL:Paulinho PL:Cassiano Moreira(Yusupha Nije 84')

Treinador:Custódio Castro     Treinador:Daniel Ramos

Cartões Amarelos:Paulinho 33',Gustavo Dulanto 48',Ricardo Esgaio 56'Néris 63' e Fransérgio 79'.

Golos:Alberto Bueno 57'(g.p)





Há jornadas traiçoeiras, mas o Braga não esperava, por certo, que esta fosse tão negativa e colocasse tanto em causa no futuro próximo do clube. A equipa de Custódio voltou a perder, desta vez por 0x1, em casa, diante do Boavista, significando o novo desaire o alcançar do Sporting no terceiro lugar da tabela.  Num jogo em que se notaram as fragilidades arsenalistas após a saída de Rúben Amorim, sorriu o Boavista, organizado, eficaz e ciente daquilo que tinha que fazer para travar um rival, em teoria, bem mais forte. 

Guerreiros mansinhos

Foi uma das principais surpresas após a paragem. O novo Boavista, revigorado, mais ofensivo, mais atraente, menos receoso, mais valente e corajoso. O que a equipa de Daniel Ramos fez contra o Moreirense justificava um outro resultado que não a derrota. Esperava-se, pelo menos, que aqueles bons 90 minutos no Bessa tivessem uma transposição para a Pedreira. Não se pode dizer que tal tenha acontecido na primeira parte.  Daniel Ramos voltou a uma postura mais especulativa, apostando numa linha de cinco, de três no momento ofensivo, para, na prática, encaixar no trio da frente do Braga e nos dois laterais que, neste sistema, são mais alas do que outra coisa. A procura por estar bem posicionado, mesmo que mais atrás do que na primeira jornada pós-covid, era clara. Com bola, era explorar o espaço nas costas e as transições rápidas.
O plano não correu forçasamente mal. Apesar da pouca presença atacante, a verdade é que o Boavista não foi menos perigoso do que o seu adversário, bem pelo contrário. A ocasião mais flagrante dos primeiros 45 minutos surgiu mesmo junto à baliza de Matheus, quando Bueno obrigou o guardião arsenalista a uma grande estirada. Sauer desequilibrou pela meia direita, entregou de bandeja o golo ao médio espanhol, que permitiu a defesa. Se podia, num penálti em movimento, ter feito melhor? Talvez.  O Braga, por outro lado, tinha o domínio territorial, mas pouco mais. Um lance interessante de Sequeira aqui, um toque de habilidade de Trincão ou de Horta ali, mas, no geral, uma falta de criatividade preocupante para quem luta pelo terceiro lugar. Um conjunto algo previsível que só foi capaz de criar verdadeiro perigo no último lance do primeiro tempo, com a acrobacia de Paulinho a acabar de forma natural nas mãos de Helton Leite. Pelo menos o guardião boavisteiro pôde dizer que fez uma defesa...

Pantera cheirou o sangue

Bola lançada na meia esquerda, Paulinho com espaço para assistir Trincão numa posição favorável, mas o esférico a sair muito adiantado. Um lance que praticamente inaugurou o segundo tempo e que acaba por ser paradigmático quando à arte e à criatividade dos arsenalistas durante boa parte do encontro. Quase sempre mais dominadores, mas também demasiado erráticos.  Aos poucos, o Boavista foi ganhando metros, ao mesmo tempo que ganhava confiança para assustar Matheus. A história do golo começou ao minuto 54, quando David Carmo, de uma forma escusada, cometeu falta e permitiu uma espécie de canto curto. A bola saiu, na sequência desse lance, precisamente para um canto. Matheus afastou pela linha final para mais um canto, ainda que do outro lado e, na sequência, Esgaio cometeu um daqueles erros graves que têm marcado o regresso do desporto-rei. Demorou muito tempo até tirar a bola da zona de perigo e, quando tentou fazê-lo, derrubou Cassiano. Bueno limitou-se a aproveitar.  O Braga percebeu que era preciso mesmo elevar o nível de jogo para, pelo menos, conquistar pontos perante um Boavista super competitivo. Por força das alterações e da subida de tensão à medida que o apito final ia ficando mais perto, o ritmo subiu no meio-campo atacante, mas a maior intensidade não teve correspondência em oportunidades e golos. Trincão tentou desequilibrar do ponto de vista individual, mas exagerou em vários lances, Ricardo Horta apresentou-se algo desastrado na finalização - a Pedreira ficou-se a queixar, no final... Nem Rui Fonte, nem Wilson, nem Galeno a fazer a ala esquerda, nem Novais, que entrou para tentar a meia distância. Foi um Braga demasiado curto aquele que regressou à sua casa. Assim o pódio fica em cheque e a manutenção do Boavista agradece...